Segundo suspeito de roubo a comércio é preso em Linhares, diz polícia
Homem de 35 anos se entregou após cerco no bairro Planalto; investigação atribui a ele e a outro suspeito roubo ocorrido em 3 de agosto.

Um homem de 35 anos foi preso na sexta-feira, 18 de setembro, no bairro Planalto, em Linhares, durante uma operação da Polícia Civil para cumprir mandados de prisão na região. Segundo a corporação, ele é o segundo suspeito localizado na investigação de um roubo a um estabelecimento comercial no Centro da cidade, ocorrido em 3 de agosto. A prisão foi divulgada nesta segunda-feira, 21.
O investigado foi identificado pelas fontes consultadas como Jórdan dos Santos Família, conhecido como “Cara de Pedra”. De acordo com o chefe da 16ª Delegacia Regional de Linhares, delegado Fabrício Lucindo, ele estava em um imóvel cercado pelos policiais e se entregou após a chegada das equipes. Em seguida, foi levado para a Delegacia Regional de Linhares.
A Polícia Civil atribui a ação a Jórdan e a Luiz Lázaro Martins da Silva, de 20 anos. Luiz havia sido preso no mesmo bairro em 10 de setembro. Os dois permanecem à disposição da Justiça. As prisões são medidas cautelares e não representam condenação; a responsabilidade penal depende do processo, do contraditório e de decisão judicial definitiva.
Imagens registraram a ação no estabelecimento
As imagens divulgadas pela polícia mostram dois homens entrando no comércio, rendendo funcionárias e exigindo que uma delas abrisse o caixa. A gravação integra os elementos usados pela investigação para reconstruir o crime e identificar os suspeitos. Conforme o relato oficial reproduzido por Tribuna Online, ES Hoje e Eu Vi em Linhares, dinheiro e um telefone celular foram levados.
O delegado Fabrício Lucindo informou que os dois suspeitos teriam simulado estar armados. Essa descrição é uma atribuição da Polícia Civil e deverá ser examinada no inquérito e, se houver denúncia, pelo Ministério Público e pelo Judiciário. As reportagens consultadas não informam se alguma arma foi apreendida, razão pela qual não é possível afirmar que os envolvidos portavam armamento real.
A primeira prisão ocorreu 28 dias após o roubo. O segundo suspeito foi localizado oito dias depois, durante uma operação mais ampla para cumprimento de ordens judiciais. A polícia não detalhou quantos mandados foram executados nessa ação nem informou se houve apreensão de objetos relacionados ao caso no imóvel cercado.
Prisão não encerra a apuração
Com os dois investigados presos, a Delegacia Regional ainda pode reunir depoimentos, perícias, registros de câmeras e documentos antes de concluir o inquérito. O material será encaminhado ao Ministério Público, que poderá pedir diligências complementares, oferecer denúncia ou requerer o arquivamento, conforme a avaliação das provas. A decisão final sobre eventual responsabilidade cabe ao Judiciário.
Também não foi divulgado se o dinheiro ou o celular roubados foram recuperados. Esse dado é importante para as vítimas, mas não altera a necessidade de individualizar a conduta atribuída a cada investigado. A existência de imagens pode auxiliar o reconhecimento da sequência dos fatos, porém a análise judicial deve considerar o conjunto das provas e a defesa dos acusados.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública da defesa dos dois homens nas três fontes consultadas. O espaço permanece aberto para posicionamento dos advogados. A identificação foi mantida porque os nomes foram divulgados pela Polícia Civil e reproduzidos pelos veículos locais, mas as acusações continuam apresentadas como suspeitas, e não como culpa estabelecida.
O episódio também mostra por que imagens de segurança devem ser preservadas em formato original e entregues à autoridade responsável. Recortes divulgados nas redes ajudam a informar, mas não substituem os arquivos completos, os horários, a cadeia de custódia e outros elementos necessários para uma identificação segura. A divulgação pública não autoriza perseguição ou julgamento por conta própria.
Próximos passos do caso
O andamento imediato depende da situação processual de cada mandado e das decisões do juízo responsável. A defesa pode requerer acesso aos autos e contestar os fundamentos da prisão, enquanto o Ministério Público analisará o material produzido pela polícia. Não foi informado prazo para a conclusão do inquérito nem a data de eventual audiência.
A população pode encaminhar informações sobre crimes à Polícia Civil por meio do Disque-Denúncia 181, inclusive de forma anônima. No caso de emergência em andamento, o canal adequado é o telefone 190 da Polícia Militar. Denúncias devem trazer dados verificáveis e não substituem a apuração oficial, especialmente quando envolvem identificação de suspeitos.
Em resumo
Um homem de 35 anos, apontado pela Polícia Civil como segundo suspeito de um roubo a comércio ocorrido em 3 de agosto.
A prisão ocorreu em um imóvel no bairro Planalto, em Linhares, após cerco da Polícia Civil.
Ele foi preso na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, e o caso foi divulgado na segunda-feira, 21.
Segundo a polícia, os suspeitos levaram dinheiro do caixa e um aparelho celular.
Não. Eles estão presos e à disposição da Justiça, mas a responsabilidade penal ainda depende do processo e de decisão judicial.
As fontes consultadas não registravam manifestação pública da defesa até a publicação; o espaço permanece aberto.