Senival Moura, vereador do PT, é preso em operação contra presença do PCC no transporte de SP | Jovem Pan
Parlamentar estava solto desde 5 de agosto, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ação conjunta do DEIC e do GAECO cumpriu cinco dos sete mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça

O vereador licenciado de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso nesta quarta-feira (28) durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo da capital paulista .
Parlamentar estava solto desde 5 de agosto, após
O parlamentar estava solto desde 5 de agosto, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
A ação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (DIVECAR), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Ao todo, a Justiça expediu sete mandados de prisão preventiva . Cinco investigados foram presos nesta quarta-feira, enquanto outros dois não foram localizados e permanecem com mandados pendentes de cumprimento.
Investigação apura suspeitas de envolvimento de integrantes
A investigação apura suspeitas de envolvimento de integrantes de uma organização criminosa na estrutura societária e administrativa da Transunião Transportes S.A. , empresa que opera linhas de ônibus na cidade de São Paulo.
Segundo as apurações, há indícios de que pessoas ligadas ao grupo criminoso teriam utilizado terceiros para ocultar a participação na empresa, além de movimentações financeiras suspeitas e mecanismos para dissimular a origem e a titularidade de bens e valores.
Os investigadores também identificaram possíveis vínculos entre integrantes da organização criminosa e pessoas que exerciam funções de direção, administração ou influência sobre as atividades da empresa.
O inquérito policial foi concluído e relatado. Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça.
Além das prisões, a operação teve como objetivo atingir o patrimônio que pode estar relacionado às atividades investigadas.
Durante as diligências, foram apreendidos R$ 158.919 em dinheiro, US$ 2.417 e € 1.465. Também foram recolhidos dez veículos, aproximadamente 40 relógios de luxo e joias.
Entre os automóveis apreendidos estão modelos de alto valor, como Porsche Macan, BMW e RAM Rampage.
A Justiça também determinou o sequestro de 21 imóveis, a restrição de transferência de 408 veículos e o bloqueio de seis embarcações.
As medidas patrimoniais incluem ainda a indisponibilidade de bens vinculados a 136 CPFs e CNPJs, além de bloqueios de valores em instituições financeiras por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD).
Os montantes bloqueados ainda não foram integralmente consolidados.
A operação busca não apenas responsabilizar os investigados, mas também impedir a transferência ou a dissipação de bens e recursos que possam estar relacionados às atividades ilícitas apuradas.
A Polícia Civil e o Ministério Público destacam que a atuação conjunta é fundamental para identificar a infiltração de organizações criminosas em atividades econômicas aparentemente legais e rastrear os recursos utilizados para financiar essas estruturas.
Os advogados do vereador Senival Pereira de Moura manifesta sua discordância quanto à decisão judicial que decretou sua prisão preventiva em 20 de outubro de 2026, por entender que a medida extrema não encontra fundamentação concreta suficiente para justificar a privação de sua liberdade.
Antes, Senival não poderia ser preso por conta da lei eleitoral, que só permite prisões em flagrante.
A decisão, na avaliação da defesa, apoia-se essencialmente em elementos investigativos que já integram a denúncia oferecida pelo Ministério Público, sem demonstrar adequadamente a existência de fatos novos ou contemporâneos que evidenciem a necessidade atual da prisão.
Em resumo
O vereador licenciado de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso nesta quarta-feira (28) durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga a infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo da capital paulista . O parlamentar estava solto desde 5 de agosto, após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (T
A ação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (DIVECAR), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Ao todo, a Justiça expediu sete mandados de prisão preventiva . Cinco investigados foram presos nesta quarta-feira, enquanto outros dois não foram localizados e permanecem com mandados pendentes de cumprimento.
A investigação apura suspeitas de envolvimento de integrantes de uma organização criminosa na estrutura societária e administrativa da Transunião Transportes S.A. , empresa que opera linhas de ônibus na cidade de São Paulo.
Segundo as apurações, há indícios de que pessoas ligadas ao grupo criminoso teriam utilizado terceiros para ocultar a participação na empresa, além de movimentações financeiras suspeitas e mecanismos para dissimular a origem e a titularidade de bens e valores.