Quaest aponta preferência capixaba por governador aliado a Flávio
Levantamento no Espírito Santo registra 44% de preferência por aliado de Flávio Bolsonaro e 28% por aliado de Lula na próxima gestão estadual.

A parcela de eleitores do Espírito Santo que prefere um governador aliado de Flávio Bolsonaro chegou a 44%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). Outros 28% disseram querer um chefe do Executivo estadual alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os números foram publicados por A Gazeta com base no levantamento feito entre 10 e 13 de outubro. A Folha de S.Paulo também informou os dados metodológicos da mesma rodada, que ouviu presencialmente 1.098 eleitores capixabas e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo sob o número ES-00468/2026.
Na comparação com agosto, a preferência por um aliado de Flávio subiu de 32% para 44%, enquanto a opção por um governador ligado a Lula passou de 24% para 28%. O grupo que desejava alguém independente dos dois polos caiu de 41% para 21%.
A soma não deve ser interpretada automaticamente como intenção de voto. A pergunta mede o tipo de vínculo político desejado para o próximo governo, enquanto a escolha entre candidatos depende de nomes, alianças locais, avaliação das administrações e dinâmica de campanha.
Aliança presidencial ganha peso
O crescimento das duas alternativas alinhadas a lideranças nacionais mostra que a disputa capixaba ficou mais polarizada na reta final. A mudança foi mais intensa no campo associado a Flávio, com avanço de 12 pontos percentuais, mas a margem de erro de três pontos deve ser considerada em todas as comparações.
Ao mesmo tempo, a preferência por independência perdeu 20 pontos percentuais. O deslocamento indica que mais entrevistados passaram a aceitar uma conexão explícita entre o futuro governo estadual e um dos dois polos nacionais. A pesquisa, porém, não identifica sozinha qual foi a motivação individual dessa mudança.
O percentual de entrevistados que não souberam ou não responderam aumentou de 3% para 7%. Esse movimento recomenda cautela ao transformar a pergunta em prognóstico eleitoral: além da margem de erro, há eleitores sem posição declarada sobre a relação política desejada.
A leitura também precisa separar aliança institucional de apoio eleitoral direto. Um eleitor pode considerar útil a proximidade do governador com o Palácio do Planalto ou com um grupo de oposição e, ainda assim, votar por razões municipais, partidárias ou pessoais.
Pesquisa mede vínculos políticos
A Quaest realizou entrevistas presenciais com pessoas de 16 anos ou mais. O nível de confiança informado é de 95%, o que significa que o resultado representa uma estimativa estatística do eleitorado no período da coleta, e não uma contagem definitiva de opiniões.
Na disputa pelo governo, a Folha registrou em outra pergunta do levantamento 47% para Lorenzo Pazolini e 38% para Ricardo Ferraço, com 10% de votos brancos ou nulos e 5% de indecisos. Esses números ajudam a contextualizar o ambiente, mas não permitem atribuir todo o apoio a um candidato apenas por seu alinhamento nacional.
A relação entre Brasília e o Espírito Santo entrou no centro do debate porque o próximo governador terá de negociar recursos, obras e políticas públicas com o governo federal e com o Congresso. Os candidatos, por isso, procuram combinar identidade local com alianças capazes de ampliar sua capacidade de articulação.
O levantamento oferece um retrato de quatro dias de outubro. Até a votação, declarações de apoio, desempenho em debates e acontecimentos de campanha podem alterar as preferências. A conclusão segura é que o desejo por um governador associado a um dos dois polos nacionais aumentou, especialmente no campo ligado a Flávio Bolsonaro.
Em resumo
A pesquisa Quaest registrou 44% de preferência por um governador aliado a Flávio Bolsonaro.
O levantamento apontou 28% de preferência por um governador alinhado ao presidente Lula.
A Quaest ouviu presencialmente 1.098 eleitores do Espírito Santo entre 10 e 13 de outubro.
A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Não. A pergunta mede o vínculo político desejado para o governo, e não substitui a consulta direta sobre candidatos.