Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11): qual ação pode ganhar mais com dólar em alta?
Suzano e Klabin reagiram à alta do dólar após a eleição. Veja suportes, resistências e qual ação apresenta maior força técnica agora.

A forte alta do dólar após o segundo turno colocou Suzano ( SUZB3 ) e Klabin ( KLBN11 ) novamente no radar dos investidores.
Duas companhias têm receitas relevantes no mercado externo e
As duas companhias têm receitas relevantes no mercado externo e podem ser favorecidas por um real mais fraco, mas chegam ao novo cenário cambial com configurações técnicas bastante diferentes.
Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dólar avançou 8,25%, a R$ 5,403 , depois de atingir R$ 5,605 na máxima. Na direção oposta, o Ibovespa despencou 13,88%, aos 176.608 pontos .
Foi justamente entre as exportadoras que apareceram algumas das poucas altas da sessão. A Suzano liderou o Ibovespa, com avanço de 10,08% , enquanto a Klabin subiu 3,24% .
Embraer, WEG e Vale também ficaram entre as exceções
Embraer, WEG e Vale também ficaram entre as exceções em um pregão marcado pela forte reprecificação dos ativos brasileiros.
Nesta terça-feira (27), porém, parte desses movimentos passa por uma acomodação. Por volta das 12h57 , o Ibovespa subia 0,14%, aos 176.848 pontos , depois de oscilar entre 175.157 e 178.526 pontos .
O dólar, por sua vez, devolvia parte da disparada da véspera. Às 12h56, a moeda americana era vendida a R$ 5,330, em queda de 1,35% , após atingir R$ 5,412 na máxima e R$ 5,308 na mínima .
Entre as duas papeleiras, o pregão também mostrava perda de força após a valorização da segunda-feira. SUZB3 caía 0,21%, a R$ 47,30 , depois de oscilar entre R$ 46,10 e R$ 47,84 . Já KLBN11 recuava 1,06%, a R$ 18,61 , com mínima de R$ 18,45 e máxima de R$ 19,04 .
A reação recente representa uma inversão em relação ao observado depois do primeiro turno.
Na ocasião, com a valorização do real, Suzano e outras exportadoras ficaram entre os poucos papéis que não acompanharam o forte avanço da Bolsa.
Agora, com o câmbio em um patamar mais elevado, essas empresas voltaram ao centro das atenções.
Mas Suzano ou Klabin: qual ação está mais bem posicionada tecnicamente para aproveitar um dólar mais forte?
Os gráficos mostram situações distintas. SUZB3 rompeu para cima com forte volume e abriu um gap expressivo , enquanto KLBN11 ainda trabalha dentro de uma estrutura lateral , apesar da forte entrada compradora registrada na segunda-feira.
Bolsas dos EUA avançam de olho em balanços e decisão sobre juros
Banco vê riscos fiscais maiores para os ativos brasileiros e migra para empresas com receitas em dólar e menor dependência da economia doméstica
No gráfico diário, a Suzano ( SUZB3 ) ganhou forte impulso comprador no último pregão, quando avançou 10,08%, aos R$ 47,40 . A ação abriu um grande gap de alta , oscilou entre R$ 45,80 e R$ 48,42 e registrou forte expansão do volume financeiro, bem acima da média recente.
O movimento retirou o papel da parte inferior da formação de alargamento observada no gráfico e recolocou o preço acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos , melhorando a configuração técnica de curto prazo.
Mesmo após a disparada, o IFR (14) encerrou em 66,67 pontos , ainda abaixo da região considerada de sobrecompra. Isso indica que ainda existe espaço técnico para continuidade do avanço.
Por outro lado, a valorização superior a 10% em apenas uma sessão e o afastamento em relação às médias também aumentam a possibilidade de realização de lucros ou fechamento parcial do gap nos próximos pregões.
O comportamento desta terça-feira reforça essa necessidade de cautela. Por volta das 12h57, SUZB3 recuava 0,21%, a R$ 47,30 , após tocar R$ 47,84 na máxima e R$ 46,10 na mínima, em um movimento de acomodação depois da forte arrancada da véspera.
Em resumo
A forte alta do dólar após o segundo turno colocou Suzano ( SUZB3 ) e Klabin ( KLBN11 ) novamente no radar dos investidores. As duas companhias têm receitas relevantes no mercado externo e podem ser favorecidas por um real mais fraco, mas chegam ao novo cenário cambial com configurações técnicas bastante diferentes.
Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dólar avançou 8,25%, a R$ 5,403 , depois de atingir R$ 5,605 na máxima. Na direção oposta, o Ibovespa despencou 13,88%, aos 176.608 pontos .
Foi justamente entre as exportadoras que apareceram algumas das poucas altas da sessão. A Suzano liderou o Ibovespa, com avanço de 10,08% , enquanto a Klabin subiu 3,24% . Embraer, WEG e Vale também ficaram entre as exceções em um pregão marcado pela forte reprecificação dos ativos brasileiros.
Nesta terça-feira (27), porém, parte desses movimentos passa por uma acomodação. Por volta das 12h57 , o Ibovespa subia 0,14%, aos 176.848 pontos , depois de oscilar entre 175.157 e 178.526 pontos .
O dólar, por sua vez, devolvia parte da disparada da véspera. Às 12h56, a moeda americana era vendida a R$ 5,330, em queda de 1,35% , após atingir R$ 5,412 na máxima e R$ 5,308 na mínima .