Política Nacional · 2026-10-02 · Redação Notícia ES

Senado inclui PEC da escala 6x1 na ordem do dia

PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima para 40 horas e prevê dois dias de descanso sem corte salarial, foi pautada para análise do Senado.

Senado inclui PEC da escala 6x1 na ordem do dia
Senado inclui PEC da escala 6x1 na ordem do dia

O Senado incluiu nesta sexta-feira, 2 de outubro, a PEC 221/2019 na ordem do dia. A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada semanal máxima, garante dois dias de repouso remunerado e está prevista para análise do plenário na terça-feira, 6.

A pauta foi informada pela Revista Oeste e confirmada na página oficial da matéria no Senado, que registra a inclusão em ordem do dia em 2 de outubro. O texto determina que a mudança ocorra sem redução salarial e estabelece que um dos dias de descanso seja, preferencialmente, o domingo.

A votação acontecerá dois dias após o primeiro turno das eleições. A proximidade entre as duas datas não altera o rito constitucional: propostas de emenda precisam passar por duas votações no plenário do Senado e alcançar pelo menos 49 votos favoráveis em cada uma delas.

Texto altera jornada semanal

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e avançou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2 de setembro. O relator, senador Omar Aziz, manteve a versão encaminhada pelos deputados e rejeitou 36 emendas apresentadas durante a análise na comissão.

O núcleo da proposta combina três mudanças: limite semanal de 40 horas, dois dias de repouso remunerado e preservação do salário. Na prática, a redação abre caminho para substituir escalas de seis dias de trabalho por um de descanso, mas a aplicação concreta dependerá das regras aprovadas e das formas de organização adotadas em cada atividade.

A CCJ também aprovou um calendário especial, instrumento que acelera a tramitação no plenário. Isso não elimina a exigência dos dois turnos nem reduz o quórum qualificado previsto para alterar a Constituição.

Representantes de trabalhadores defendem que a jornada menor amplia o tempo de convívio familiar e pode reduzir desgaste e adoecimento. Entidades empresariais e parlamentares críticos cobram avaliação dos custos, da produtividade e das diferenças entre setores antes da adoção de uma regra nacional.

Plenário exige maioria qualificada

Se os senadores aprovarem exatamente o texto recebido da Câmara, a emenda poderá ser promulgada pelo Congresso. Uma alteração de mérito, porém, obriga a matéria a voltar para nova análise dos deputados, o que prolongaria a tramitação.

O primeiro passo na terça-feira será a discussão da proposta e a verificação de apoio suficiente para o primeiro turno. A inclusão na pauta não garante aprovação, pois o presidente do Senado ainda precisa conduzir a sessão e reunir o quórum necessário para deliberar.

O debate deve concentrar-se no alcance da nova jornada e na transição para empresas e trabalhadores. O texto constitucional fixa as garantias gerais; regulamentações posteriores e negociações coletivas podem ser necessárias para acomodar turnos contínuos, serviços essenciais e atividades com funcionamento aos fins de semana.

A decisão do Senado será, portanto, o próximo marco objetivo da proposta. Aprovação sem mudanças aproxima a PEC da promulgação; rejeição, falta de quórum ou modificação do conteúdo abre uma nova etapa de negociação no Congresso.

Em resumo

O que o Senado pautou?

A PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal máxima e amplia o repouso remunerado.

Quando a proposta será analisada?

A análise do plenário está prevista para terça-feira, 6 de outubro.

O salário poderá ser reduzido?

O texto em discussão prevê a redução da jornada sem diminuição salarial.

Quantos votos a PEC precisa?

São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos no Senado.

O que acontece se o Senado alterar o texto?

Mudanças de mérito fazem a proposta retornar à Câmara dos Deputados.

Fontes