Política Nacional · 2026-10-11 · Redação Notícia ES

Projeto de Lei criminaliza divulgação de maus-tratos contra animais

Proposta em análise na Câmara projeta aumento de pena para crimes cometidos em ambiente digital e responsabiliza plataformas. Leia no Poder360.

Projeto de Lei criminaliza divulgação de maus-tratos contra animais
Projeto de Lei criminaliza divulgação de maus-tratos contra animais

Proposta em análise na Câmara projeta aumento de pena para crimes cometidos em ambiente digital e responsabiliza plataformas

Projeto de Lei 2791/26 criminaliza a publicação e

O Projeto de Lei 2791/26 criminaliza a publicação e a divulgação na internet de atos de crueldade, maus-tratos e tortura contra animais.

O texto altera a Lei de Crimes Ambientais e o Marco Civil da Internet para punir os infratores e impor deveres de remoção rápida desse tipo de conteúdo aos provedores de aplicativos. Eis a íntegra (PDF -40 KB).

Na Lei de Crimes Ambientais, o projeto aumenta da metade a pena prevista ( detenção de 3 meses a 1 ano, e multa) para quem divulga em meios digitais a prática de maus-tratos e tortura contra animais.

Quando o crime de divulgação envolver criança ou adolescente

Quando o crime de divulgação envolver criança ou adolescente ou for praticado de maneira habitual em competição, desafio ou validação coletiva, a pena pode ser aumentada até o triplo.

Segundo a autora da proposta, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), a alteração responde a investigações recentes que identificaram redes organizadas operando em aplicativos de mensagens e servidores privados, promovendo transmissões ao vivo de tortura de animais e indução de jovens a atos de automutilação.

“Proteger animais da crueldade extrema, nesse contexto, é também proteger crianças da normalização da violência” , declarou a deputada.

Pelo texto, as redes sociais e plataformas digitais poderão ser responsabilizadas civilmente caso deixem de retirar do ar, de forma rápida e diligente depois da notificação, conteúdos que registrem, promovam, transmitam ou incentivem a violência contra animais.

O governo federal, por meio de regulamento, deverá definir os procedimentos de notificação, prazos de remoção, padrões de preservação de provas e comunicação às autoridades.

A proposta será analisada pelas comissões de Comunicação; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Câmara, em 6 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

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O Projeto de Lei 2791/26 criminaliza a publicação e a divulgação na internet de atos de crueldade, maus-tratos e tortura contra animais.

O texto altera a Lei de Crimes Ambientais e o Marco Civil da Internet para punir os infratores e impor deveres de remoção rápida desse tipo de conteúdo aos provedores de aplicativos. Eis a íntegra (PDF -40 KB).

Em resumo

O que aconteceu?

Proposta em análise na Câmara projeta aumento de pena para crimes cometidos em ambiente digital e responsabiliza plataformas

Qual é o ponto principal?

O Projeto de Lei 2791/26 criminaliza a publicação e a divulgação na internet de atos de crueldade, maus-tratos e tortura contra animais. O texto altera a Lei de Crimes Ambientais e o Marco Civil da Internet para punir os infratores e impor deveres de remoção rápida desse tipo de conteúdo aos provedores de aplicativos. Eis a íntegra (PDF -40 KB).

Quais são os dados mais importantes?

Na Lei de Crimes Ambientais, o projeto aumenta da metade a pena prevista ( detenção de 3 meses a 1 ano, e multa) para quem divulga em meios digitais a prática de maus-tratos e tortura contra animais. Quando o crime de divulgação envolver criança ou adolescente ou for praticado de maneira habitual em competição, desafio ou validação coletiva, a pena pode ser

Qual é o contexto?

Segundo a autora da proposta, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), a alteração responde a investigações recentes que identificaram redes organizadas operando em aplicativos de mensagens e servidores privados, promovendo transmissões ao vivo de tortura de animais e indução de jovens a atos de automutilação.

Quais são os próximos desdobramentos?

“Proteger animais da crueldade extrema, nesse contexto, é também proteger crianças da normalização da violência” , declarou a deputada.

Fontes