Justiça · 2026-10-12 · Redação Notícia ES

Se perder, Lula pode indicar ministro ao STF e tentar tirar vaga de Flávio

Ministros do Supremo incentivam Lula a preencher vaga antes do fim do mandato e tentam convencê-lo a superar a resistência a Pacheco

Se perder, Lula pode indicar ministro ao STF e tentar tirar vaga de Flávio
Se perder, Lula pode indicar ministro ao STF e tentar tirar vaga de Flávio

O presidente Lula vem sendo estimulado por integrantes do Supremo a indicar um ministro ainda este ano, mesmo que seja derrotado na eleição presidencial. O petista não conseguiu emplacar Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Na política, é considerado um gesto de boa

Na política, é considerado um gesto de boa vizinhança que um presidente derrotado nas urnas negocie com o sucessor o preenchimento de cargos importantes que estejam vagos ou deixe a escolha para o novo governo.

No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, a expectativa é de que esse entendimento não ocorra.

Se insistir no nome de Messias, contudo, Lula corre o risco de sofrer uma nova derrota. O advogado-geral da União é ligado ao ministro André Mendonça, com quem o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), mantém uma relação de atritos.

Já a escolha de Rodrigo Pacheco, atual ministro

Já a escolha de Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, ex-presidente do Senado e aliado de Alcolumbre, é vista como uma alternativa com maiores chances de aprovação. A votação caberia ao atual Congresso, no qual a direita não tem maioria.

A pedra no caminho, contudo, é o ressentimento de Lula com Pacheco. O presidente se decepcionou com a recusa do ex-senador em disputar o governo de Minas Gerais. Pacheco prolongou a indefinição a ponto de inviabilizar uma candidatura alternativa.

O PT acabou derrotado no estado pelo senador Cleitinho (Republicanos), alinhado a Flávio Bolsonaro.

O resultado também ajudou o presidenciável a superar Lula na votação em Minas, estado considerado estratégico nas disputas presidenciais.

Historicamente, vencer em Minas Gerais tem sido um indicador de vitória na eleição para a Presidência da República.

Ministros do Supremo entraram em campo para tentar superar a resistência de Lula ao nome de Pacheco.

Se perder a disputa presidencial, Lula garantiria mais um nome da sua cota na Corte e deixaria para Flávio a indicação de três e não quatro ministros.

O ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU), pode ser o primeiro indicado por Flávio Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), caso o senador seja eleito presidente da República.

Advogado e major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Oliveira foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Jair Bolsonaro, de quem é aliado de longa data.

Também ocupou cargos na Câmara dos Deputados e atuou como assessor parlamentar de Jair Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro. Foi indicado ao TCU pelo então presidente em 2020.

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Em resumo

O que aconteceu?

O presidente Lula vem sendo estimulado por integrantes do Supremo a indicar um ministro ainda este ano, mesmo que seja derrotado na eleição presidencial. O petista não conseguiu emplacar Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Qual é o ponto principal?

Na política, é considerado um gesto de boa vizinhança que um presidente derrotado nas urnas negocie com o sucessor o preenchimento de cargos importantes que estejam vagos ou deixe a escolha para o novo governo. No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, a expectativa é de que esse entendimento não ocorra.

Quais são os dados mais importantes?

Se insistir no nome de Messias, contudo, Lula corre o risco de sofrer uma nova derrota. O advogado-geral da União é ligado ao ministro André Mendonça, com quem o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), mantém uma relação de atritos.

Qual é o contexto?

Já a escolha de Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, ex-presidente do Senado e aliado de Alcolumbre, é vista como uma alternativa com maiores chances de aprovação. A votação caberia ao atual Congresso, no qual a direita não tem maioria.

Quais são os próximos desdobramentos?

A pedra no caminho, contudo, é o ressentimento de Lula com Pacheco. O presidente se decepcionou com a recusa do ex-senador em disputar o governo de Minas Gerais. Pacheco prolongou a indefinição a ponto de inviabilizar uma candidatura alternativa.

Fontes