"Decisão da maioria", "colossal": ex-candidatos reagem à vitória de Lula
Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram após reeleição do petista; Augusto Cury (Avante) não se posicionou

Alguns dos ex-presidenciáveis das eleições deste ano se pronunciaram após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno neste domingo (25).
Enquanto os ex-candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado
Enquanto os ex-candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) reconheceram o resultado das urnas, Romeu Zema (Novo) acusou um suposto golpe na condução do pleito.
O coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre) e presidente do partido Missão usou as redes sociais para classificar a campanha de Lula no segundo turno como "colossal" .
Apesar de apontar que, do lado de Flávio Bolsonaro (PL) , também teve mobilizações de grandes proporções, Renan aponta que a estratégia acabou atingindo mais o eleitorado interno.
"Não teve fraude na eleição, todo mundo que viu
"Não teve fraude na eleição, todo mundo que viu a campanha do segundo turno sabe que a campanha do petismo foi colossal.
E a do Bolsonaro também foi, mas parece que teve alguma coisa de errado, que foi grande para dentro. A do Lula aumentou o antibolsonarismo, foi um negócio colossal" , disse.
Ainda nas postagens, o político analisou que a campanha de Lula demonstrou que o antibolsonarismo se estende para além da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , mas sim de outros políticos que fazem parte desse grupo político.
No entanto, Renan ressaltou a força que os políticos desse grupo possuem no Congresso e no comando de estados.
Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado falou com a imprensa após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) chancelar o resultado das urnas.
Durante a entrevista, o político falou que trabalhou por "uma mudança" , mas pregou o respeito "à decisão da maioria" e o respeito ao processo.
"Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração.
Essa sempre foi a nossa característica, nós nunca tivemos uma posição que não fosse de respeito, seja o painel no Congresso Nacional, seja das urnas no final da sua apuração" , declarou.
Por outro lado, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema fez acusações de um suspeito golpe no pleito e, em especial, à decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, que prorrogou o encerramento da votação até às 19h.
"Essa foi a eleição mais alarmante que eu já vi no Brasil. Mas se é pra somar pro lado deles vale tudo. Lamento muito, a vida do brasileiro vai continuar estagnada. Que Deus tenha misericórdia de todos nós" , disse.
Apesar de ter demonstrado apoio a Flávio após ficar em terceiro lugar, Augusto Cury (Avante) ainda não se pronunciou sobre a vitória de Lula.
Dos quatro ex-candidatos à Presidência da República mais bem posicionados no primeiro turno, o escritor foi o único a não emitir um parecer do resultado.
O presidente Lula foi reeleito no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, após superar Flávio Bolsonaro. Enquanto o petista obteve 51,79% dos votos válidos, o senador fluminense somou 48,21% .
A vitória marcou uma virada em relação ao primeiro turno . Com 100% das urnas apuradas naquela etapa, Flávio Bolsonaro havia obtido 47,03% dos votos , o equivalente a 56,1 milhões de votos, enquanto Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.
Foi a primeira vez na história da República que um candidato que terminou o primeiro turno atrás do adversário conseguiu reverter o resultado e vencer a eleição presidencial no segundo turno.
Os ex-candidatos à Presidência da República Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)
Em resumo
Alguns dos ex-presidenciáveis das eleições deste ano se pronunciaram após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno neste domingo (25).
Enquanto os ex-candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) reconheceram o resultado das urnas, Romeu Zema (Novo) acusou um suposto golpe na condução do pleito.
O coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre) e presidente do partido Missão usou as redes sociais para classificar a campanha de Lula no segundo turno como "colossal" .
Apesar de apontar que, do lado de Flávio Bolsonaro (PL) , também teve mobilizações de grandes proporções, Renan aponta que a estratégia acabou atingindo mais o eleitorado interno.
"Não teve fraude na eleição, todo mundo que viu a campanha do segundo turno sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do Bolsonaro também foi, mas parece que teve alguma coisa de errado, que foi grande para dentro. A do Lula aumentou o antibolsonarismo, foi um negócio colossal" , disse.