Primeiro Gripen E nacional completa voo inaugural
Aeronave montada em Gavião Peixoto decolou pela primeira vez e entrou na fase de testes de aceitação antes da entrega à FAB.

O primeiro caça Gripen E produzido no Brasil realizou seu voo inaugural na terça-feira (6), a partir da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A decolagem marcou a passagem da aeronave montada no país para a etapa de ensaios que antecede sua entrega à Força Aérea Brasileira.
A Veja noticiou que o avião iniciou os testes de aceitação após ser montado na unidade brasileira. A Folha de S.Paulo confirmou que o voo ocorreu sem problemas e identificou o piloto como Jakob Högbert, chefe dos pilotos de teste da fabricante sueca Saab.
A aeronave é a primeira de 15 unidades monoposto previstas para fabricação no Brasil. Elas integram o contrato assinado em 2014 para a aquisição de 36 caças, cujo eixo industrial inclui transferência de tecnologia e participação de profissionais brasileiros no desenvolvimento e na produção.
Voo inicia testes de aceitação
Durante a primeira decolagem, as equipes avaliaram sistemas e comportamento da aeronave. O caça havia sido apresentado em março e passou, desde então, por verificações em solo, testes de pista e inspeções necessárias antes de receber autorização para voar.
A conclusão do primeiro voo não significa que o avião já esteja incorporado à frota operacional. A fase de aceitação exige novas avaliações técnicas, análise dos dados coletados e demonstração de que o equipamento atende aos requisitos contratuais da FAB.
O Brasil já opera unidades do Gripen, parte delas entregue à Força Aérea e uma mantida pela Saab em atividades de teste e certificação. O programa também inclui o Gripen F, versão com dois assentos desenvolvida com participação conjunta de equipes suecas e brasileiras.
Programa reúne indústria brasileira
A linha de Gavião Peixoto é a primeira estrutura de produção do Gripen instalada fora da Suécia. Além de atender ao contrato brasileiro, a fábrica poderá participar de encomendas internacionais, ampliando o papel da indústria nacional na cadeia de defesa e aviação de alta tecnologia.
O projeto reúne Saab, Embraer e empresas fornecedoras, com capacitação de engenheiros, técnicos e pilotos. A transferência não se limita à montagem final: envolve conhecimento de desenvolvimento, ensaios, integração de sistemas e manutenção ao longo da vida útil das aeronaves.
O cronograma sofreu alterações desde a assinatura do contrato. A entrega do último avião, inicialmente esperada para 2024, passou a ser projetada para 2032. Restrições orçamentárias e custos de desenvolvimento influenciaram o ritmo, embora a produção nacional tenha avançado com o voo desta primeira unidade.
Depois dos ensaios de aceitação, o caça deverá seguir os procedimentos de entrega e incorporação definidos pela FAB. Até lá, o resultado desta semana representa um marco industrial e tecnológico: uma aeronave supersônica produzida em território brasileiro completou sua primeira missão de teste no ar.
Em resumo
O primeiro voo ocorreu na terça-feira, 6 de outubro de 2026, em Gavião Peixoto.
A aeronave foi montada na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.
O contrato prevê a produção nacional de 15 unidades monoposto dentro de um lote de 36 caças.
Ainda não. A aeronave entrou na fase de testes de aceitação antes da entrega.
O projeto reúne a FAB, a Saab, a Embraer e fornecedores brasileiros em um processo de transferência de tecnologia.