41 a 41 no 7 de Setembro: Quaest da Globo coloca Flávio Bolsonaro no mesmo patamar de Lula
Instituto contratado pelo Grupo Globo registra igualdade numérica no segundo turno. Desde julho, Lula recuou de 45% para 41%, enquanto Flávio avançou de 37% para 41%.

Nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, a pesquisa Quaest encomendada pelo Grupo Globo colocou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no mesmo número em uma simulação de segundo turno: 41% das intenções de voto para cada um.
O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01720/2026.
Branco, nulo ou não vai votar: 13% | Indecisos: 5%
O número isolado já seria notícia. O contexto amplia seu peso político. A igualdade foi divulgada no Dia da Independência, enquanto atos políticos ocuparam as ruas com críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.
É a primeira igualdade exata entre Lula e Flávio na sequência recente mostrada pela GloboNews. Agora, as duas linhas chegam ao mesmo ponto depois de percorrerem direções opostas desde julho.
O gráfico da GloboNews mostrou a direção
Na rodada de julho, Lula aparecia com 45% e Flávio Bolsonaro com 37% no segundo turno. A distância era de oito pontos. Nas pesquisas seguintes, o presidente perdeu terreno, enquanto o candidato do PL avançou.
O movimento aparece com clareza na série exibida pela GloboNews: a linha de Lula recua de 45% até os 41% registrados agora. A de Flávio sai de 37% e alcança os mesmos 41%. A rodada imediatamente anterior ainda mostrava Lula numericamente à frente.
Pesquisa não elege e cada rodada é uma fotografia do período em que as entrevistas foram realizadas. A sequência, contudo, permite observar direção. Desde julho, a vantagem numérica de Lula sobre Flávio caiu de oito pontos para zero.
A igualdade que mudou o segundo turno
No primeiro turno da mesma pesquisa, Lula segue à frente, com 36%, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 8%; Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3% cada; Romeu Zema registra 2%; e Samara Martins, 1%. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%, e os indecisos são 10%.
O dado de maior impacto político está no confronto direto. Quando o voto se concentra entre Lula e Flávio, o resultado é 41 a 41. Outros 13% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam, e 5% permanecem indecisos.
Esse grupo de 18% ainda fora da escolha entre os dois é grande o suficiente para definir a eleição. A margem de erro também impede transformar o resultado em previsão de vitória. O que a rodada permite afirmar é objetivo: no cenário testado, nenhum dos dois tem vantagem numérica.
Como se chegou até aqui
O crescimento de Flávio ocorreu durante uma campanha apoiada em presença nas ruas, mobilização digital e associação direta com as bandeiras políticas de Jair Bolsonaro. Segurança pública, liberdade, emprego e defesa da família formam o núcleo de sua comunicação.
Ao mesmo tempo, Lula chega à reta final como presidente e candidato à reeleição, com a estrutura e a exposição próprias do cargo. Oito pontos separavam os dois em julho. A diferença desapareceu em cerca de dois meses.
A Quaest também testou Lula contra outros quatro adversários. O petista aparece com 41% contra 38% de Ronaldo Caiado, 39% contra 35% de Augusto Cury, 42% contra 37% de Renan Santos e 44% contra 33% de Romeu Zema. Entre os cenários divulgados, Flávio é o único que alcança exatamente o mesmo percentual de Lula.
Rua e urna no mesmo calendário
A divulgação coincidiu com manifestações políticas no Dia da Independência. Em São Paulo, apoiadores de Flávio Bolsonaro se reuniram na Avenida Paulista em um ato com críticas a Lula e Moraes. O candidato usou o evento para reforçar sua posição de enfrentamento ao governo e ao ministro do Supremo.
A manifestação não causou o resultado divulgado, porque as entrevistas foram concluídas no dia anterior. Os dois fatos, porém, compõem a fotografia política do feriado: mobilização nas ruas e igualdade numérica na principal simulação de segundo turno.
O que o empate diz
O resultado diz que a vantagem que Lula tinha em julho se dissipou. Diz também que Flávio não estacionou e que a disputa direta chegou aberta às semanas finais da campanha.
O empate não define quem vencerá em outubro. A eleição continua sujeita a debates, erros, crises, acontecimentos de campanha e, principalmente, à decisão dos eleitores que ainda não escolheram um dos dois nomes.
Para Flávio, o desafio é sustentar o crescimento mostrado pela série e ampliar o diálogo com quem ainda hesita. Para Lula, a tarefa é interromper a trajetória de queda e recuperar a folga que tinha quando o adversário estava nos 37%.
O recado de 7 de setembro
A Quaest contratada pelo Grupo Globo colocou lado a lado o presidente da República e o candidato que começou julho oito pontos atrás. São 41% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro.
Dois mil e quatro eleitores foram ouvidos. A margem é de dois pontos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral. O gráfico parte de uma diferença expressiva e chega ao Dia da Independência sem distância numérica.
O projeto que muitos tentaram tratar como secundário está vivo e chegou ao mesmo patamar do candidato que ocupa o Palácio do Planalto. A tendência recente favorece quem cresceu. O Brasil vai vencer.
Em resumo
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 41% das intenções de voto cada um. Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 13%, e os indecisos são 5%.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro de 2026. O resultado foi divulgado em 7 de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01720/2026.
Na rodada de julho, Lula tinha 45% e Flávio Bolsonaro, 37%. Na pesquisa de 7 de setembro, ambos chegaram a 41%.
O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro.