Série B retorna sem marcas de apostas nas camisas
Rodada de terça-feira (6) foi a primeira do futebol nacional depois do fim do prazo para retirada da publicidade das plataformas.

A Série B do Campeonato Brasileiro voltou aos gramados na terça-feira (6) com mudanças visíveis nos uniformes: equipes retiraram marcas de casas de apostas após a entrada em vigor das restrições nacionais ao setor. A rodada marcou o primeiro teste do futebol brasileiro sob as novas regras.
A mudança foi registrada pela CNN Brasil e corresponde ao cronograma oficial da Medida Provisória nº 1.394/2026. A página governamental Brasil sem Bets informa que as plataformas deveriam permanecer acessíveis somente para saques até as 23h59 de segunda-feira (5), com bloqueio das operações e da publicidade em seguida.
No Recife, o Sport venceu o São Bernardo por 2 a 1 e substituiu o antigo patrocinador ligado a apostas por uma plataforma de fotografia. O resultado ocorreu na Ilha do Retiro e mostrou como os clubes começaram a ocupar os espaços comerciais deixados vagos nas camisas.
Camisas mudam após proibição
Em Goiânia, o Goiás também venceu por 2 a 1, diante do Athletic Club. O time goiano entrou em campo sem patrocinador máster, enquanto a equipe mineira utilizou uma marca própria no local antes ocupado por uma empresa de apostas.
Ponte Preta e Juventude já não tinham patrocínio de casas de apostas no uniforme. No confronto disputado em Campinas, o Juventude venceu por 2 a 0, completando a rodada observada após o encerramento do prazo estabelecido para retirada da publicidade.
A medida provisória proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a propaganda de apostas de quota fixa no país. No site oficial criado para orientar os usuários, o governo informa que as apostas esportivas e os cassinos on-line estão proibidos desde 25 de setembro.
Clubes aguardam decisão judicial
A retirada das marcas ocorre enquanto empresas e clubes acompanham contestações judiciais e a futura análise da medida pelo Congresso. Até uma eventual decisão que altere a norma, as equipes precisam tratar a proibição como vigente e adaptar contratos, uniformes, placas e campanhas comerciais.
Para os torcedores com dinheiro ainda retido nas plataformas, a orientação oficial é diferente da situação dos patrocínios. Os bancos vinculados às empresas devem devolver automaticamente os saldos entre 9 e 14 de outubro. Quem não receber deve procurar a Caixa Econômica Federal a partir do dia 14.
No campo, a primeira rodada sem as marcas mostrou respostas variadas: novos anunciantes, projetos próprios ou espaço sem patrocinador principal. A solução depende da capacidade comercial de cada clube e das condições previstas nos contratos suspensos.
O efeito financeiro de longo prazo ainda não pode ser medido apenas pelos três jogos de terça-feira. A continuidade das substituições, o resultado das ações judiciais e a tramitação da medida provisória vão definir se a mudança será permanente ou se as marcas de apostas poderão retornar.
Em resumo
Os clubes retiraram marcas de casas de apostas para cumprir a proibição nacional que passou a valer após o prazo de 5 de outubro.
O Sport venceu o São Bernardo por 2 a 1 na Ilha do Retiro e exibiu um novo patrocinador no uniforme.
O Goiás venceu o Athletic Club por 2 a 1; o time goiano ficou sem patrocinador máster e o adversário usou uma marca própria.
Sim. O governo informa que apostas esportivas e cassinos on-line estão proibidos desde 25 de setembro de 2026.
A devolução automática está prevista entre 9 e 14 de outubro; depois disso, o usuário deve procurar a Caixa se não receber.