Cidades · 2026-11-08 · Redação Notícia ES

Por que mulheres podem estar por trás da vitória de Lula nas eleições

O atual presidente conseguiu ampliar a vantagem que tinha sobre o eleitorado feminino em relação a 2022, especialmente entre as mulheres jovens, indica análise das urnas.

Por que mulheres podem estar por trás da vitória de Lula nas eleições
Por que mulheres podem estar por trás da vitória de Lula nas eleições

Além das diferenças regionais do voto para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), os resultados das eleições presidenciais de 2026 também apontam a uma outra divisão: a entre o voto de homens e mulheres.

Dados e informações dos municípios

A conclusão é de uma análise feita pelo professor Marco Antonio Faganello, do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (Cepesp FGV), que mostra uma tendência nacional de que, quanto mais mulheres eleitoras há em uma urna, maior foi a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

A contagem de votos divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não discrimina como votou cada eleitor que depositou seu voto na urna, apenas o resultado de cada máquina.

Mas os dados agregados mostram o perfil de gênero, faixa etária e escolaridade dos eleitores inscritos naquela seção.

Contexto e diferenças locais

Dessa forma, é possível visualizar quais urnas têm proporcionalmente mais mulheres votantes, quais têm mais homens e fazer uma comparação.

Com esses dados, Faganello conseguiu verificar a tendência de um voto feminino mais pró-Lula e, inclusive, uma acentuação desse movimento em 2026 em relação à eleição de 2022.

Analisando todas as urnas do país, o pesquisador estima que a diferença total entre homens e mulheres no voto para Lula foi de 9,8 pontos percentuais no segundo turno de 2026, contra 6,4 pontos percentuais no 2º turno de 2022, na disputa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Não é possível dizer qual foi a votação do presidente por gênero, mas essa estimativa aponta que, por exemplo, se Lula teve 45% dos votos entre os homens, entre as mulheres ele ficaria com cerca de 55%.

O país tem 158 milhões de eleitores aptos a votar, sendo 83,8 milhões (52,8%) mulheres, segundo o TSE.

Veja notícias do Brasil e do mundo no BBC World Service

No segundo turno, Lula teve 4,4 milhões de votos a mais do que Flávio.

"O voto é secreto e ninguém sabe como cada pessoa votou. Os números vêm da comparação entre seções eleitorais e dependem de uma suposição", explica Faganello em sua análise.

"Não é algo que dá para afirmar com 100% de certeza, mas é um indicativo claro [que mulheres votam mais em Lula]. A gente usa todas as urnas do país e, em todas as regiões, há um padrão muito claro", disse o cientista político.

O pesquisador usou um método estatístico chamado regressão ecológica, que permite estimar como determinado grupo social votou, mesmo quando não existe informação individual sobre o voto de cada eleitor.

Para isso, a comparação para identificar a diferença de gênero na votação foi feita entre urnas que funcionam no mesmo local de votação, como uma escola.

Segundo explica o professor, os eleitores de uma mesma escola moram perto uns dos outros e se parecem em renda e em outras características.

A proporção de mulheres, porém, muda de uma seção para outra.

Em resumo

O que aconteceu?

Além das diferenças regionais do voto para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), os resultados das eleições presidenciais de 2026 também apontam a uma outra divisão: a entre o voto de homens e mulheres.

Qual é o ponto principal?

A conclusão é de uma análise feita pelo professor Marco Antonio Faganello, do Centro de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas (Cepesp FGV), que mostra uma tendência nacional de que, quanto mais mulheres eleitoras há em uma urna, maior foi a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Quais são os dados mais importantes?

A contagem de votos divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não discrimina como votou cada eleitor que depositou seu voto na urna, apenas o resultado de cada máquina. Mas os dados agregados mostram o perfil de gênero, faixa etária e escolaridade dos eleitores inscritos naquela seção.

Qual é o contexto?

Dessa forma, é possível visualizar quais urnas têm proporcionalmente mais mulheres votantes, quais têm mais homens e fazer uma comparação.

Quais são os próximos desdobramentos?

Com esses dados, Faganello conseguiu verificar a tendência de um voto feminino mais pró-Lula e, inclusive, uma acentuação desse movimento em 2026 em relação à eleição de 2022.

Fontes