Política Nacional · 2026-10-05 · Redação Notícia ES

Suplentes eleitos podem mudar bancadas do Senado

A eleição de 54 senadores também definiu 108 suplentes, que poderão assumir mandatos em afastamentos, renúncias ou vacâncias até 2035.

Suplentes eleitos podem mudar bancadas do Senado
Suplentes eleitos podem mudar bancadas do Senado

A eleição de domingo (4) definiu 54 senadores e, junto com eles, 108 suplentes que poderão ocupar cadeiras durante os mandatos iniciados em fevereiro de 2027. Cada chapa registra dois substitutos, chamados na ordem em caso de afastamento temporário ou definitivo do titular.

O levantamento publicado pelo g1 nesta segunda-feira (5) detalha os nomes inscritos nas chapas. A Agência Senado, em apuração própria, confirmou que as vagas em disputa têm mandato até 2035 e que 40 dos eleitos são novos na Casa, enquanto 14 conseguiram a reeleição.

O suplente não recebe votos em separado. A escolha ocorre na mesma chapa do candidato ao Senado, por isso a definição feita nas urnas alcança também quem poderá exercer o mandato ao longo dos oito anos seguintes. A regra torna relevante conhecer os dois nomes registrados por cada titular.

Substituições alteram forças políticas

A possibilidade de troca não é remota. Segundo os dados reunidos pelo g1, 42 suplentes já exerceram o mandato na legislatura atual e dez estavam no cargo quando o levantamento foi publicado. Entre 2023 e 2026, 28 substitutos chegaram a ocupar uma cadeira, por licença, renúncia, morte ou afastamento do titular.

Uma convocação pode alterar a composição partidária e regional do Senado, ainda que o substituto tenha sido eleito na mesma chapa. O impacto cresce quando o titular assume um ministério, disputa outro cargo ou se licencia por mais de 120 dias. Nesses casos, o primeiro suplente passa a votar projetos, indicações de autoridades e propostas de emenda à Constituição.

A renovação de 2026 amplia essa atenção. Dos 32 senadores que tentaram permanecer no cargo, 14 foram reeleitos, índice de 43,7%. A Agência Senado calculou renovação de 74% das 54 cadeiras submetidas ao voto, o que combina uma entrada expressiva de titulares novos com uma extensa lista de possíveis substitutos.

Famílias ocupam suplências estratégicas

Algumas chapas chamam atenção pelos vínculos familiares. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro terá o irmão Diego Torres como primeiro suplente, e Bia Kicis registrou o filho Samuel Kicis nessa posição. No Amazonas, Eduardo Braga terá a esposa Sandra Braga, que já o substituiu em 2015, quando ele assumiu o Ministério de Minas e Energia.

No Pará, Helder Barbalho terá o pai, Jader Barbalho, como primeiro suplente. A presença de parentes não é proibida pela legislação eleitoral, mas reforça a importância da transparência sobre quem pode receber o mandato sem uma nova votação popular.

As suplências também são usadas para acomodar alianças regionais, dirigentes partidários e apoiadores capazes de agregar recursos políticos à campanha. Para o eleitor, a lista mostra que o voto para senador decide mais do que o nome que aparece como titular: ele entrega à chapa inteira a possibilidade de representar o estado até 2035.

Em resumo

Quantos suplentes foram eleitos em 2026?

As 54 chapas vencedoras para o Senado registraram dois suplentes cada uma, totalizando 108 nomes.

Quando um suplente pode assumir?

O substituto é convocado, pela ordem da chapa, em afastamentos temporários ou definitivos do senador titular.

Qual é a duração dos mandatos?

Os senadores eleitos em 2026 terão mandato de oito anos, de fevereiro de 2027 a janeiro de 2035.

Quantos senadores novos foram eleitos?

Quarenta dos 54 eleitos são novos na Casa e 14 foram reeleitos, segundo a Agência Senado.

O eleitor vota separadamente no suplente?

Não. Os dois suplentes integram a chapa do candidato a senador e são escolhidos no mesmo voto dado ao titular.

Fontes