Tecnologia · 2026-10-06 · Redação Notícia ES

Rali de bancos e financeiras muda preferências: quais ações podem subir ainda mais?

XP, Nubank e Inter mantêm espaço na visão dos analistas; entre bancões, Itaú e Bradesco ganham preferência, enquanto BB é rebaixado pelo J.P. Morgan

Rali de bancos e financeiras muda preferências: quais ações podem subir ainda mais?
Rali de bancos e financeiras muda preferências: quais ações podem subir ainda mais?

As ações de bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais estiveram entre as principais protagonistas do rali dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições.

Com a forte queda dos juros longos e

Com a forte queda dos juros longos e uma reprecificação do risco doméstico, papéis como B3 ( B3SA3 ), BTG Pactual ( BPAC11 ), Bradesco ( BBDC4 ) e Itaú Unibanco ( ITUB4 ) avançaram com força.

Mas, depois do salto, os analistas de mercado questionam quais ações financeiras ainda têm uma relação entre risco e retorno considerada atraente.

A resposta das casas analisadas indica que o setor continua favorecido por um cenário de juros menores, mas a preferência começa a migrar dos papéis que mais dispararam para aqueles em que valuation e fundamentos ainda oferecem espaço adicional.

JPMorgan revisou toda sua cobertura depois de um rali

O JPMorgan revisou toda sua cobertura depois de um rali que levou a maioria das ações financeiras acompanhadas pela casa a subir cerca de 15% a 30% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.

A instituição reduziu em aproximadamente 1,5 ponto percentual o custo de capital próprio para a maior parte das empresas cobertas, depois que a taxa brasileira de dez anos caiu de cerca de 14,4% para 13%.

Só essa mudança responde por aproximadamente 15% a 20% da revisão dos preços-alvo.

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O Morgan Stanley chega ao cenário por outro caminho. Ao analisar dez anos de dados, concluiu que todas as ações financeiras estudadas historicamente se beneficiaram da queda dos juros longos, embora exista uma hierarquia clara entre elas.

Nesse cenário, a conclusão pós-rali é menos “comprar bancos” e mais escolher quais tipos de financeiras oferecem melhor exposição à continuidade da queda dos juros.

Entre os nomes ligados ao mercado de capitais, a XP aparece como uma das apostas mais claras.

O JPMorgan mantém recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) e elevou seu preço-alvo de US$ 26 para US$ 38.

Mesmo após a valorização, o banco vê potencial de 35% diante do preço de US$ 28,20 utilizado em sua análise e prefere XP ao BTG, avaliando que o múltiplo de aproximadamente 11 vezes o lucro esperado para 2027 continua atraente.

A casa também elevou suas estimativas de lucro da XP para 2027 entre 8% e 12%, em um movimento que reflete a perspectiva de melhora da atividade no mercado de capitais.

Na sessão analisada, o volume médio diário do mercado à vista chegou a R$ 103 bilhões, três a quatro vezes os níveis anteriores à eleição.

A tese é reforçada pelo comportamento histórico dos juros. Na análise do Morgan Stanley, XP apresenta cerca de 15% de sensibilidade histórica para cada queda de 100 pontos-base nos juros soberanos brasileiros de dez anos.

Mesmo depois de descontado o movimento geral das ações brasileiras, mantém aproximadamente 3,4% de sensibilidade incremental.

JPMorgan gira preferência para média e alta renda, Goldman ainda vê valor em nomes de baixa renda e Cyrela aparece como principal consenso.

Por isso, o Morgan Stanley também afirma preferir Nubank e XP para expressar a tese de queda dos juros, combinando elevada sensibilidade histórica com uma visão fundamentalista construtiva.

O Nubank é outro nome que ganha força justamente por não ter acompanhado integralmente a primeira onda de valorização.

Segundo o JPMorgan, a ação estava praticamente estável desde 15 de agosto na referência utilizada pelo relatório, enquanto XP havia acumulado 78%, B3, 67%, BTG, 66%, e Banco do Brasil, 50%.

O banco mantém Nubank em overweight e elevou o preço-alvo de US$ 20 para US$ 23, vendo potencial de 52% diante do preço de fechamento da véspera.

Mesmo empregando hipóteses mais conservadoras, projeta crescimento de lucros próximo de 30% em dólares e considera que vantagens estruturais de custo e capital devem permitir novos ganhos de participação no Brasil.

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Em resumo

O que aconteceu?

As ações de bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais estiveram entre as principais protagonistas do rali dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições. Com a forte queda dos juros longos e uma reprecificação do risco doméstico, papéis como B3 ( B3SA3 ), BTG Pactual ( BPAC11 ), Bradesco ( BBDC4 ) e Itaú Unibanco ( ITUB4 ) avançaram com for

Qual é o ponto principal?

Mas, depois do salto, os analistas de mercado questionam quais ações financeiras ainda têm uma relação entre risco e retorno considerada atraente. A resposta das casas analisadas indica que o setor continua favorecido por um cenário de juros menores, mas a preferência começa a migrar dos papéis que mais dispararam para aqueles em que valuation e fundamentos

Quais são os dados mais importantes?

O JPMorgan revisou toda sua cobertura depois de um rali que levou a maioria das ações financeiras acompanhadas pela casa a subir cerca de 15% a 30% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.

Qual é o contexto?

A instituição reduziu em aproximadamente 1,5 ponto percentual o custo de capital próprio para a maior parte das empresas cobertas, depois que a taxa brasileira de dez anos caiu de cerca de 14,4% para 13%. Só essa mudança responde por aproximadamente 15% a 20% da revisão dos preços-alvo.

Quais são os próximos desdobramentos?

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Fontes