Prorrogação do horário das eleições causa confusão no Rio
Eleitores encontraram urnas lacradas mesmo com portões abertos; ordem de Zanin chegou a muitas seções depois das 17h

A prorrogação da votação até as 19h de domingo, 25, pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, gerou confusão nas seções eleitorais do Rio de Janeiro, onde muitas urnas já estavam fechadas.
Eleitores, como duas mulheres no Colégio Pensi, não conseguiram
Eleitores, como duas mulheres no Colégio Pensi, não conseguiram votar após as 17h, e protestos ocorreram em outros locais.
Zanin atendeu a um pedido da coligação do presidente Lula, visando estender o horário em municípios com problemas de transporte.
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h deste domingo, 25, provocou confusão em locais de votação do Rio de Janeiro. A maior parte das urnas já estava encerrada quando a ordem chegou às seções eleitorais.
Como o equipamento não pode ser reaberto depois
Como o equipamento não pode ser reaberto depois de finalizado, eleitores ficaram sem votar mesmo em locais com portões abertos. Os relatos foram reunidos pelo g1 .
No Colégio Pensi, no Flamengo, na zona sul da capital fluminense, duas eleitoras tentaram votar depois das 17h, horário regular de encerramento, sem sucesso. Uma delas pediu e recebeu uma declaração de comparecimento sem voto, que identifica a 204ª Zona Eleitoral e a seção 407.
No campo reservado ao motivo da ausência de voto, uma anotação à mão registra a chegada da eleitora às 17h20, com a seção já encerrada.
Na mesma região, na Rua Marquês de Abrantes, cerca de 30 eleitores protestaram do lado de fora de outro local de votação e pediram a reabertura dos portões.
Em Copacabana, um vídeo mostra a tentativa de uma eleitora de votar em um colégio. As imagens também registram urnas colocadas em um furgão, bem antes das 19h, para o transporte ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Em Laranjeiras, uma eleitora gravou um funcionário da seção eleitoral. Ele afirmou ter recebido ordem direta do TRE para encerrar a votação no local.
“Meu nome é Marcelo, eu sou apoio logístico do Dante”, disse o funcionário. “A gente obedece uma cadeia de comando. O cartório eleitoral informou a gente, pelo nosso canal oficial com eles, que o diretor geral do TRE mandou encerrar a votação. A votação acabou.”
No Ciep Presidente Agostinho Neto, no Humaitá, a escola estava fechada e com o acesso trancado com cadeado às 18h30. No Colégio Santo Inácio, em Botafogo, a informação repassada aos eleitores foi que as urnas haviam sido encerradas antes de a decisão chegar, às 17h09.
Fora da capital, o eleitor Alesson, de São Gonçalo, contou que trabalhava quando soube da prorrogação. Ao chegar ao local de votação, não encontrou mais urnas. Segundo o relato, um servidor do TRE o orientou a justificar a ausência até terça-feira 27.
Zanin atendeu a um pedido da coligação do presidente da República , Lula, candidato à reeleição. A campanha queria estender o horário de votação em municípios afetados por problemas no transporte público.
Antes de recorrer ao STF, a coligação havia acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido para municípios de pelo menos nove Estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
A solicitação ampliava um requerimento apresentado no início da tarde para três cidades da Bahia: Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Em muitas seções, a decisão só foi comunicada depois do fim da votação. Em uma segunda manifestação, o ministro esclareceu que a prorrogação valia apenas para as urnas ainda abertas no momento da determinação. Os votos das urnas já encerradas serão computados normalmente.
“Determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas os votos serão computados e totalizados”, afirmou Zanin.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, encaminhou um ofício aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais com a mesma orientação.
“Orienta-se que as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília), em estrito cumprimento à determinação judicial”, diz o documento.
Em resumo
A prorrogação da votação até as 19h de domingo, 25, pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, gerou confusão nas seções eleitorais do Rio de Janeiro, onde muitas urnas já estavam fechadas. Eleitores, como duas mulheres no Colégio Pensi, não conseguiram votar após as 17h, e protestos ocorreram em outros locais. Zanin atendeu a um pedido da coligação do president
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h deste domingo, 25, provocou confusão em locais de votação do Rio de Janeiro. A maior parte das urnas já estava encerrada quando a ordem chegou às seções eleitorais.
Como o equipamento não pode ser reaberto depois de finalizado, eleitores ficaram sem votar mesmo em locais com portões abertos. Os relatos foram reunidos pelo g1 .
No Colégio Pensi, no Flamengo, na zona sul da capital fluminense, duas eleitoras tentaram votar depois das 17h, horário regular de encerramento, sem sucesso. Uma delas pediu e recebeu uma declaração de comparecimento sem voto, que identifica a 204ª Zona Eleitoral e a seção 407.
No campo reservado ao motivo da ausência de voto, uma anotação à mão registra a chegada da eleitora às 17h20, com a seção já encerrada. Na mesma região, na Rua Marquês de Abrantes, cerca de 30 eleitores protestaram do lado de fora de outro local de votação e pediram a reabertura dos portões.