Política ES · 2026-10-04 · Redação Notícia ES

Reencontros, bebês e eleitores com mais de 80 anos marcam votação no ES

Histórias de família, nostalgia e participação nas urnas chamaram a atenção neste domingo (4) em locais de votação de Vitória e da Serra

Reencontros, bebês e eleitores com mais de 80 anos marcam votação no ES
Reencontros, bebês e eleitores com mais de 80 anos marcam votação no ES

Entre reencontros com antigos colegas de escola, famílias que atravessam gerações nas urnas, bebês de colo e eleitores que fazem questão de votar mesmo depois dos 70 anos, o domingo de eleição também foi marcado por histórias que vão além da disputa eleitoral no Espírito Santo.

No mesmo corredor onde estudaram durante o ensino médio,

No mesmo corredor onde estudaram durante o ensino médio, Arthur Pina e Guilherme Scarpelli se reencontram a cada domingo de eleição.

Ex-alunos do Colégio Marista Nossa Senhora da Penha, os dois compartilharam a rotina escolar entre 2014 e 2022 e, neste domingo (4), votaram justamente na sala onde estudaram no ensino médio.

“Só na fila já revi cinco amigos. Deixa o dia de votação mais legal, né?”, conta Guilherme, que admite já ir ao local com a expectativa de encontrar conhecidos. “Acaba ficando mais divertido vir votar, você relembra muita coisa, muita nostalgia. Você vota mais leve, até".

“Vir aqui para mim é nada mais

“Vir aqui para mim é nada mais do que fazer o meu dever. Mas, de quebra, viver também essa nostalgia de reencontrar o Marista. Isso aí é a melhor coisa, né?”, diz Arthur.

O dia de votação também reuniu quatro gerações de mulheres de uma mesma família. Rachel Pessoa, de 73 anos, foi às urnas acompanhada da neta Maria Luiza, de 4, e se emocionou ao lembrar da própria mãe, que votava nos anos 1960.

"Naquela época, quando eu era criança, era mais rígido, então eles não deixavam as crianças entrar. Mas a gente ia caminhando de onde morávamos até a escola com a mamãe, que incentivava”, lembra Rachel.

A inspiração de Rachel se repete agora com a filha, Luíze Pessoa, que conta sentir orgulho de levar a própria filha para acompanhar a votação. “É uma memória afetiva e uma memória histórica, né?

Porque eu já estou ensinando à minha filha o exercício da cidadania, o direito de escolher e a democracia que prevalece”.

Em outra seção eleitoral, um objeto deixado sobre a mesa auxiliar chamou a atenlção: a mamadeira de Benjamin, de apenas 3 meses, que acompanhou a mãe, Isabela Dias, no colo.

O filho mais velho, Benício, de 3 anos, ficou em casa desta vez, mas já havia acompanhado Isabela em eleições anteriores. Segundo ela, os dois filhos são também uma das principais motivações para ir às urnas.

“A gente tem que fazer a nossa parte, para mudar o país e ser melhor para eles também. O voto é para a gente e, consequentemente, para eles também”, afirma.

Enquanto os mais novos acompanham os familiares e começam a conhecer a rotina de uma eleição, outros eleitores continuam fazendo questão de votar mesmo quando já não são obrigados.

No Brasil, o voto é obrigatório dos 18 aos 69 anos e facultativo para maiores de 70, além de jovens de 16 e 17 anos.

Os aposentados Conceição Benevides, de 84 anos, e Irineu Benevides, de 89, estão entre os que escolheram continuar indo às urnas.

Casados, eleitores de Santa Lúcia contam que nunca deixaram de votar desde que chegaram à idade eleitoral. "Eu tenho que votar, não tô morta ainda", brinca Conceição, bem-humorada.

Também com voto facultativo, Erinéa de Souza Rangel, de 78 anos, foi às urnas na Serra acompanhada da filha, a professora Eriadnes de Souza.

As duas foram as últimas eleitoras a deixar o local de votação, que guarda um significado especial para a família: mãe e filha estudaram na escola do bairro onde moram.

Já Adriana de Paula foi às urnas logo cedo e garante que pretende manter o hábito por muitos anos. Aos 58, a autônoma ainda tem mais de uma década de voto obrigatório pela frente, mas diz que pretende continuar comparecendo mesmo depois dos 70.

“Durante a votação eu me emocionei. Ter o direito de escolher o nosso próximo representante não tem preço”, contam já sentada à mesa de um bar para onde foi logo depois de votar. “Comemorar que o meu direito foi exercido e que seguirá sendo nos próximos anos”.

*Este conteúdo foi produzido por Camila Leão, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação de Erik Oakes.

Em resumo

O que aconteceu?

Entre reencontros com antigos colegas de escola, famílias que atravessam gerações nas urnas, bebês de colo e eleitores que fazem questão de votar mesmo depois dos 70 anos, o domingo de eleição também foi marcado por histórias que vão além da disputa eleitoral no Espírito Santo.

Qual é o ponto principal?

No mesmo corredor onde estudaram durante o ensino médio, Arthur Pina e Guilherme Scarpelli se reencontram a cada domingo de eleição. Ex-alunos do Colégio Marista Nossa Senhora da Penha, os dois compartilharam a rotina escolar entre 2014 e 2022 e, neste domingo (4), votaram justamente na sala onde estudaram no ensino médio.

Quais são os dados mais importantes?

“Só na fila já revi cinco amigos. Deixa o dia de votação mais legal, né?”, conta Guilherme, que admite já ir ao local com a expectativa de encontrar conhecidos. “Acaba ficando mais divertido vir votar, você relembra muita coisa, muita nostalgia. Você vota mais leve, até".

Qual é o contexto?

“Vir aqui para mim é nada mais do que fazer o meu dever. Mas, de quebra, viver também essa nostalgia de reencontrar o Marista. Isso aí é a melhor coisa, né?”, diz Arthur.

Quais são os próximos desdobramentos?

O dia de votação também reuniu quatro gerações de mulheres de uma mesma família. Rachel Pessoa, de 73 anos, foi às urnas acompanhada da neta Maria Luiza, de 4, e se emocionou ao lembrar da própria mãe, que votava nos anos 1960.

Fontes