Rio registra 56 crimes eleitorais no primeiro turno
Balanço parcial das forças de segurança aponta 68 ocorrências, 38 casos de boca de urna e apreensão de material de campanha.

As forças estaduais de segurança do Rio de Janeiro registraram 68 ocorrências relacionadas às eleições até as 17h deste domingo, 4 de outubro. Desse total, 56 foram classificadas preliminarmente como crimes eleitorais, com a boca de urna na liderança dos registros.
O balanço apareceu na cobertura do g1 e foi detalhado pelo jornal O Dia, que informou 38 casos de boca de urna ou arregimentação de eleitores. Os números são parciais e representam ocorrências encaminhadas às autoridades, não condenações definitivas.
Em 41 procedimentos houve apreensão de algum material, principalmente peças de campanha. As forças de segurança não registraram apreensão de armas ou entorpecentes nos casos eleitorais incluídos nesse levantamento até o encerramento do horário regular de votação.
Boca de urna lidera registros
A concentração dos casos em boca de urna mostra que a maior parte do trabalho policial esteve ligada à tentativa de abordar ou influenciar eleitores nas proximidades dos locais de votação. A legislação proíbe essa prática no dia do pleito, embora permita manifestação individual e silenciosa por meio de roupas ou adesivos.
Um dos episódios confirmados separadamente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro ocorreu em Cardoso Moreira, no Norte Fluminense. Uma fiscal partidária foi conduzida à delegacia depois de filmar o próprio voto dentro da cabine, conduta vedada para preservar o sigilo da escolha.
O caso foi acompanhado por um juiz eleitoral e encaminhado à autoridade policial. Ele ilustra a diferença entre portar um objeto permitido no local de votação e usar equipamento eletrônico na cabine, onde celulares, câmeras e dispositivos de gravação devem permanecer fora do alcance do eleitor.
Forças dividiram o atendimento
A Polícia Militar mobilizou mais de 17 mil agentes para atuar em vias públicas, locais de votação, escolta de urnas e proteção de prédios da Justiça Eleitoral. O acompanhamento ocorreu no Centro Integrado de Comando e Controle, com equipes ligadas às 165 zonas eleitorais do estado.
As delegacias da Polícia Civil trabalharam com reforço de agentes e delegados. Na capital, as ocorrências com possível natureza eleitoral foram encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal; no interior e na Baixada Fluminense, a Polícia Civil fez o primeiro atendimento e remeteu os casos à PF quando necessário.
A divisão segue a competência federal para apurar crimes eleitorais, sem retirar das forças estaduais a responsabilidade pelo atendimento imediato, preservação de provas e segurança dos locais. Cada ocorrência ainda pode ser reclassificada conforme depoimentos, materiais apreendidos e análise jurídica.
Por se tratar de balanço parcial fechado às 17h, o total pode aumentar após a consolidação dos boletins. O número divulgado oferece um retrato operacional do primeiro turno: 56 suspeitas de crime eleitoral entre 68 atendimentos, com predominância de boca de urna e sem registro de armas ou drogas nos procedimentos analisados.
Em resumo
O balanço parcial apontou 56 casos classificados como crimes eleitorais entre 68 ocorrências até as 17h.
Boca de urna ou arregimentação de eleitores, com 38 registros.
Sim. Houve apreensões em 41 procedimentos, principalmente de material de campanha.
Não houve apreensão de armas ou entorpecentes nos procedimentos eleitorais incluídos no balanço.
Polícias estaduais fizeram o atendimento inicial, enquanto os casos eleitorais foram encaminhados à Polícia Federal conforme a competência.