Segurança Pública · 2026-09-21 · Redação Notícia ES

Reconhecimento facial ajuda polícia a prender suspeitos de crimes em ônibus na Grande Vitória

Dois investigados por roubo e tentativa de latrocínio em coletivos foram identificados com apoio de câmeras e reconhecimento facial, segundo a polícia.

Reconhecimento facial ajuda polícia a prender suspeitos de crimes em ônibus na Grande Vitória
Imagens divulgadas na apuração sobre suspeitos de crimes cometidos em ônibus do Sistema Transcol.

Dois homens investigados por crimes praticados dentro de ônibus do Sistema Transcol foram presos após a Polícia Civil usar imagens de videomonitoramento e o sistema de reconhecimento facial como apoio às investigações. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21). Os casos ocorreram na Serra e em Vila Velha e envolvem um roubo de celular e uma tentativa de latrocínio.

Um dos investigados é Ítalo Pereira da Silva, de 30 anos. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de um roubo ocorrido em 23 de abril, quando um coletivo passava pelo bairro Jardim Limoeiro, na Serra. As imagens mostram o homem se aproximando da vítima dentro do ônibus. A corporação informou que ele exigiu o celular e fugiu depois de obter o aparelho.

Videomonitoramento ajudou a identificar os suspeitos

Ítalo foi preso em setembro, em uma residência no bairro Jardim Tropical, na Serra, durante cumprimento de mandado. A Polícia Civil afirmou que ele confessou o roubo. Como a informação parte da investigação, eventual responsabilidade criminal definitiva depende do processo e de decisão judicial.

O segundo investigado é Alex Junior Rodrigues Ferreira, de 29 anos. Ele é apontado pela Polícia Civil como suspeito de uma tentativa de latrocínio ocorrida em julho em um ônibus da linha 516, em Vila Velha. A vítima foi ferida por duas facadas durante o assalto e precisou de atendimento hospitalar.

As fontes consultadas divergem em detalhes periféricos sobre a data e as circunstâncias da prisão de Alex em outra ocorrência. Por isso, esta reportagem registra apenas o ponto confirmado em comum: ele já estava detido por um crime posterior quando os investigadores cruzaram as imagens do transporte coletivo com o sistema de reconhecimento facial e o relacionaram à tentativa de latrocínio de julho.

Reconhecimento facial foi ferramenta de apoio

A Polícia Civil informou que o videomonitoramento dos ônibus foi decisivo para iniciar e acelerar as apurações. O reconhecimento facial foi usado para auxiliar a identificação, mas não substitui as demais etapas de investigação. Imagens, depoimentos, registros policiais e diligências continuam sendo necessários para formar o conjunto de provas.

De acordo com a corporação, os dois investigados possuíam registros policiais anteriores. Esses antecedentes não substituem a análise individual de cada caso nem representam condenação automática pelos fatos agora investigados.

Os ônibus do Sistema Transcol possuem câmeras de videomonitoramento, e a tecnologia de reconhecimento facial também é utilizada em terminais e outros pontos do sistema. Policiais credenciados analisam as imagens e conferem as correspondências antes de adotar medidas investigativas.

A Polícia Civil também divulgou queda nos registros de roubos em transporte coletivo. Entre janeiro e agosto de 2022 foram contabilizados 2.054 casos, enquanto no mesmo período de 2026 foram 299, segundo os dados apresentados pela corporação. Na comparação com os primeiros oito meses de 2025, quando houve 551 registros, a redução informada foi de 45,7%.

Os procedimentos relativos aos dois suspeitos seguem no sistema de Justiça. O ponto confirmado é que as câmeras dos coletivos e o reconhecimento facial foram utilizados como ferramentas de apoio para identificar investigados e reunir elementos nos dois inquéritos.

Em resumo

Quantos suspeitos foram presos?

Dois homens investigados por crimes distintos ocorridos dentro de ônibus do Sistema Transcol.

Quais crimes são investigados?

Um roubo ocorrido na Serra e uma tentativa de latrocínio em um coletivo na região das Cinco Pontes.

Como o reconhecimento facial foi usado?

Segundo a polícia, o sistema ajudou a relacionar imagens dos ônibus aos suspeitos e a orientar a investigação.

A identificação por câmera significa condenação?

Não. Ela é um elemento de investigação; eventual responsabilidade criminal depende do processo e de decisão judicial.

Qual delegacia conduz os casos?

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Transporte de Passageiros.

O que acontece agora?

Os procedimentos seguem para conclusão policial e posterior análise do Ministério Público e do Judiciário.

Fontes