Política Nacional · 2026-10-07 · Redação Notícia ES

Primeiro deputado cassado por fake news vai à Câmara junto com filho

Fernando Francischini (PL) volta à Câmara, e filho Felipe (Pode) é reeleito, ambos pelo Paraná

Primeiro deputado cassado por fake news vai à Câmara junto com filho
Primeiro deputado cassado por fake news vai à Câmara junto com filho

Primeiro parlamentar cassado pela Justiça Eleitoral por espalhar fake news, Fernando Francischini (PL) irá voltar à Câmara dos Deputados em 2027.

Ele foi eleito com 53

Ele foi eleito com 53.207 votos no domingo (4), assim como o filho, o deputado federal Felipe Francischini (Pode), que obteve 106.907 votos e conseguiu ser reeleito.

Assim, pai e filho estarão na bancada do Paraná , que tem 30 vagas . Embora hoje estejam em partidos diferentes e tenham feito campanhas independentes, ambos são bolsonaristas e romperam com o grupo do atual governador, Ratinho Junior (PSD), para ajudar na campanha do senador Sergio Moro (PL), eleito governador .

Na Assembleia Legislativa , Moro contará com duas deputadas estaduais ligadas à família Francischini na sua base aliada.

Esposa de Fernando, Flávia Francischini (PL), foi reeleita deputada

A esposa de Fernando, Flávia Francischini (PL), foi reeleita deputada estadual, e Lu Bonatto (Pode), mãe de Felipe Francischini, vai estrear na Assembleia Legislativa. Ela foi eleita com 39.738 votos.

Fernando e Flávia fizeram campanhas conjuntas. E Felipe fez a dobradinha com a mãe, Lu Bonatto.

Nacionalmente, Fernando Francischini se tornou conhecido como o primeiro parlamentar cassado pelo TSE, no final de 2021, por espalhar fake news.

Em 2018, no dia da eleição, ele fez uma live dizendo que duas urnas estavam fraudadas e aparentemente não aceitavam votos no então candidato Jair Bolsonaro, o que não era verdadeiro.

Naquele ano de 2018, Francischini ocupava o cargo de deputado federal, mas concorria a um assento na Assembleia Legislativa. Terminou como candidato mais votado na disputa em seu estado, com mais de 400 mil votos.

Mas, em 2021, o plenário do TSE o condenou por uso indevido dos meios de comunicação, além de abuso de poder político e de autoridade, e seu mandato na Assembleia Legislativa foi cassado.

A inelegibilidade de oito anos de Francischini em razão da condenação começou a contar a partir da data do primeiro turno da eleição de 2018 (7 de outubro), seguindo até esta quarta-feira (7).

Pela nova legislação , o que passa a valer para determinar se um candidato pode disputar o pleito é se ele está inelegível ou não na data de diplomação dos candidatos eleitos —que em 2026 deve acontecer até 18 de dezembro.

Além da família Francischini, outros parlamentares do Paraná, todos filiados a partidos de direita ou do centrão, também fizeram dobradinhas com parentes nestas eleições , algumas repetindo as mesmas configurações de pleitos anteriores.

O deputado federal Ricardo Barros (PP) e sua filha, a deputada estadual Maria Victoria (PP), foram reeleitos domingo.

Assim como o deputado federal Toninho Wandscheer (PP) e seu filho Alisson Wandscheer (PP), reeleitos para a Câmara e para a Assembleia Legislativa, respectivamente.

Filiados ao PL, o deputado federal Vermelho e o deputado estadual Matheus Vermelho, pai e filho, também foram reeleitos.

O deputado federal Paulo Litro (União) foi reeleito na Câmara e o deputado estadual Adão Litro (PSD), tio de Paulo, foi reeleito na Assembleia Legislativa.

Outras dobradinhas geraram vitórias parciais. A deputada estadual Cristina Silvestri (PP) ficou como suplente na Câmara, mas seu filho Cesar Silvestri (PP), ex-deputado estadual, foi eleito para a Assembleia Legislativa.

A deputada estadual Mabel Canto (PP) foi reeleita, mas seu pai, o ex-deputado estadual Jocelito Canto (PP), ficou como suplente na Câmara.

A vereadora de Curitiba Delegada Tathiana Guzella (PL) conseguiu se eleger deputada estadual, mas seu marido, o deputado estadual Delegado Tito Xerifão (PL), ficou apenas como suplente na Câmara.

O ex-vereador de Curitiba Alexandre Leprevost (Republicanos) ficou como suplente de deputado federal, mas o seu irmão, o deputado estadual Ney Leprevost (Republicanos), foi reeleito.

Em resumo

O que aconteceu?

Primeiro parlamentar cassado pela Justiça Eleitoral por espalhar fake news, Fernando Francischini (PL) irá voltar à Câmara dos Deputados em 2027. Ele foi eleito com 53.207 votos no domingo (4), assim como o filho, o deputado federal Felipe Francischini (Pode), que obteve 106.907 votos e conseguiu ser reeleito.

Qual é o ponto principal?

Assim, pai e filho estarão na bancada do Paraná , que tem 30 vagas . Embora hoje estejam em partidos diferentes e tenham feito campanhas independentes, ambos são bolsonaristas e romperam com o grupo do atual governador, Ratinho Junior (PSD), para ajudar na campanha do senador Sergio Moro (PL), eleito governador .

Quais são os dados mais importantes?

Na Assembleia Legislativa , Moro contará com duas deputadas estaduais ligadas à família Francischini na sua base aliada. A esposa de Fernando, Flávia Francischini (PL), foi reeleita deputada estadual, e Lu Bonatto (Pode), mãe de Felipe Francischini, vai estrear na Assembleia Legislativa. Ela foi eleita com 39.738 votos. Flávia obteve 63.831 votos.

Qual é o contexto?

Fernando e Flávia fizeram campanhas conjuntas. E Felipe fez a dobradinha com a mãe, Lu Bonatto.

Quais são os próximos desdobramentos?

Nacionalmente, Fernando Francischini se tornou conhecido como o primeiro parlamentar cassado pelo TSE, no final de 2021, por espalhar fake news. Em 2018, no dia da eleição, ele fez uma live dizendo que duas urnas estavam fraudadas e aparentemente não aceitavam votos no então candidato Jair Bolsonaro, o que não era verdadeiro.

Fontes