Quem é Pedro Alliana, vice que pode assumir a Presidência do Paraguai
Aliado de Santiago Peña, político colorado rebateu fala de Lula sobre guerra do século XIX e mira eleição de 2028

O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, pode assumir a presidência caso avance o impeachment do presidente Santiago Peña, solicitado após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank.
O contexto da decisão judicial
Alliana, do Partido Colorado, foi eleito em 2023 e criticou a declaração do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai, afirmando que a distorção histórica não ajuda na relação entre Brasil e Paraguai.
Ele também destacou a parceria entre os países no Mercosul e na Usina de Itaipu.
O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, pode assumir o comando do país caso avance o pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña. O processo foi protocolado depois da intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank .
Detalhes e consequências do caso
Membro do Partido Colorado, Alliana chegou à Vice-Presidência em 2023, eleito na chapa de Peña. No cargo, passou a acumular funções ligadas à política externa paraguaia.
Alliana foi o primeiro integrante do governo a se manifestar sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da Guerra do Paraguai. Na ocasião, Lula afirmou que o país vizinho invadiu Brasil, Argentina e Uruguai no século XIX .
“A gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina e aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, disse Lula.
Segundo estimativas de historiadores, o conflito matou cerca de 70% da população paraguaia.
O vice participou da reunião com o embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes, convocado pelo governo paraguaio depois da fala. Em entrevista coletiva, Alliana disse que não tinha interesse em aprofundar a crise, mas criticou a versão de Lula.
“A distorção dos fatos históricos não contribui para consolidar o futuro comum de nossos povos”, afirmou o vice. “Paraguai e Brasil são países irmãos.
Compartilhamos uma extensa história de cooperação e uma agenda comum de enorme importância para o desenvolvimento de nossos povos.”
Na mesma entrevista, Alliana lembrou a parceria entre os dois países no Mercosul e na Usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai.
No início de outubro, o vice esteve em Jerusalém, onde se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu , antes das eleições parlamentares israelenses.
O encontro fez parte de uma visita oficial com o objetivo de fortalecer os laços de amizade e cooperação entre os dois países.
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Aos 52 anos, Alliana tem passagens pelo Executivo e pelo Legislativo. Foi governador do departamento de Ñeembucú, no sul do país, de 2008 a 2012.
Em seguida, elegeu-se deputado e permaneceu na Câmara de 2013 a 2023, período em que presidiu a Casa em diferentes momentos. De 2015 a 2023, também comandou o Partido Colorado (Associação Nacional Republicana), principal força política do Paraguai.
Em abril de 2026, Alliana confirmou a pré-candidatura à Presidência nas eleições de 2028. Ele conta com o apoio de Peña e do ex-presidente Horacio Cartes, atual líder do partido.
Em resumo
O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, pode assumir a presidência caso avance o impeachment do presidente Santiago Peña, solicitado após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank.
O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, pode assumir o comando do país caso avance o pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña. O processo foi protocolado depois da intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank .
Membro do Partido Colorado, Alliana chegou à Vice-Presidência em 2023, eleito na chapa de Peña. No cargo, passou a acumular funções ligadas à política externa paraguaia.
Alliana foi o primeiro integrante do governo a se manifestar sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da Guerra do Paraguai. Na ocasião, Lula afirmou que o país vizinho invadiu Brasil, Argentina e Uruguai no século XIX .
“A gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina e aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, disse Lula. Segundo estimativas de historiadores, o conflito matou cerca de 70% da população paraguaia.