Disputa pelo Senado pode reduzir espaço do Centrão, mas nenhum bloco aparece perto de maioria isolada
Com dois terços das cadeiras em disputa, levantamentos estaduais indicam Senado mais fragmentado e cenário de negociações intensas após a eleição.
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A renovação de dois terços do Senado em 2026 pode alterar de forma significativa a correlação de forças na Casa, mas os levantamentos disponíveis até agora não apontam maioria isolada para esquerda, bolsonarismo ou partidos de centro. A tendência desenhada pelas pesquisas estaduais é de um plenário fragmentado.
Cada estado elegerá dois senadores neste ano. Como os mandatos são de oito anos, a votação tem capacidade de modificar rapidamente a composição política da Casa e influenciar temas que dependem do Senado, como indicações para tribunais superiores, autoridades econômicas e propostas de emenda à Constituição.
Força regional pesa mais no Senado
Diferentemente da eleição presidencial, a disputa para senador depende fortemente de alianças locais, popularidade de governadores, ex-governadores e lideranças estaduais. Isso dificulta projetar a composição final apenas a partir do desempenho nacional de partidos e candidatos à Presidência.
Levantamentos reunidos por veículos nacionais sugerem perda relativa de espaço do chamado Centrão em alguns estados, ao mesmo tempo em que candidatos identificados com a direita e com a esquerda avançam em regiões específicas. Nenhum desses campos, entretanto, aparece perto dos 41 votos necessários para formar sozinho uma maioria absoluta.
Negociação continuará decisiva
Mesmo que a composição mude, partidos de centro e bancadas estaduais deverão continuar relevantes para formar maiorias em votações importantes. O próximo presidente, seja quem for, precisará negociar com um Senado que reúne interesses partidários, regionais e econômicos diversos.
As pesquisas ainda podem mudar até outubro, especialmente porque as campanhas para o Senado costumam ganhar maior atenção do eleitor nas semanas finais. A definição das duas escolhas disponíveis na urna também aumenta a complexidade da disputa.
Fontes consultadas: O Globo, Tribunal Superior Eleitoral e pesquisas estaduais registradas no TSE.