Economia · 2026-11-02 · Redação Notícia ES

QI Tech: a empresa de R$ 30 bi por mês que ninguém vê, mas quase todo mundo usa

Explore como a infraestrutura financeira da QI Tech possibilita a criação de produtos financeiros para diversas empresas.

QI Tech: a empresa de R$ 30 bi por mês que ninguém vê, mas quase todo mundo usa
QI Tech: a empresa de R$ 30 bi por mês que ninguém vê, mas quase todo mundo usa

Quem abre uma conta no aplicativo da Vivo vê a marca da operadora de telefonia e internet. Já uma academia financiada pela Wellhub se relaciona com a plataforma de bem-estar.

Dados e contexto do setor

Por trás desses serviços, a infraestrutura financeira pode ser da mesma empresa: a QI Tech , que fornece tecnologia e operação regulada para outras companhias criarem produtos financeiros.

No caso da Vivo, a QI Tech permite oferecer conta, transferências, pagamentos e cartões com a identidade da operadora. Na Wellhub, processa operações de crédito destinadas às academias.

São duas formas de atuar em um mercado no qual o consumidor conhece a marca que o atende, mas nem sempre a instituição que sustenta a transação.

Impactos e informações adicionais

Avaliada em cerca de US$ 2 bilhões, a QI Tech movimenta aproximadamente R$ 30 bilhões por mês em pagamentos e transações. Esse volume, porém, não revela sozinho onde está o maior valor do negócio.

Para Pedro Mac Dowell , fundador e CEO, a infraestrutura para empréstimos e financiamentos é a principal frente: representa cerca de 45% da operação.

“PIX é commodity, pagamento é commodity”, diz Mac Dowell, em entrevista a Mariana Amaro , apresentadora do Do Zero ao Topo , do InfoMoney. Na avaliação dele, o crédito exige uma estrutura que entrega mais valor ao cliente do que o processamento de uma transferência.

O financiamento das academias pela Wellhub ajuda a mostrar como funciona o negócio de infraestrutura financeira. A plataforma coloca recursos em um fundo e contrata a QI Tech para processar os empréstimos.

A instituição formaliza a operação por meio de uma cédula de crédito bancário, desembolsa o dinheiro e depois cede o crédito ao fundo.

Assim, a empresa que quer financiar seus parceiros usa uma estrutura já montada para executar a operação. A QI Tech cuida da tecnologia, da infraestrutura e da parte regulatória. Ao cliente cabe escolher para quem quer emprestar e definir o risco que pretende assumir.

“Nós pilotamos a parte regulatória, a parte de infraestrutura, a parte de tecnologia e o cliente pilota o risco que vai escolher e para quem quer fazer ou não o empréstimo”, diz Mac Dowell.

Segundo ele, a companhia emite e processa de R$ 9 bilhões a R$ 12 bilhões em crédito por mês, com operações automatizadas. Desde o início de sua existência, acumula mais de R$ 100 bilhões em créditos emitidos.

No Pix, o volume acumulado supera R$ 490 bilhões. Já os recursos sob administração chegam a R$ 180 bilhões.

A QI Tech organiza a operação em quatro unidades. A primeira faz identificação de clientes e prevenção a fraudes: verifica documentos, cruza informações e ajuda a confirmar quem está tentando abrir uma conta ou contratar um serviço.

Segundo o fundador, essa atividade representa cerca de 10% do negócio.

A segunda é o banking as a service, nome usado pela companhia para a infraestrutura de pagamentos e transações. É a frente que permite a uma marca oferecer contas, transferências e cartões.

Ela responde por aproximadamente 20% da operação e movimenta os cerca de R$ 30 bilhões mensais citados pelo executivo.

A terceira é a infraestrutura de crédito, responsável pelos 45%. Por fim, a quarta unidade oferece serviços de administração e custódia de fundos, com foco em crédito, incluindo fundos de investimento em direitos creditórios, os FIDCs.

Essa última etapa ganhou escala com a compra de uma empresa de administração e custódia que, segundo Mac Dowell, tinha cerca de R$ 80 bilhões sob seus cuidados na época da aquisição.

O negócio exigiu aproximadamente R$ 800 milhões e acrescentou serviços à cadeia que a QI Tech já atendia.

O objetivo é que uma companhia encontre no mesmo fornecedor as etapas necessárias a um produto financeiro: identificar o cliente, processar pagamentos, formalizar a dívida e manter o crédito em um fundo.

Dessa maneira, a QI Tech amplia a atuação dentro de cada operação contratada.

Criada no fim de 2018, a QI Tech começou atendendo bancos e gestoras. Os clientes usavam uma plataforma para informar dados do tomador, valor, taxa e prazo. A partir daí, o sistema gerava os documentos, recebia a assinatura, liquidava a operação e fazia a cessão do crédito.

Em 2020, as fintechs ampliaram o mercado. Para atendê-las, a QI Tech usou APIs, conexões que permitem a troca automatizada de informações entre os sistemas das empresas.

Com isso, esses clientes puderam integrar suas operações à QI Tech sem preencher manualmente uma plataforma a cada contratação.

Para Mac Dowell, a decisão de construir, desde o início, tecnologia própria para sua infraestrutura financeira foi determinante para essa mudança.

A arquitetura precisava atender clientes que movimentavam informações em alta frequência.

Depois dos bancos, gestoras e fintechs, vieram as grandes empresas interessadas em incorporar serviços financeiros às suas atividades.

Em resumo

O que aconteceu?

Quem abre uma conta no aplicativo da Vivo vê a marca da operadora de telefonia e internet. Já uma academia financiada pela Wellhub se relaciona com a plataforma de bem-estar.

Qual é o ponto principal?

No caso da Vivo, a QI Tech permite oferecer conta, transferências, pagamentos e cartões com a identidade da operadora. Na Wellhub, processa operações de crédito destinadas às academias. São duas formas de atuar em um mercado no qual o consumidor conhece a marca que o atende, mas nem sempre a instituição que sustenta a transação.

Quais são os dados mais importantes?

Avaliada em cerca de US$ 2 bilhões, a QI Tech movimenta aproximadamente R$ 30 bilhões por mês em pagamentos e transações. Esse volume, porém, não revela sozinho onde está o maior valor do negócio. Para Pedro Mac Dowell , fundador e CEO, a infraestrutura para empréstimos e financiamentos é a principal frente: representa cerca de 45% da operação.

Qual é o contexto?

“PIX é commodity, pagamento é commodity”, diz Mac Dowell, em entrevista a Mariana Amaro , apresentadora do Do Zero ao Topo , do InfoMoney. Na avaliação dele, o crédito exige uma estrutura que entrega mais valor ao cliente do que o processamento de uma transferência.

Quais são os próximos desdobramentos?

O financiamento das academias pela Wellhub ajuda a mostrar como funciona o negócio de infraestrutura financeira. A plataforma coloca recursos em um fundo e contrata a QI Tech para processar os empréstimos. A instituição formaliza a operação por meio de uma cédula de crédito bancário, desembolsa o dinheiro e depois cede o crédito ao fundo.

Fontes