Sem o Brasil, países seguem Trump e classificam PCC e CV como terroristas
Declaração de 14 governos inclui 24 facções e prevê sanções e cooperação contra o narcotráfico

Jornalista, pós-graduado em marketing e mestre em comunicação e consumo. Especialista em comunicação e consumo e análise política.
Contexto
Governos de 14 países da América Latina e do Caribe, junto com os Estados Unidos, assinaram em 22 de setembro de 2026 uma declaração conjunta que classifica 24 organizações criminosas transnacionais como narcoterroristas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) do Brasil. A declaração prevê, de acordo com a legislação de cada país, medidas como congelamento de bens, restrições de imigração e vistos, além de responsabilização criminal para aqueles que apoiarem essas organizações.
Governos de 14 países latino-americanos e do Caribe assinaram nesta terça-feira, 22, ao lado dos Estados Unidos , uma declaração conjunta que classifica 24 organizações criminosas transnacionais como narcoterroristas.
O Brasil não aderiu ao movimento. Entre os grupos incluídos como terroristas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) , duas das principais facções criminosas brasileiras. Esta é a primeira vez que um grupo de governos latino-americanos assina, ao lado de Washington, uma designação conjunta dessa natureza.
Desdobramentos
A declaração prevê, conforme a legislação de cada país, congelamento de bens, restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações, além de responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material aos grupos.
A iniciativa integra o chamado Escudo das Américas, parceria voltada ao fortalecimento da cooperação econômica, de segurança e multilateral no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.
Leia também: “A bonequinha da máfia” , reportagem publicada na Edição 334 da Revista Oeste
Além do PCC e do CV, a relação inclui grupos como Mara Salvatrucha (MS-13), Trem de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), Cartel del Golfo, Los Choneros, Barrio 18, Clan del Golfo, ELN, Sendero Luminoso e dissidentes das FARC.
Os países signatários também pretendem ampliar o compartilhamento de informações, facilitar o acesso a tecnologias de segurança, promover treinamento de agentes públicos e coordenar sanções e medidas financeiras contra organizações criminosas.
PRESIDENTE TRUMP sobre o ESCUDO DAS AMÉRICAS: Esta é a maior e mais poderosa aliança de segurança econômica e nacional já reunida no Hemisfério Ocidental. pic.twitter.com/qOif4qmRUv
A declaração estabelece ainda cooperação econômica, com mecanismos de análise de investimentos, proteção de cadeias de fornecimento de minerais críticos e preferência por fornecedores considerados confiáveis para infraestrutura digital.
O terceiro eixo trata da defesa da soberania nacional e da autodeterminação por meio de fóruns multilaterais. Como primeira medida conjunta, os governos pretendem solicitar ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma reunião sobre o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), conhecido como Tratado do Rio.
Em resumo
Jornalista, pós-graduado em marketing e mestre em comunicação e consumo. Especialista em comunicação e consumo e análise política.
Governos de 14 países da América Latina e do Caribe, junto com os Estados Unidos, assinaram em 22 de setembro de 2026 uma declaração conjunta que classifica 24 organizações criminosas transnacionais como narcoterroristas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) do Brasil. A declaração prevê, de acordo com a legislação de cada
Governos de 14 países latino-americanos e do Caribe assinaram nesta terça-feira, 22, ao lado dos Estados Unidos , uma declaração conjunta que classifica 24 organizações criminosas transnacionais como narcoterroristas.
O Brasil não aderiu ao movimento. Entre os grupos incluídos como terroristas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) , duas das principais facções criminosas brasileiras. Esta é a primeira vez que um grupo de governos latino-americanos assina, ao lado de Washington, uma designação conjunta dessa natureza.
A declaração prevê, conforme a legislação de cada país, congelamento de bens, restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações, além de responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material aos grupos.