STF vai reexaminar acesso da polícia a celulares e julgar castração de animais
Sessão virtual também inclui discussões sobre gratificações no Ministério Público, caça de espécies invasoras e regras da Polícia Penal

• STF volta a analisar regras para o acesso da polícia a dados de celulares apreendidos; • Ministros vão avaliar a constitucionalidade de lei paulista que exige castração; e • Pauta inclui ainda gratificações no Ministério Público e controle de espécies invasoras.
O contexto da decisão judicial
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou, nesta sexta-feira, 6, uma nova rodada de julgamentos no plenário virtual.
Entre os principais processos estão a revisão de regras para o acesso da polícia a dados de celulares e a análise de uma lei que exige a castração de filhotes de cães e gatos em estabelecimentos comerciais.
A sessão termina em 13 de novembro e reúne 91 processos, conforme levantamento divulgado pela Corte.
Detalhes e consequências do caso
Também estão na agenda discussões sobre o pagamento de gratificações a integrantes do Ministério Público, o controle populacional de espécies invasoras, o funcionamento da Polícia Penal de Rondônia e a renegociação de dívidas pelo governo do Maranhão.
Um dos processos em análise é relatado pelo ministro Dias Toffoli e trata das condições em que policiais podem acessar informações em celulares durante investigações criminais.
Em junho de 2025, o STF estabeleceu regras para o procedimento. Na ocasião, decidiu, por unanimidade, que a apreensão não depende de autorização judicial, mas o acesso aos dados armazenados no aparelho deve respeitar condições.
De acordo com a decisão, quando um telefone é encontrado casualmente, a polícia pode consultar informações sem autorização prévia da Justiça, desde que a medida tenha como finalidade exclusiva identificar o proprietário do aparelho ou esclarecer a autoria de um possível crime.
Essa providência deverá ser justificada posteriormente.
A situação é diferente quando o smartphone é apreendido durante uma investigação ou prisão em flagrante. Nesses casos, o acesso às informações depende do consentimento livre e expresso do titular dos dados ou de autorização judicial fundamentada.
Os ministros também permitiram que a polícia adote medidas para preservar dados e metadados armazenados no aparelho antes da autorização judicial, com posterior justificativa.
Agora, o Supremo examinará recursos apresentados contra a decisão. Os chamados embargos de declaração apontam possíveis omissões e contradições no julgamento anterior.
Outro julgamento envolve uma lei do Estado de São Paulo que estabelece a castração cirúrgica de filhotes de cães e gatos como condição para o funcionamento regular de canis e gatis.
A norma, aprovada em 2024, é questionada pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação e pelo Instituto Pet Brasil.
As entidades recorreram ao Supremo para contestar a constitucionalidade da exigência.
A ação, registrada como ADI n° 7.704, está sob a relatoria de Flávio Dino.
O julgamento deverá definir se a legislação estadual é compatível com a Constituição. A discussão envolve a proteção, a saúde e o bem-estar dos animais, além das condições impostas ao exercício das atividades econômicas de criação e comercialização.
Em resumo
• STF volta a analisar regras para o acesso da polícia a dados de celulares apreendidos; • Ministros vão avaliar a constitucionalidade de lei paulista que exige castração; e • Pauta inclui ainda gratificações no Ministério Público e controle de espécies invasoras.
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou, nesta sexta-feira, 6, uma nova rodada de julgamentos no plenário virtual.
Entre os principais processos estão a revisão de regras para o acesso da polícia a dados de celulares e a análise de uma lei que exige a castração de filhotes de cães e gatos em estabelecimentos comerciais.
A sessão termina em 13 de novembro e reúne 91 processos, conforme levantamento divulgado pela Corte.
Também estão na agenda discussões sobre o pagamento de gratificações a integrantes do Ministério Público, o controle populacional de espécies invasoras, o funcionamento da Polícia Penal de Rondônia e a renegociação de dívidas pelo governo do Maranhão.