Quaest mostra Lula com 37% e Flávio com 33%; segundo turno tem empate
Pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais e registro no TSE é BR-06004/2026.

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 21 de setembro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 37% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro com 33% no cenário de primeiro turno da eleição presidencial. A diferença nominal é de quatro pontos percentuais, igual ao limite máximo produzido pela margem de erro de dois pontos para cada lado. O levantamento foi encomendado por Globo e O Globo.
Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 4%, Renan Santos, com 3%, Romeu Zema, com 1%, e Samara Martins, também com 1%. A soma de indecisos, brancos e nulos completa o quadro divulgado. Percentuais podem não fechar exatamente em 100% por arredondamento, e candidatos com resultado baixo precisam ser lidos dentro da margem de erro.
A Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre 17 e 20 de setembro. A margem informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026. Registro não significa aprovação prévia dos resultados pelo TSE, mas dá publicidade ao questionário, à amostra, ao contratante e ao plano de trabalho.
Segundo turno aparece tecnicamente empatado
No confronto direto, Flávio Bolsonaro marca 42% e Lula, 41%. Como a diferença é de apenas um ponto, os dois estão tecnicamente empatados. Considerada a margem, Flávio pode variar de 40% a 44% e Lula, de 39% a 43%. As faixas se sobrepõem, portanto não é possível apontar liderança estatisticamente segura nesse cenário.
A inversão da ordem nominal entre primeiro e segundo turnos não é contraditória. Em uma disputa com vários candidatos, parte do eleitorado distribui suas preferências entre opções menores; no confronto direto, esses votos migram, viram indecisão ou se convertem em branco e nulo. Para entender a dinâmica, é necessário observar as tabelas de transferência e a evolução em uma série, não apenas dois números isolados.
Pesquisas divulgadas por outros institutos podem trazer resultados diferentes por causa de método, datas de campo, forma de entrevista, desenho da amostra e formulação das perguntas. A comparação mais adequada é entre levantamentos do mesmo instituto, mantendo metodologia semelhante. Mesmo assim, acontecimentos de campanha entre uma rodada e outra podem produzir mudanças reais.
Margem de erro não é placar
A margem de dois pontos não deve ser somada mecanicamente à diferença para decretar vencedor ou derrotado. Ela expressa incerteza amostral sob hipóteses estatísticas e vale para cada estimativa. Também não cobre todas as fontes possíveis de erro, como recusa, declaração imprecisa, dificuldade de alcançar certos grupos ou mudança de opinião depois da entrevista.
O nível de confiança de 95% indica que, se muitas amostras fossem selecionadas pelo mesmo procedimento, a maior parte dos intervalos calculados conteria o valor da população. Não quer dizer que exista 95% de probabilidade de um candidato vencer. Pesquisa mede intenção declarada durante o campo; eleição conta votos válidos depositados nas urnas.
A proximidade do primeiro turno aumenta a relevância de acompanhar rejeição, decisão de voto e grau de interesse. Eleitores pouco convictos podem mudar até 4 de outubro. Campanhas também intensificam propaganda, debates e mobilização, fatores capazes de alterar conhecimento e preferência. Por isso, um levantamento deve ser tratado como fotografia datada.
O que observar nas próximas pesquisas
Novas rodadas poderão indicar se a diferença de quatro pontos no primeiro turno se mantém ou se foi uma oscilação dentro da margem. Também será importante verificar a disputa pelas posições seguintes e o percentual de eleitores que ainda não escolheu candidato. Mudanças consistentes em levantamentos sucessivos são mais informativas do que variações pequenas entre pesquisas isoladas.
O resultado publicado nesta segunda sustenta duas conclusões limitadas: Lula e Flávio concentram a maior parcela das intenções no cenário testado, e o confronto direto entre eles está empatado dentro da margem. Não autoriza prever a vitória de nenhum dos dois. A decisão ocorrerá nas urnas, e a apuração oficial é responsabilidade da Justiça Eleitoral.
Em resumo
Lula aparece com 37% das intenções de voto no cenário divulgado em 21 de setembro.
Flávio Bolsonaro marca 33% no primeiro turno e 42% no confronto direto com Lula.
Flávio tem 42% e Lula, 41%; os dois estão tecnicamente empatados pela margem de erro.
Foram 2.004 entrevistas presenciais entre 17 e 20 de setembro de 2026.
Dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança.
O levantamento está registrado sob o número BR-06004/2026.