Real Time Big Data aponta Lula e Flávio empatados em 44% no segundo turno
Levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 27 e 31 de agosto; margem de erro é de dois pontos percentuais e pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-03490/2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem numericamente empatados com 44% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 1º de setembro.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03490/2026.
Empate numérico no confronto direto
No cenário entre Lula e Flávio, cada um registra 44%. Votos brancos e nulos somam 9%, enquanto 3% dos entrevistados dizem não saber ou preferem não responder.
Como os dois candidatos têm exatamente o mesmo percentual, o resultado é um empate numérico, além de técnico. O dado chama atenção porque a série do instituto vinha mostrando pequenas oscilações de vantagem entre os dois ao longo do ano.
Em março, Lula tinha 42% e Flávio 41%. Em maio, o senador apareceu numericamente à frente, com 44%, contra 43% do presidente. Em junho, Lula marcou 45% e Flávio 40%. Em julho, o petista manteve 45% e o senador subiu para 42%. Agora, os dois chegam a 44%.
Primeiro turno ainda mostra Lula na frente
No cenário principal de primeiro turno divulgado pelo Real Time Big Data, Lula aparece com 38% e Flávio Bolsonaro com 30%. O escritor Augusto Cury, candidato do Avante, registra 11% e ganha espaço na disputa.
Esse desenho mostra que o comportamento do eleitor pode mudar bastante entre primeiro e segundo turno. Parte dos votos destinados a candidatos menores se redistribui quando a escolha é reduzida a dois nomes.
O crescimento de Cury também adiciona uma variável à corrida, porque amplia a parcela de eleitores fora dos dois polos principais e pode influenciar estratégias de campanha, alianças e discurso no segundo turno.
Metodologia deve ser observada junto com o resultado
A leitura de pesquisas eleitorais exige atenção à margem de erro, ao período de coleta e ao método utilizado. Neste levantamento, as entrevistas foram realizadas por telefone e internet, segundo informações divulgadas por veículos que tiveram acesso aos dados do instituto.
A margem de dois pontos significa que oscilações pequenas entre rodadas não devem ser interpretadas automaticamente como tendência consolidada. Mudanças dentro desse intervalo podem decorrer de variação amostral.
Também é importante diferenciar empate numérico de empate técnico. Quando candidatos têm percentuais diferentes, ainda pode haver empate técnico se os intervalos de confiança se sobrepõem. Neste caso específico, a igualdade é direta: 44% para cada lado.
Disputa segue aberta
O levantamento chega em uma fase em que campanhas intensificam propaganda, eventos e exposição dos candidatos. A proximidade numérica no segundo turno tende a aumentar o peso de debates, rejeição, economia e capacidade de mobilização.
A pesquisa não determina o resultado futuro da eleição. Ela registra a preferência declarada dos entrevistados durante o período de campo. Até a votação, acontecimentos políticos, econômicos e eleitorais podem alterar o cenário.
Por ora, o dado mais objetivo é o equilíbrio no confronto direto: Lula e Flávio aparecem com 44% cada, enquanto 12% do eleitorado permanece entre branco, nulo, indecisão ou não resposta.