Senado retoma hoje debate sobre o fim da escala 6x1
Proposta será votada em primeiro turno na quarta-feira (14), após última sessão de discussão; governo articula para aprovar duas rodadas da PEC no mesmo dia

O Senado retoma, nesta terça-feira (13), a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1. Será a quarta sessão de debate sobre o texto. A quinta e última está marcada para quarta-feira (14). A votação em primeiro turno será no mesmo dia.
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu cinco sessões
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu cinco sessões de discussão antes da votação. Três foram realizadas na semana passada, todas com maioria de governistas e baixa presença da oposição.
Cumpridas as cinco, o texto estará pronto para ser votado em primeiro turno.
Para a aprovação total de uma PEC no Senado são necessários dois turnos de votação , com 49 votos favoráveis em cada um deles. Além disso, o regimento da Casa prevê três sessões de discussão entre o primeiro e o segundo turno.
Governo tenta coletar assinaturas para apresentar um calendário especial
O governo tenta coletar assinaturas para apresentar um calendário especial e quebrar essa pausa, chamada de interstício, entre o primeiro e o segundo turno. Sem o mecanismo, não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.
Os senadores de oposição querem adiar a votação para depois do segundo turno. O líder da oposição na Casa Alta, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse na semana passada que "não faz bem ao país" votar um tema desse tamanho durante o período eleitoral.
Ele classificou a discussão como "oportunista" e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.
Há um receio entre aliados de que a medida beneficie Lula e, ao mesmo tempo, um entendimento de que votar contra a proposta pode atrapalhar a campanha de Flávio no segundo turno. O candidato do PL disse na quarta-feira (7) ter uma alternativa melhor do que o fim da 6x1.
Marinho também sinalizou contrariedade ao texto e defendeu uma proposta própria, que já tramita no Senado.
O projeto flexibiliza a escala de trabalho, permite que o trabalhador seja remunerado por hora trabalhada e abre brecha para redução salarial .
Para o senador, não pode haver uma determinação de cima para baixo sobre a escala de trabalho.
Apesar das ressalvas, aliados de Flávio afirmam que o senador deve votar a favor da proposta para evitar danos eleitorais.
O texto reduz a escala para cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana , com jornada de 40 horas semanais. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas está parada no Senado desde maio .
Alcolumbre chegou a dizer que não votaria o texto para não “ contaminar ” o processo eleitoral e que esperava um contato do presidente Lula, o que não aconteceu .
A tensão só diminuiu após um almoço entre os dois e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em 27 de agosto.
Se aprovada, a proposta passa a valer 60 dias após a promulgação pelo Congresso. Nesse período, a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas. Em 14 meses, para 40.
O texto também fixa a obrigatoriedade de duas folgas por semana , sendo uma delas preferencialmente no domingo, ou distribuídas no mês calendário.
Ao todo, PL terá a maior bancada do Senado, com 28 senadores
O Senado retoma, nesta terça-feira (13), a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1. Será a quarta sessão de debate sobre o texto.
A quinta e última está marcada para quarta-feira (14). A votação em primeiro turno será no mesmo dia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu cinco sessões de discussão antes da votação.
Três foram realizadas na semana passada, todas com maioria de governistas e baixa presença da oposição. Cumpridas as cinco, o texto estará pronto para ser votado em primeiro turno. Leia mais
Em resumo
O Senado retoma, nesta terça-feira (13), a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1. Será a quarta sessão de debate sobre o texto. A quinta e última está marcada para quarta-feira (14). A votação em primeiro turno será no mesmo dia.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu cinco sessões de discussão antes da votação. Três foram realizadas na semana passada, todas com maioria de governistas e baixa presença da oposição. Cumpridas as cinco, o texto estará pronto para ser votado em primeiro turno.
Para a aprovação total de uma PEC no Senado são necessários dois turnos de votação , com 49 votos favoráveis em cada um deles. Além disso, o regimento da Casa prevê três sessões de discussão entre o primeiro e o segundo turno.
O governo tenta coletar assinaturas para apresentar um calendário especial e quebrar essa pausa, chamada de interstício, entre o primeiro e o segundo turno. Sem o mecanismo, não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.
Os senadores de oposição querem adiar a votação para depois do segundo turno. O líder da oposição na Casa Alta, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse na semana passada que "não faz bem ao país" votar um tema desse tamanho durante o período eleitoral.