Política Nacional · 2026-09-28 · Redação Notícia ES

Ronaldo Fonseca deixa disputa e apoia chapa do PL no DF

Candidato do PSD renunciou à corrida pelo Senado e declarou apoio a Michelle Bolsonaro e Bia Kicis na reta final da campanha.

Ronaldo Fonseca deixa disputa e apoia chapa do PL no DF
Ronaldo Fonseca deixa disputa e apoia chapa do PL no DF

Ronaldo Fonseca, do PSD, renunciou nesta segunda-feira (28) à candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e anunciou apoio a Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL. A mudança ocorreu a seis dias do primeiro turno e altera a composição da disputa pelas duas vagas da unidade federativa.

A Revista Oeste publicou que Fonseca justificou a saída pela intenção de evitar a divisão dos votos de direita. O Correio Braziliense confirmou a renúncia e o apoio às duas candidatas durante encontro político da coligação liderada pela governadora e candidata à reeleição Celina Leão.

No anúncio, o agora ex-candidato afirmou que percebeu estar do lado errado e disse considerar Michelle e Bia suas candidatas ao Senado. A declaração marcou uma mudança explícita de posição partidária na fase mais curta da campanha, embora Fonseca continue filiado ao PSD.

O evento reuniu representantes de 12 partidos de centro e direita. Fonseca informou que pretende participar da campanha de Bia Kicis e percorrer o Distrito Federal ao lado da candidata. Ele também declarou que apoiará Michelle Bolsonaro e a reeleição de Celina Leão.

Apoio concentra votos da direita

A estratégia anunciada busca reduzir a dispersão entre nomes que disputam o mesmo campo político. Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado em 2026, as campanhas tentam formar dobradinhas e orientar o voto conjunto na reta final.

Michelle e Bia concorrem pelo PL e já atuavam como uma chapa política, com números diferentes para a primeira e a segunda escolha do eleitor. A adesão de Fonseca reforça essa composição e oferece às duas candidaturas o apoio de uma estrutura que estava mobilizada pelo PSD.

Fonseca também apresentou a eleição como uma disputa entre direita e esquerda. A fala ocorreu diante de aliados de Celina Leão e foi acompanhada pelas duas candidatas beneficiadas. O anúncio, porém, não transfere automaticamente os votos de quem pretendia escolhê-lo.

A efetividade do apoio dependerá da capacidade de comunicação com eleitores, cabos eleitorais e lideranças que acompanhavam a candidatura retirada. A seis dias da votação, o tempo disponível para substituir materiais e reorganizar agendas é limitado.

Renúncia muda disputa distrital

A saída precisa ser formalizada perante a Justiça Eleitoral para que os sistemas oficiais reflitam a alteração. A partir disso, votos eventualmente dados a uma candidatura renunciada seguem as regras eleitorais aplicáveis ao registro e à situação do nome na urna.

O Distrito Federal escolherá dois senadores, cada um com mandato de oito anos. Permanecem na disputa candidaturas de diferentes partidos, incluindo nomes que apareciam à frente de Fonseca nos levantamentos divulgados durante a campanha.

Para o PSD, a renúncia retira um candidato próprio da corrida ao Senado na capital federal. Para o PL, o gesto amplia o arco público de apoio à dobradinha formada por Michelle e Bia sem alterar, por si só, as chapas registradas pelos partidos.

A votação de 4 de outubro mostrará se a concentração defendida por Fonseca produzirá migração relevante. Até lá, as campanhas deverão informar aos eleitores a desistência e disputar a parcela do eleitorado que ainda não definiu as duas escolhas para o Senado.

Em resumo

Quem desistiu da disputa pelo Senado?

Ronaldo Fonseca, candidato do PSD no Distrito Federal, anunciou a renúncia.

Quem recebeu o apoio de Fonseca?

As candidatas do PL Michelle Bolsonaro e Bia Kicis receberam o apoio.

Quando ocorreu o anúncio?

A renúncia foi anunciada na segunda-feira, 28 de setembro, a seis dias do primeiro turno.

Por que ele deixou a candidatura?

Fonseca disse que pretende evitar a divisão dos votos entre candidaturas de direita.

Quantos senadores serão escolhidos no DF?

Os eleitores do Distrito Federal escolherão dois senadores em 2026.

Fontes