Política Nacional · 2026-10-14 · Redação Notícia ES

Senado analisa PEC da Segurança nesta quarta-feira, 14

Proposta é o 1º item da pauta da CCJ no dia; governo Lula quer concluir votação no plenário até a próxima semana

Senado analisa PEC da Segurança nesta quarta-feira, 14
Senado analisa PEC da Segurança nesta quarta-feira, 14

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve concluir em 14 de outubro de 2026 a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma iniciativa do governo Lula para combater o crime organizado.

Reunião está agendada para as 9h, onde os senadores

A reunião está agendada para as 9h, onde os senadores votarão três destaques antes de enviar o texto ao plenário.

A PEC, enviada em abril de 2025, busca reorganizar as forças de segurança e ampliar a cooperação entre diferentes esferas de governo, mas enfrenta controvérsias, especialment

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve concluir nesta quarta-feira, 14, a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais iniciativas do governo Luiz Inácio Lula da Silva na área de combate ao crime organizado.

Reunião está marcada para as 9h, e os senadores

A reunião está marcada para as 9h, e os senadores precisam votar três destaques antes de encaminhar o texto ao plenário da Casa.

A proposta ocupa o primeiro lugar na pauta do colegiado. O texto principal foi aprovado em setembro, mas a sessão foi suspensa quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciou as votações em plenário e interrompeu os trabalhos da comissão.

O calendário de votação também tem implicações políticas. O Planalto quer que o Senado conclua a análise da PEC antes do segundo turno das eleições presidenciais, o que pode permitir a Lula apresentar a medida como um avanço de sua política de segurança pública na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A intenção do Executivo é concluir os dois turnos de votação no plenário até a próxima semana. A criação do Ministério da Segurança Pública, segundo o planejamento do governo, está condicionada à aprovação da emenda constitucional.

Para entrar em vigor, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis no Senado, em dois turnos de votação. Se os senadores modificarem o mérito do texto aprovado pela Câmara dos Deputados , a proposta terá de retornar à Casa Baixa para nova análise.

Os destaques que serão examinados nesta quarta-feira permitem votar separadamente trechos específicos do texto. A conclusão dessa etapa na CCJ, portanto, não significa que a proposta estará definitivamente aprovada pelo Congresso.

Enviada pelo governo federal ao Congresso em abril de 2025, a PEC pretende reorganizar a atuação das forças de segurança e ampliar a cooperação entre União, Estados e municípios.

Entre as mudanças previstas estão a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública na Constituição e a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional.

O parecer do relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), preservou medidas aprovadas pela Câmara, como o endurecimento das punições para integrantes de facções criminosas, a modernização das polícias, o reforço dos investimentos no sistema prisional e a previsão de uma fonte permanente de recursos para o setor.

O texto também mantém a possibilidade de criação de polícias municipais. O relator, contudo, retirou a previsão de destinar 30% da arrecadação das empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets, aos fundos de segurança pública e penitenciário.

Um dos pontos mais controversos é a ampliação da integração entre as forças federais, como a Polícia Federal , e as corporações estaduais. Governadores de direita manifestam preocupação com possíveis interferências da União na atuação das polícias locais.

O governo Lula, por sua vez, defende que a articulação entre as instituições é necessária para enfrentar organizações criminosas que atuam em diferentes Estados e ultrapassam fronteiras regionais.

Salvar meus dados neste navegador para a próxima vez que eu comentar.

Em resumo

O que aconteceu?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve concluir em 14 de outubro de 2026 a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma iniciativa do governo Lula para combater o crime organizado. A reunião está agendada para as 9h, onde os senadores votarão três destaques antes de enviar o texto ao plenário. A PEC, enviada

Qual é o ponto principal?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve concluir nesta quarta-feira, 14, a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais iniciativas do governo Luiz Inácio Lula da Silva na área de combate ao crime organizado. A reunião está marcada para as 9h, e os senadores precisam votar três destaques antes

Quais são os dados mais importantes?

A proposta ocupa o primeiro lugar na pauta do colegiado. O texto principal foi aprovado em setembro, mas a sessão foi suspensa quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciou as votações em plenário e interrompeu os trabalhos da comissão.

Qual é o contexto?

O calendário de votação também tem implicações políticas. O Planalto quer que o Senado conclua a análise da PEC antes do segundo turno das eleições presidenciais, o que pode permitir a Lula apresentar a medida como um avanço de sua política de segurança pública na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Quais são os próximos desdobramentos?

A intenção do Executivo é concluir os dois turnos de votação no plenário até a próxima semana. A criação do Ministério da Segurança Pública, segundo o planejamento do governo, está condicionada à aprovação da emenda constitucional.

Fontes