Rochas: estudo inédito aponta peso da industrialização e riscos para o ES
Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo acaba de entregar um raio-x sobre o setor de rochas no Brasil. O peso do beneficiamento no ES é muito maior que a média nacional

No momento em que a indústria brasileira de rochas enfrenta dificuldades no mercado norte-americano, que compra majoritariamente produtos acabados, e vê a China aumentar fortemente a aquisição de blocos do Brasil para fazer o beneficiamento por lá , o Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo acaba de entregar um estudo inédito para a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e para o Sindicato da Indústria e Rochas (Sindirochas) que mostra o risco que estamos correndo com este movimento.
Dados e informações dos municípios
O Panorama de Rochas Naturais do Brasil aponta que, por ano, o valor adicionado à economia (riqueza nova criada) pelo setor de rochas fica em R$ 3,8 bilhões. O beneficiamento tem papel central: com R$ 1,9 bilhão.
A extração e a comercialização são responsáveis pela outra metade. Olhando para a geração de postos de trabalho, mais uma prova do peso positivo do beneficiamento na cadeia como um todo.
A indústria de rochas é responsável por 72,8 mil empregos diretos no Brasil, sendo que 71,8% (52,3 mil) estão concentrados no beneficiamento. E o Espírito Santo com isso?
Contexto e diferenças locais
Pela configuração local, os impactos de uma perda na cadeia de beneficiamento tende a ser maior que no resto do país.
O Estado é sede de quase 2 mil empresas, gera mais de 20 mil empregos diretos e concentra grande parte do que há de beneficiamento no Brasil.
Em 2025, 43,9% da produção nacional de maior valor agregado saiu de solo capixaba (113,5 mil toneladas). Em 2025, o Brasil vendeu US$ 1,48 bilhão para fora, sendo que 78,4% disso saiu do Espírito Santo.
A maior parte das exportações capixabas, 63,9%, foi para os Estados Unidos, que são os grande compradores de produtos acabados.
Minas Gerais, segundo maior exportador do Brasil, vendeu 41,6% de sua produção, majoritariamente de blocos, para a China.
Os dados gerais de exportações nos primeiros meses de 2026 revelam uma mudança importante de padrão.
Os Estados Unidos permaneceram como principal parceiro comercial do Brasil no segmento, respondendo por 48,5% (US$ 207,8 milhões) das exportações brasileiras no quadrimestre.
Entretanto, o país registrou queda de 21,5% nas compras, refletindo diretamente os efeitos das tarifas sobre os produtos industrializados brasileiros.
Por outro lado, a China ampliou sua relevância na pauta exportadora brasileira. As exportações totais para o mercado chinês cresceram 54,5% até abril, alcançando US$ 100,4 milhões.
"Esse estudo do Observatório da Findes tem o objetivo de nos ajudar a montar uma agenda estratégica para a nossa indústria e, assim, conseguirmos dar um salto de crescimento.
Precisamos, por exemplo, de evoluir nas questões logísticas. O fato é que temos de ser competitivos lá fora para conseguirmos manter a nossa força, falo de gerar empregos e fazer novos investimentos, aqui dentro", assinalou Tales Machado, presidente da Centrorochas.
Em resumo
No momento em que a indústria brasileira de rochas enfrenta dificuldades no mercado norte-americano, que compra majoritariamente produtos acabados, e vê a China aumentar fortemente a aquisição de blocos do Brasil para fazer o beneficiamento por lá , o Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo acaba de entregar um estudo inédito para a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e para o Sindicato da Indústria e Rochas (Sindirochas) que mostra o risco que estamos correndo com este movimento.
O Panorama de Rochas Naturais do Brasil aponta que, por ano, o valor adicionado à economia (riqueza nova criada) pelo setor de rochas fica em R$ 3,8 bilhões. O beneficiamento tem papel central: com R$ 1,9 bilhão.
A extração e a comercialização são responsáveis pela outra metade. Olhando para a geração de postos de trabalho, mais uma prova do peso positivo do beneficiamento na cadeia como um todo.
A indústria de rochas é responsável por 72,8 mil empregos diretos no Brasil, sendo que 71,8% (52,3 mil) estão concentrados no beneficiamento. E o Espírito Santo com isso?
Pela configuração local, os impactos de uma perda na cadeia de beneficiamento tende a ser maior que no resto do país.