São Paulo amplia busca por novo nome comercial do Morumbi
Contrato atual termina em dezembro, e clube procura acordo mais longo e rentável para os direitos de nome do estádio.

O São Paulo ampliou a procura por um novo contrato de direitos de nome do estádio do Morumbi nesta quarta-feira (14). O acordo vigente com a Mondelez termina em dezembro de 2026, e o clube tenta obter uma receita anual maior e um prazo superior aos três anos do vínculo atual.
O Poder360, fonte original desta pauta, informou que o clube ainda mantinha conversas com a Mondelez e ouvia outras empresas. O UOL publicou no mesmo dia que as tratativas de renovação haviam sido encerradas. As versões coincidem sobre o fim próximo do contrato e a busca de alternativas, mas divergem quanto ao estágio do diálogo com a patrocinadora.
O contrato assinado no fim de 2023 passou a associar o nome do chocolate Bis ao estádio. O negócio foi estimado em R$ 75 milhões durante três temporadas, cerca de R$ 25 milhões por ano, e transformou o nome comercial do local em Morumbis.
Até agora, o São Paulo não anunciou um novo patrocinador nem apresentou um contrato de renovação. Por isso, o dado objetivo é que a exploração comercial termina no fim do ano e que o clube precisa definir se mantém a marca atual, adota outra ou volta a usar apenas o nome Morumbi.
Versões divergem sobre renovação
Segundo o Poder360, as conversas com a Mondelez continuavam, embora enfrentassem resistência. A reportagem afirma que o clube passou a ouvir concorrentes e deseja um vínculo mais longo, capaz de elevar a previsibilidade de receita para o estádio.
O UOL, por sua vez, noticiou que as partes haviam encerrado as negociações. O veículo acrescentou que a definição de uma nova empresa poderia ficar para depois da eleição presidencial do clube, prevista para dezembro. Sem manifestação pública conclusiva das partes, não é possível tratar uma das versões como acordo fechado.
A procura por alternativas não começou nesta semana. Em setembro, o UOL já havia informado que empresas como BYD, XP, Banco Inter e Santander haviam sido sondadas, mas que nenhuma negociação estava em estágio avançado. Naquele momento, a assessoria da presidência dizia que o diálogo com a Mondelez não estava encerrado.
A BYD chegou a ser associada a uma possível mudança de nome do estádio, mas as conversas não avançaram. Os relatos disponíveis indicam que o valor pretendido pelo São Paulo e a instabilidade política interna dificultaram a construção de uma proposta definitiva.
Clube busca receita maior
Os direitos de nome são uma fonte de receita independente de bilheteria, premiações e venda de jogadores. Para um clube com compromissos elevados e necessidade de caixa, renovar esse ativo por período maior pode reduzir a incerteza financeira, desde que o valor compense a cessão da marca do estádio.
O São Paulo também fechou recentemente um acordo para a operação de ingressos com a Ticketmaster. Embora seja um contrato diferente, a movimentação mostra a tentativa de organizar receitas ligadas ao estádio em meio à reta final da gestão e ao processo eleitoral interno.
Uma mudança de patrocinador exige prazo para identidade visual, comunicação e adaptação de contratos comerciais. Se a decisão ficar para dezembro, o clube poderá iniciar 2027 sem um nome comercial definido, cenário já admitido em reportagens anteriores.
Até que haja anúncio oficial, o nome Morumbis continua válido sob o contrato atual. A próxima etapa será verificar se São Paulo e Mondelez formalizam uma extensão ou se o clube apresenta outra empresa para assumir os direitos a partir de 2027.
Em resumo
O vínculo com a Mondelez termina em dezembro de 2026.
O contrato é estimado em R$ 75 milhões por três anos, cerca de R$ 25 milhões anuais.
Não. O clube ainda não apresentou um contrato para substituir ou renovar o acordo atual.
Há versões divergentes: o Poder360 fala em negociação ativa, enquanto o UOL diz que as tratativas foram encerradas.
Sim. Isso pode ocorrer se o contrato acabar sem a definição de um novo nome comercial.