Suzano (SUZB3) sobe com dólar alto, mas o que esperar das ações daqui para frente?
JPMorgan avalia que companhia ainda tem potencial de valorização mesmo após a forte alta registrada em meio à disparada do dólar

A Suzano ( SUZB3 ) ainda tem potencial de valorização mesmo após a forte alta registrada na segunda-feira (26) em meio à disparada do dólar, segundo o JPMorgan.
Banco calcula que as ações podem chegar a R$
O banco calcula que as ações podem chegar a R$ 74,30, o que representa uma alta de 57% em relação ao fechamento considerado em sua análise, de R$ 47,40.
O relatório foi divulgado após uma sessão de forte aversão ao risco nos mercados brasileiros, marcada por uma queda de cerca de 14% do Ibovespa e pela primeira acionamento de mecanismos de circuit breaker desde 2020.
O dólar chegou a superar R$ 5,60 e encerrou o dia a R$ 5,42, com alta superior a 8% ante o fechamento anterior.
Nesse cenário, os papéis da Suzano avançaram cerca
Nesse cenário, os papéis da Suzano avançaram cerca de 10%, beneficiados pela exposição cambial da companhia .
Levantamento da Elos Ayta mostra que a perda de R$ 734 bilhões em um pregão consumiu 75,5% da valorização acumulada pela Bolsa brasileira em 2026 até a sexta-feira anterior
A alta registrada na segunda-feira, na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi a maior da moeda americana em 23 anos
O JPMorgan reiterou sua recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e avalia que o mercado ainda não incorpora integralmente os benefícios de uma eventual desvalorização adicional do real.
Além do câmbio, o banco vê espaço para uma reavaliação das ações com a redução do endividamento e os ganhos de eficiência operacional.
Em um dos exercícios de avaliação, o JPMorgan considerou o dólar a R$ 5,42 e aplicou um múltiplo de 6 vezes o valor da firma sobre o EBITDA (EV/EBITDA) projetado para 2027.
O cálculo resultou em um preço implícito de R$ 74,30 por ação, 57% acima da cotação de R$ 47,40 usada como referência.
Em uma segunda simulação, o banco calculou qual taxa de câmbio eliminaria o potencial de valorização dos papéis, mantendo o mesmo múltiplo.
Com a celulose de fibra curta a US$ 600 por tonelada, esse ponto de equilíbrio seria alcançado com o dólar a R$ 4,30, cerca de 21% abaixo da cotação à vista considerada.
Em um cenário mais conservador, com a celulose a US$ 550 por tonelada, o câmbio necessário para eliminar o potencial de alta seria de R$ 5,00 por dólar, aproximadamente 8% abaixo da cotação de referência.
Os cálculos reforçam, na avaliação do JPMorgan, que as ações continuam descontadas mesmo após a recuperação recente.
Em seu cenário-base, que considera dólar a R$ 5,18 e celulose a US$ 600 por tonelada, o banco vê potencial de valorização de cerca de 52% em relação aos níveis de preço considerados na análise.
Para o JPMorgan, a próxima etapa de valorização pode vir principalmente de iniciativas internas da companhia, com prioridade para a redução do endividamento e a disciplina na alocação de capital.
A administração também sinalizou que não pretende realizar aquisições que exijam grandes desembolsos de caixa.
Uma das frentes é a monetização de ativos próprios, especialmente terras, florestas e portos. A estratégia busca gerar recursos recorrentes sem comprometer a flexibilidade operacional da empresa.
O banco também destaca os esforços para reduzir estruturalmente os custos por meio do aumento da produtividade florestal. Segundo estimativa da administração, cada ganho de 1 metro cúbico por hectare ao ano pode representar cerca de R$ 1 bilhão em valor presente líquido.
O plano inclui melhorias em silvicultura e genética, além da redução do consumo de madeira e produtos químicos nas fábricas.
Na frente de crescimento, a Suzano pretende manter uma estratégia disciplinada, concentrada em oportunidades escaláveis nos negócios a jusante, por meio da Arbex.
A companhia também considera possíveis parcerias para acelerar a entrada nesses mercados, com foco em projetos que ampliem o retorno sobre o capital investido.
O JPMorgan aponta que, quando a alavancagem atingir cerca de 2,5 vezes, a estratégia de alocação de capital da Suzano deverá mudar.
A partir desse patamar, a companhia pretende investir apenas em projetos com retorno superior ao retorno exigido sobre o capital e devolver recursos aos acionistas nos demais casos.
Esse movimento pode abrir espaço para elevar a distribuição de dividendos para além da referência de aproximadamente 25% do lucro líquido, além de manter os programas de recompra de ações.
Em resumo
A Suzano ( SUZB3 ) ainda tem potencial de valorização mesmo após a forte alta registrada na segunda-feira (26) em meio à disparada do dólar, segundo o JPMorgan. O banco calcula que as ações podem chegar a R$ 74,30, o que representa uma alta de 57% em relação ao fechamento considerado em sua análise, de R$ 47,40.
O relatório foi divulgado após uma sessão de forte aversão ao risco nos mercados brasileiros, marcada por uma queda de cerca de 14% do Ibovespa e pela primeira acionamento de mecanismos de circuit breaker desde 2020. O dólar chegou a superar R$ 5,60 e encerrou o dia a R$ 5,42, com alta superior a 8% ante o fechamento anterior. Nesse cenário, os papéis da Suz
Levantamento da Elos Ayta mostra que a perda de R$ 734 bilhões em um pregão consumiu 75,5% da valorização acumulada pela Bolsa brasileira em 2026 até a sexta-feira anterior
A alta registrada na segunda-feira, na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi a maior da moeda americana em 23 anos
O JPMorgan reiterou sua recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e avalia que o mercado ainda não incorpora integralmente os benefícios de uma eventual desvalorização adicional do real. Além do câmbio, o banco vê espaço para uma reavaliação das ações com a redução do endividamento e os ganhos de eficiência operacion