Economia · 2026-10-20 · Redação Notícia ES

REAL11: novo ETF da XP combina rendimento da Selic e exposição ao real; entenda

A combinação proporciona exposição à moeda brasileira e ao diferencial de juros entre os dois mercados

REAL11: novo ETF da XP combina rendimento da Selic e exposição ao real; entenda
REAL11: novo ETF da XP combina rendimento da Selic e exposição ao real; entenda

A XP Asset lançou nesta semana o Trend ETF Real ( REAL11 ), fundo que combina investimentos em títulos públicos federais atrelados à Selic com operações no mercado futuro de dólar.

Estratégia busca capturar o diferencial de juros entre Brasil

A estratégia busca capturar o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos por meio de um único produto negociado na B3.

O ETF tem taxa de administração de 0,20% ao ano, tributação informada de 15% sobre os ganhos e liquidação financeira em D+2.

No caso do REAL11 , o fundo mantém uma carteira de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos públicos pós-fixados que acompanham a Selic, e assume uma posição vendida em dólar futuro, equivalente a 100% de seu patrimônio líquido.

Combinação proporciona exposição à moeda brasileira e ao diferencial

A combinação proporciona exposição à moeda brasileira e ao diferencial de juros entre os dois mercados.

Este tipo de estratégia, feita habitualmente por fundos multimercados e investidores estrangeiros, era pouco acessível ao investidor de varejo, dado o tamanho dos minicontratos de dólar na B3, de US$10.000,00 por contrato. O novo ETF foi lançado com a cota de R$50,00.

O lançamento ocorre em um cenário de juros elevados no Brasil, com a Selic em 13,75% ao ano. A diferença em relação às taxas americanas cria oportunidades para estratégias que buscam capturar o chamado carry, embora o desempenho também esteja sujeito ao comportamento do câmbio.

Do resultado que XP Asset acredita que o produto apresentará, aproximadamente 61% correspondem à remuneração dos títulos públicos atrelados à Selic, enquanto os 39% restantes estão associados ao diferencial de juros capturado por meio dos contratos futuros de dólar.

O ETF REAL11 combina duas fontes de retorno: a remuneração dos títulos públicos pós-fixados que compõem sua carteira e o diferencial de juros embutido nos contratos futuros de dólar negociados na B3.

Na prática, o fundo investe seu patrimônio em LFTs de vencimentos curtos e intermediários, que também são utilizadas como margem nas operações com derivativos.

Paralelamente, vende contratos futuros de dólar em montante próximo ao patrimônio do fundo, criando uma posição comprada em real frente à moeda americana.

A operação segue um processo sistemático, com rolagem mensal dos contratos para o vencimento seguinte e ajustes na exposição para acompanhar a evolução do patrimônio.

Dessa forma, o cotista acessa a estratégia sem precisar administrar diretamente as operações com derivativos, os depósitos de margem ou a renovação dos contratos.

O lançamento do ETF REAL11 ocorre duas semanas após a estreia do Trend ETF Giant Valor Brasil ( XVAL11 ), que começou a ser negociado na B3 em 5 de outubro.

Desenvolvido em parceria com a Giant Steps Capital, o produto replica o Índice Giant Valor Brasil e oferece exposição a uma carteira de 60 ações brasileiras selecionadas por critérios quantitativos.

O XVAL11 utiliza o fator Valor (Value), estratégia que busca identificar empresas negociadas a preços considerados baixos em relação aos seus fundamentos.

A seleção considera indicadores de lucro, resultado operacional e geração de caixa, por meio de um modelo sistemático. O ETF tem taxa de administração de 0,50% ao ano e rebalanceamento mensal.

Em resumo

O que aconteceu?

A XP Asset lançou nesta semana o Trend ETF Real ( REAL11 ), fundo que combina investimentos em títulos públicos federais atrelados à Selic com operações no mercado futuro de dólar. A estratégia busca capturar o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos por meio de um único produto negociado na B3. O ETF tem taxa de administração de 0,20% ao ano, tri

Qual é o ponto principal?

No caso do REAL11 , o fundo mantém uma carteira de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos públicos pós-fixados que acompanham a Selic, e assume uma posição vendida em dólar futuro, equivalente a 100% de seu patrimônio líquido. A combinação proporciona exposição à moeda brasileira e ao diferencial de juros entre os dois mercados.

Quais são os dados mais importantes?

Este tipo de estratégia, feita habitualmente por fundos multimercados e investidores estrangeiros, era pouco acessível ao investidor de varejo, dado o tamanho dos minicontratos de dólar na B3, de US$10.000,00 por contrato. O novo ETF foi lançado com a cota de R$50,00.

Qual é o contexto?

O lançamento ocorre em um cenário de juros elevados no Brasil, com a Selic em 13,75% ao ano. A diferença em relação às taxas americanas cria oportunidades para estratégias que buscam capturar o chamado carry, embora o desempenho também esteja sujeito ao comportamento do câmbio.

Quais são os próximos desdobramentos?

Do resultado que XP Asset acredita que o produto apresentará, aproximadamente 61% correspondem à remuneração dos títulos públicos atrelados à Selic, enquanto os 39% restantes estão associados ao diferencial de juros capturado por meio dos contratos futuros de dólar.

Fontes