Política Nacional · 2026-10-15 · Redação Notícia ES

Senado deve votar hoje a PEC da Segurança Pública

Calendário especial acelera análise a 10 dias das eleições; oposição pede votação separada de emenda que reduz maioridade penal

Senado deve votar hoje a PEC da Segurança Pública
Senado deve votar hoje a PEC da Segurança Pública

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília, atua na cobertura do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto pela Revista Oeste. Antes, fez parte das redações de Poder360, Correio Braziliense, Alô Brasília e Aqui DF. Também foi editora na TV Brasília.

Senado pode votar nesta quinta-feira, 15, a PEC

O Senado pode votar nesta quinta-feira, 15, a PEC da Segurança Pública, com possibilidade de analisar os dois turnos no mesmo dia. A tramitação foi acelerada por um calendário especial aprovado na quarta-feira 14.

Entre os pontos levados ao plenário está uma emenda da oposição para reduzir a maioridade penal, cuja votação em separado foi solicitada pelo PL.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou a inclusão da PEC 18/2025 na pauta depois da aprovação do fim da escala 6×1 na noite de quarta-feira.

Requerimento para abreviar os prazos da proposta

O requerimento para abreviar os prazos da proposta de segurança foi apresentado por Eduardo Braga (MDB-AM) e outros líderes partidários.

+ CCJ conclui aprovação da PEC da Segurança; texto vai ao plenário do Senado

Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, o equivalente a três quintos dos 81 senadores. O calendário especial permite acelerar as etapas de discussão e votação, mas não dispensa esse apoio nas duas deliberações.

De iniciativa do governo federal, o texto insere o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição, amplia a integração entre as forças policiais e estabelece instrumentos mais rigorosos de combate a facções e milícias.

A análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob relatoria de Rogério Carvalho (PT-SE), foi concluída na quarta-feira.

A proposta determina que a lei estabeleça sanções mais graves e um regime especial para integrantes e líderes de organizações criminosas de alta periculosidade, com medidas proporcionais à posição hierárquica ocupada.

+ Congresso aprova fim da escala 6×1; proposta será promulgada

Entre os instrumentos previstos estão o recolhimento em estabelecimentos de segurança máxima ou de natureza especial, restrições à progressão de regime e à liberdade provisória e limitações a benefícios penais.

O texto também contempla expropriação de bens ligados às atividades criminosas, responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e proteção a denunciantes.

Na organização das forças de segurança, a PEC permite a criação de polícias municipais de natureza civil, com funções de policiamento ostensivo e comunitário e controle externo pelo Ministério Público.

Também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias federais.

A integração pelo Susp prevê forças-tarefa, compartilhamento de informações e provas e compatibilidade entre sistemas. Já o Sistema de Políticas Penais fortalece a atuação das polícias penais na custódia, na disciplina e na segurança dos presídios.

Durante a análise na CCJ, foi retirado o artigo que destinava receitas das apostas esportivas aos fundos de segurança. Permaneceu a previsão de destinar ao setor 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social do pré-sal.

Apresentada por Rogério Marinho (PL-RN) e outros senadores, a emenda 84 reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo, organização criminosa e associação criminosa, a responsabilização começaria aos 14 anos. A redação também admite outras hipóteses definidas em lei.

A iniciativa retoma proposta de Flávio Bolsonaro apresentada em 2019. Na justificativa, Marinho afirmou que organizações criminosas se aproveitam da inimputabilidade para recrutar adolescentes: “Reduzir esse incentivo é também reduzir o espaço de cooptação de menores pelo crime organizado”.

+ PEC da Segurança: oposição desafia governo Lula ao propor redução da maioridade penal

O líder do PL, Carlos Portinho (RJ), apresentou requerimento para votar a emenda separadamente. A bancada também pediu destaque para a emenda 85, sobre defesa nacional.

As duas alterações ainda dependem da deliberação dos senadores e não integram automaticamente o texto aprovado pela CCJ.

Em resumo

O que aconteceu?

Jornalista formada pela Universidade Católica de Brasília, atua na cobertura do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto pela Revista Oeste. Antes, fez parte das redações de Poder360, Correio Braziliense, Alô Brasília e Aqui DF. Também foi editora na TV Brasília.

Qual é o ponto principal?

O Senado pode votar nesta quinta-feira, 15, a PEC da Segurança Pública, com possibilidade de analisar os dois turnos no mesmo dia. A tramitação foi acelerada por um calendário especial aprovado na quarta-feira 14. Entre os pontos levados ao plenário está uma emenda da oposição para reduzir a maioridade penal, cuja votação em separado foi solicitada pelo PL.

Quais são os dados mais importantes?

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou a inclusão da PEC 18/2025 na pauta depois da aprovação do fim da escala 6×1 na noite de quarta-feira. O requerimento para abreviar os prazos da proposta de segurança foi apresentado por Eduardo Braga (MDB-AM) e outros líderes partidários.

Qual é o contexto?

+ CCJ conclui aprovação da PEC da Segurança; texto vai ao plenário do Senado

Quais são os próximos desdobramentos?

Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno, o equivalente a três quintos dos 81 senadores. O calendário especial permite acelerar as etapas de discussão e votação, mas não dispensa esse apoio nas duas deliberações.

Fontes