Segurança marca último debate entre Pazolini e Ricardo
Candidatos ao governo do Espírito Santo concentraram o confronto final em segurança, saúde, educação e capacidade de gestão.

Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço fizeram, na noite de quinta-feira (22) e no início desta sexta-feira (23), o último debate televisionado antes do segundo turno para o governo do Espírito Santo. Segurança pública dominou a abertura do confronto, que também passou por saúde, educação, infraestrutura e gestão.
A cobertura de A Gazeta registrou o embate e detalhou as propostas apresentadas pelos candidatos. Uma segunda reportagem do mesmo veículo confirmou que a votação decisiva será realizada no domingo (25) e que o debate foi a última oportunidade de comparação direta entre os concorrentes na televisão.
No primeiro bloco, com tempo livre de 13 minutos para cada lado, Pazolini citou cobranças ilegais atribuídas a criminosos, déficit de efetivo e feminicídios. Ricardo respondeu com números de contratações realizadas pelo governo estadual e com a redução de homicídios observada no primeiro semestre, defendendo a continuidade da política de segurança.
O confronto mostrou duas leituras sobre o mesmo problema. Pazolini tratou a presença de facções e a sensação de insegurança como sinais de que a estrutura precisa ser reconstruída. Ricardo sustentou que os indicadores recentes e a entrada de profissionais demonstram avanço, embora tenha reconhecido a necessidade de manter investimentos e ações permanentes.
Segurança domina primeiro confronto
Ao citar falta de policiais, Pazolini afirmou que o Estado teria uma lacuna de aproximadamente 2 mil profissionais. Também associou o crescimento dos feminicídios à necessidade de reforçar prevenção, investigação e proteção às mulheres. A crítica buscou deslocar o debate dos índices gerais para situações vividas em bairros e municípios.
Ricardo afirmou que 8,4 mil profissionais da segurança foram incorporados pelo governo e destacou que o Espírito Santo registrou, no primeiro semestre, a menor quantidade de homicídios em três décadas. O candidato usou os dados para argumentar que existe uma política em funcionamento e que ela deve ser ampliada, não interrompida.
Os números apresentados não eliminam a divergência política. Redução de homicídios, efetivo disponível, presença territorial e crimes contra mulheres medem partes diferentes da segurança pública. Para o eleitor, o ponto central é saber quais metas, prazos e fontes de financiamento cada candidato associa às promessas feitas no palco.
Saúde e educação entram
Depois da segurança, os candidatos discutiram filas na saúde, qualidade do ensino, formação profissional, obras, investimentos e contribuições previdenciárias. Também trocaram críticas sobre experiência administrativa e capacidade de transformar recursos públicos em serviços, mantendo o tom de confronto que marcou a campanha.
O debate não decide sozinho a eleição, mas organiza diferenças que muitas vezes ficam dispersas em entrevistas e propagandas. Pazolini apresentou sua passagem pela Prefeitura de Vitória como credencial de gestão municipal. Ricardo vinculou sua candidatura à experiência no governo estadual e às políticas executadas nos últimos anos.
Com a campanha perto do fim, as declarações passam a ser compromissos verificáveis. Segurança, saúde e educação dependem de orçamento, coordenação com municípios e continuidade administrativa. A escolha de domingo caberá aos eleitores capixabas, que terão diante de si duas propostas distintas de comando para o Palácio Anchieta.