Política Nacional · 2026-10-03 · Redação Notícia ES

Só 51% descartam mudar o voto; reta final ainda pode mexer na eleição

Bruno Soller, da Real Time Big Data, diz que indecisos e eleitores menos convictos ainda podem provocar mudanças no resultado de domingo

Só 51% descartam mudar o voto; reta final ainda pode mexer na eleição
Só 51% descartam mudar o voto; reta final ainda pode mexer na eleição

A um dia do primeiro turno, pouco mais da metade dos eleitores brasileiros afirma estar completamente decidida sobre o voto para presidente. Segundo Bruno Soller, analista e sócio da Real Time Big Data, 51% dizem que não mudam mais de candidato.

Demais 49% apresentam algum grau de abertura para rever

Os demais 49% apresentam algum grau de abertura para rever a escolha, o que não significa que todos estejam indecisos ou que necessariamente trocarão de candidato até domingo.

“Você só tem dito ‘eu estou decidido, absolutamente decidido, não mudo’ 51% do eleitorado. Os outros 49% dão alguma margem de possibilidade de se mexer na votação”, afirmou Soller durante o Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .

A volatilidade é uma das razões pelas quais o analista recomenda cautela na leitura das últimas pesquisas antes da votação. Além dos eleitores que admitem alguma possibilidade de mudança, a Real Time identificou um grupo que ainda nem havia começado a decidir.

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Soller afirmou que 8% dos entrevistados no levantamento divulgado pela Real Time Big Data na quinta-feira (1º) disseram não ter parado para pensar em quem votar.

O grupo pode ser importante não apenas por uma eventual escolha de última hora, mas também pelo risco de não comparecimento às urnas.

“8% dos brasileiros, é muita gente, ainda disseram na pesquisa que não pararam nem para pensar em quem vão votar”, afirmou.

Para Soller, o desinteresse observado nas pesquisas qualitativas pode se traduzir em uma abstenção maior no domingo.

“Muita gente pode chegar lá na hora e falar: nem ir, nem ir votar. Eu acho que a gente pode ter nessa eleição uma abstenção mais alta”, disse.

Soller chama atenção para os jovens, grupo no qual, segundo ele, está o maior índice de indecisão. Isso abriria espaço para diferenças entre os percentuais registrados pelas pesquisas e aqueles que aparecerão nas urnas.

O analista cita Renan como um candidato que poderia eventualmente se beneficiar desse comportamento. A possibilidade foi apresentada como hipótese, e não como projeção de resultado.

“Pode ser que um voto jovem, que é onde a gente tem o maior índice de indeciso, possa ainda ir para o Renan. O Renan pode ter uma votação um pouco mais alta do que a gente está prevendo? Pode”, afirmou.

O tamanho dessas mudanças — e, principalmente, quais candidatos podem se beneficiar delas — só será conhecido com a votação de domingo.

Em resumo

O que aconteceu?

A um dia do primeiro turno, pouco mais da metade dos eleitores brasileiros afirma estar completamente decidida sobre o voto para presidente. Segundo Bruno Soller, analista e sócio da Real Time Big Data, 51% dizem que não mudam mais de candidato.

Qual é o ponto principal?

Os demais 49% apresentam algum grau de abertura para rever a escolha, o que não significa que todos estejam indecisos ou que necessariamente trocarão de candidato até domingo.

Quais são os dados mais importantes?

“Você só tem dito ‘eu estou decidido, absolutamente decidido, não mudo’ 51% do eleitorado. Os outros 49% dão alguma margem de possibilidade de se mexer na votação”, afirmou Soller durante o Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .

Qual é o contexto?

A volatilidade é uma das razões pelas quais o analista recomenda cautela na leitura das últimas pesquisas antes da votação. Além dos eleitores que admitem alguma possibilidade de mudança, a Real Time identificou um grupo que ainda nem havia começado a decidir.

Quais são os próximos desdobramentos?

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Fontes