Política Nacional · 2026-10-18 · Redação Notícia ES

Randolfe deixa Senado após ficar em terceiro no Amapá

Líder do governo no Congresso recebeu 163.857 votos e foi superado por Rayssa Furlan e Lucas Barreto na disputa por duas cadeiras.

Randolfe deixa Senado após ficar em terceiro no Amapá
Randolfe deixa Senado após ficar em terceiro no Amapá

Randolfe Rodrigues ficou em terceiro lugar na disputa pelo Senado no Amapá e deixará a Casa ao fim do mandato, em janeiro de 2027. O líder do governo Lula no Congresso recebeu 163.857 votos, equivalentes a 18,55% dos votos válidos, na eleição de 4 de outubro.

O g1 retomou neste domingo (18) os fatores políticos associados à derrota. O resultado oficial divulgado pelo Senado confirma a eleição de Rayssa Furlan, com 264.799 votos, e a reeleição de Lucas Barreto, com 213.948; os dois ocuparão as cadeiras em disputa entre 2027 e 2035.

Rayssa alcançou cerca de 30% dos votos válidos, enquanto Lucas obteve 24,22%. Como cada eleitor escolheu dois nomes para o Senado, os percentuais da disputa somam mais de 100%, e as duas maiores votações definiram os eleitos.

Randolfe concorria a um terceiro mandato consecutivo e exercia papel central na articulação do Palácio do Planalto com deputados e senadores. A derrota retira do governo um operador experiente justamente quando a composição do Congresso passará por renovação.

Urnas redesenham bancada amapaense

A eleição fortaleceu grupos que disputam influência no estado. Rayssa, médica e ex-primeira-dama de Macapá, integrou o campo político ligado ao governador eleito Antônio Furlan. Lucas garantiu o segundo mandato e manteve espaço próprio na representação amapaense.

Randolfe terminou atrás dos dois vencedores por quase 50 mil votos em relação a Lucas e por mais de 100 mil na comparação com Rayssa. A diferença afasta a interpretação de que a cadeira foi perdida por uma margem estreita.

A reportagem do g1 atribuiu o revés a uma combinação de polarização, desejo de renovação e dinâmica local. A explicação eleitoral, porém, precisa partir do dado objetivo: mesmo com projeção nacional e apoio do governo federal, o senador não converteu esse capital em uma das duas maiores votações do estado.

O caso também mostra o limite de análises centradas apenas em Brasília. O desempenho de um líder nacional depende de alianças, avaliação do eleitor e organização territorial em sua base, fatores que podem produzir resultado diferente daquele sugerido pela visibilidade no Congresso.

Derrota altera articulação governista

Randolfe está no Senado desde 2011 e passou por PSOL, Rede e PT ao longo da trajetória. Foi vice-presidente da CPI da Covid e assumiu a liderança do governo no Congresso, função que reúne a negociação política entre o Executivo e as duas Casas.

A saída não interrompe imediatamente essa atuação. O mandato segue até o começo de 2027, período em que o Planalto ainda poderá mantê-lo na articulação. Depois disso, o governo precisará escolher outro parlamentar para conduzir a relação com deputados e senadores.

Rayssa e Lucas tomarão posse em fevereiro de 2027. A mudança de nomes representa mais do que uma troca individual: reorganiza a bancada do Amapá e reduz a presença direta do PT na mesa de negociações do Senado, onde cada voto pode ser decisivo em propostas constitucionais e indicações de autoridades.

Em resumo

Quantos votos Randolfe Rodrigues recebeu?

Ele recebeu 163.857 votos, equivalentes a 18,55% dos votos válidos para senador no Amapá.

Quem venceu a eleição para o Senado no Amapá?

Rayssa Furlan e Lucas Barreto conquistaram as duas cadeiras em disputa.

Quando termina o mandato de Randolfe?

O mandato atual termina em janeiro de 2027.

Qual cargo Randolfe exerce no governo?

Ele atua como líder do governo Lula no Congresso Nacional.

Quando os novos senadores tomam posse?

Os eleitos assumem os mandatos em fevereiro de 2027.

Fontes