Política Nacional · 2026-10-07 · Redação Notícia ES

Senado abre debate sobre fim da escala 6x1

PEC 221/2019 reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, prevê dois dias de repouso e precisa de 49 votos em cada turno.

Senado abre debate sobre fim da escala 6x1
Senado abre debate sobre fim da escala 6x1

O Senado iniciou nesta semana a discussão em Plenário da PEC 221/2019, proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e assegura dois dias de repouso remunerado. O calendário prevê debates nesta quarta-feira (7) antes da votação em primeiro turno.

O Poder360 acompanhou a sessão desta quarta e apresentou o debate ao vivo. A Agência Senado confirmou o início da tramitação em Plenário, o conteúdo aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e as exigências regimentais para uma mudança constitucional.

O texto permite que as 40 horas sejam cumpridas em cinco dias de oito horas e determina que um dos dois dias de descanso seja preferencialmente o domingo. A redução deve ocorrer sem corte de salário, preservando a possibilidade de compensação de horários por acordo ou convenção coletiva.

Proposta enfrenta rito constitucional

Antes da votação, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão no primeiro turno. Se obtiver apoio suficiente, haverá mais três sessões de debate antes do segundo turno. A aprovação exige pelo menos 49 votos, equivalentes a três quintos dos 81 senadores, em cada etapa.

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a proposta em setembro. O relator, senador Omar Aziz, rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto recebido da Câmara. Segundo o Senado, alterações de mérito fariam a matéria retornar aos deputados, o que ampliaria o caminho legislativo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que cumprirá o rito sem atropelos. A Agência Brasil informou que a votação em primeiro turno poderá ocorrer em 15 de outubro, depois das sessões de debate programadas para esta e a próxima semana.

Impactos dividem os senadores

Os defensores da PEC associam a redução da jornada a mais descanso, saúde e tempo para a vida familiar. Os críticos apontam possíveis custos para empresas, diferenças entre setores e a necessidade de preservar espaço para negociação. Esses argumentos deverão aparecer no Plenário antes da votação.

A proposta não deve ser confundida com simples mudança administrativa. Por alterar o artigo constitucional que trata dos direitos dos trabalhadores, ela depende de quórum qualificado e votação em dois turnos. Também não entra em vigor apenas com a aprovação do primeiro turno no Senado.

O debate ganhou peso na campanha presidencial, mas o processo legislativo tem regras próprias. Declarações de candidatos e dirigentes partidários indicam posições políticas, enquanto a aprovação efetiva dependerá do voto nominal dos senadores e da conclusão das duas rodadas de votação.

Até a decisão final, a jornada constitucional continua limitada a 44 horas semanais. O início das discussões põe a PEC na fase decisiva do Senado, mas ainda não significa que a escala 6x1 tenha sido extinta. O avanço concreto poderá ser medido pelo quórum em Plenário e pelo texto que chegar ao fim da tramitação.

Em resumo

O que muda com a PEC 221/2019?

A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de repouso remunerado.

A escala 6x1 já terminou?

Não. A PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos pelo Plenário do Senado.

Quantos votos são necessários?

São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos.

Haverá redução de salário?

O texto em debate prevê a redução da jornada sem corte salarial.

Quando pode ocorrer a primeira votação?

O calendário anunciado aponta a possibilidade de votação em primeiro turno em 15 de outubro de 2026.

Fontes