Justiça · 2026-10-08 · Redação Notícia ES

STF marca análise de denúncia contra Oswaldo Eustáquio para 16 de outubro

Blogueiro bolsonarista é acusado de associação criminosa na participação dos atos de 8 de Janeiro; sessão avaliará se há indícios para abertura formal de ação criminal

STF marca análise de denúncia contra Oswaldo Eustáquio para 16 de outubro
STF marca análise de denúncia contra Oswaldo Eustáquio para 16 de outubro

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) deve analisar a partir de 16 de outubro a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio por associação criminosa na participação dos atos de 8 de janeiro.

Caso foi liberado para julgamento pelo ministro Alexandre

O caso foi liberado para julgamento pelo ministro Alexandre de Moraes , que é o relator do processo, e agendado pela ministra Cármen Lúcia , que é a presidente da Primeira Turma.

A sessão de análise será virtual . Nesse modelo, os ministros têm uma semana para registrarem os votos no sistema eletrônico do processo e não debatem o caso.

Na análise da denúncia, os ministros não avaliam se Eustáquio é culpado ou não as acusações, apenas se a PGR apresentou indícios mínimos de que houve crime para que a Corte possa abrir uma ação criminal e começar a produção de provas.

Eustáquio participou dos acampamentos em frente ao Quartel-General

De acordo com a denúncia, Eustáquio participou dos acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e registrou o episódio nas redes sociais.

A ação, para a PGR, configura mobilização para deslegitimar o sistema eleitoral e atacar o Estado Democrático de Direito.

Ele chegou a ser preso, foi liberado e, depois, se mudou para Espanha, sendo considerado hoje foragido da Justiça .

A CNN tenta contato com a defesa de Eustáquio para posicionamento e aguarda resposta. O espaço segue aberto.

O ministro Alexandre de Moraes arquivou em 4 de setembro a investigação contra o senador Marcos do Val (Avante-ES) , os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo.

A decisão acolheu parecer da PGR, segundo o qual as provas não sustentam uma denúncia.

A Polícia Federal havia indiciado os quatro por suspeita de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime .

A apuração mirava uma campanha de ataques e exposição de agentes públicos envolvidos em investigações conduzidas no STF, sobretudo pelo delegado da PF Fábio Shor .

Segundo a PGR, a apuração reuniu postagens em redes sociais, registros telefônicos, conversas, dados fiscais e financeiros e depoimentos.

O órgão reconheceu que houve ações voltadas a atingir a imagem de agentes da PF e do STF e que, em alguns casos, foi ultrapassado "o limite da tolerância diferenciada imposta àqueles que servem ao público" .

Apesar disso, a PGR concluiu que o material não bastava para uma denúncia pelos crimes apontados pela PF.

No parecer, o órgão afirma que as provas "não lograram demonstrar a existência de articulação estruturada" para incitar crimes contra agentes públicos ou obstruir investigações específicas.

Em resumo

O que aconteceu?

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) deve analisar a partir de 16 de outubro a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio por associação criminosa na participação dos atos de 8 de janeiro.

Qual é o ponto principal?

O caso foi liberado para julgamento pelo ministro Alexandre de Moraes , que é o relator do processo, e agendado pela ministra Cármen Lúcia , que é a presidente da Primeira Turma.

Quais são os dados mais importantes?

A sessão de análise será virtual . Nesse modelo, os ministros têm uma semana para registrarem os votos no sistema eletrônico do processo e não debatem o caso.

Qual é o contexto?

Na análise da denúncia, os ministros não avaliam se Eustáquio é culpado ou não as acusações, apenas se a PGR apresentou indícios mínimos de que houve crime para que a Corte possa abrir uma ação criminal e começar a produção de provas.

Quais são os próximos desdobramentos?

De acordo com a denúncia, Eustáquio participou dos acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e registrou o episódio nas redes sociais.

Fontes