Senado aprova Rodrigo Pacheco para o TCU por 63 votos a 4; indicação segue à Câmara
Ex-presidente do Senado foi aprovado para ocupar a vaga deixada por Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União; Câmara marcou análise da indicação para esta quarta-feira.
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O Senado aprovou nesta terça-feira, 1º de setembro, por 63 votos a 4, a indicação do senador Rodrigo Pacheco para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União. O nome foi escolhido para ocupar a cadeira aberta após a saída de Bruno Dantas e agora ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados antes da formalização da nomeação.
A votação ocorreu depois de articulação conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que havia apresentado Pacheco como nome de consenso entre diferentes bancadas. A margem expressiva confirma o apoio acumulado pelo ex-presidente da Casa, que comandou o Senado entre 2021 e 2025.
Próxima etapa será na Câmara
A indicação ao TCU feita pelo Congresso exige aprovação das duas Casas. Depois do aval do Senado, a Câmara marcou a análise para esta quarta-feira. Caso os deputados confirmem o nome, o processo segue para nomeação formal e posse no tribunal.
O TCU é responsável por fiscalizar a aplicação de recursos federais, contratos, obras e contas da administração pública. Seus ministros têm mandato até a aposentadoria compulsória, o que torna cada vaga uma decisão institucional de longo prazo.
Trajetória de Pacheco
Advogado e senador por Minas Gerais, Pacheco ganhou projeção nacional ao presidir o Senado durante quatro anos. Nesse período, conduziu votações de reformas econômicas, medidas relacionadas à pandemia, indicações para tribunais superiores e embates entre Legislativo, Executivo e Judiciário.
A indicação para o TCU encerra, na prática, uma etapa de sua carreira parlamentar e abre caminho para uma atuação de perfil técnico e fiscalizador. O nome de Pacheco vinha sendo mencionado para outras funções institucionais, mas a vaga no tribunal ganhou força depois da abertura da cadeira.
Votação ampla no Senado
O placar de 63 a 4 mostrou que a indicação reuniu apoio de governistas e oposicionistas. A votação secreta reduziu a exposição individual dos senadores, mas o resultado demonstra que as articulações prévias foram suficientes para superar com folga o número mínimo necessário.
A escolha também reforça o peso do Senado na composição do TCU. Parte das cadeiras do tribunal é indicada pelo Congresso, enquanto outras são preenchidas por escolhas do presidente da República entre auditores e membros do Ministério Público de Contas, conforme regras constitucionais.
O que acontece agora
A Câmara precisa concluir sua própria votação. Depois disso, não havendo impedimentos formais, Pacheco poderá ser nomeado e tomar posse no TCU. A saída do Senado também provocará efeitos políticos em Minas Gerais, pois a vaga parlamentar deverá ser ocupada conforme as regras de suplência.
Até a conclusão de todas as etapas, Pacheco continua senador. A aprovação expressiva desta terça-feira, porém, deixou a indicação próxima de se tornar definitiva e confirmou uma movimentação que vinha sendo construída nos bastidores do Congresso nas últimas semanas.