Quaest: Bolsonaristas e evangélicos dão vantagem a Pazolini; lulistas e católicos impulsionam Ricardo
E mais: um fator central dos dados da pesquisa é que o instituto prevê que parte dos eleitores que pretende votar em Ricardo não vai, de fato, comparecer às urnas

Já entre os eleitores evangélicos, Pazolini "compensou" os pontos perdidos aí, passou de 50% para 57% , enquanto Ricardo foi de 32% para 29%.
Crescimento do ex-prefeito entre os evangélicos foi o maior
O crescimento do ex-prefeito entre os evangélicos foi o maior que ele obteve entre todos os segmentos investigados.
Outro dado que chama a atenção é que Ricardo cresceu entre os eleitores que têm 60 anos ou mais.
No primeiro turno, esses eleitores eram os que mais destinavam intenções de voto ao governador, num primeiro momento. Depois, soltaram a mão do emedebista e, agora, voltaram a preferi-lo.
Ricardo tem 46% das intenções estimuladas de voto
Ricardo tem 46% das intenções estimuladas de voto dos idosos, 11 pontos a mais do que tinha no último dia 14.
Já Pazolini perdeu cinco pontos, passou de 40% para 35%.
Uma questão central aqui é que a Quaest prevê que parte dos eleitores que prefere Ricardo não vai comparecer às urnas .
Isso explica por que a vantagem de Pazolini nos votos válidos (cujo cálculo, na Quaest, considera os eleitores que têm alta chance de, de fato, ir votar) é maior que no recorte por votos votais.
O eleitor de Ricardo, portanto, parece menos engajado e fidelizado que o de Pazolini.
Com exceção talvez, aqui hipoteticamente falando, justamente dos lulistas, que aumentaram o engajamento nas ruas e nas redes sociais na reta final do pleito, inclusive no Espírito Santo.
No primeiro turno, a abstenção no Espírito Santo — considerando todos os perfis de eleitores — foi de 21,39%, a maior marca em eleições gerais desde 2002.
A pesquisa Quaest sobre o cenário eleitoral no Espírito Santo, contratada pela TV Gazeta, foi realizada nos dias 23 e 24 de outubro, com 2.154 entrevistas.
O nível de confiança utilizado é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Foram realizadas entrevistas pessoais por amostragem com utilização de questionário elaborado conforme os objetivos da pesquisa.
As pessoas foram selecionadas para as entrevistas de acordo com as proporções na população de grupos de idade, sexo, raça/cor, instrução e atividade econômica. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), sob o protocolo ES-04365/2026.
O governador Ricardo Ferraço (MDB) passou para o segundo turno em desvantagem. O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) largou na frente, com 49,65% dos votos. O emedebista foi a escolha de 34,06% dos eleitores na primeira etapa do pleito.
O emedebista ganhou um impulso com os votos do PT, apesar de não ter declarado voto em Lula nem em Flávio.
Já entre os eleitores evangélicos, Pazolini "compensou" os pontos perdidos aí, passou de 50% para 57% , enquanto Ricardo foi de 32% para 29%.
O crescimento do ex-prefeito entre os evangélicos foi o maior que ele obteve entre todos os segmentos investigados.
A ESCOLHA DOS IDOSOS Outro dado que chama a atenção é que Ricardo cresceu entre os eleitores que têm 60 anos ou mais.
No primeiro turno, esses eleitores eram os que mais destinavam intenções de voto ao governador, num primeiro momento. Depois, soltaram a mão do emedebista e, agora, voltaram a preferi-lo.
Em resumo
Já entre os eleitores evangélicos, Pazolini "compensou" os pontos perdidos aí, passou de 50% para 57% , enquanto Ricardo foi de 32% para 29%.
O crescimento do ex-prefeito entre os evangélicos foi o maior que ele obteve entre todos os segmentos investigados.
Outro dado que chama a atenção é que Ricardo cresceu entre os eleitores que têm 60 anos ou mais.
No primeiro turno, esses eleitores eram os que mais destinavam intenções de voto ao governador, num primeiro momento. Depois, soltaram a mão do emedebista e, agora, voltaram a preferi-lo.
Ricardo tem 46% das intenções estimuladas de voto dos idosos, 11 pontos a mais do que tinha no último dia 14.