Tarcísio confirma nova demissão de PM no caso Leandro Lo
Governo paulista publicou novo ato contra o tenente Henrique Velozo; defesa anunciou recurso e processo criminal permanece em discussão judicial.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, demitiu novamente da Polícia Militar o tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo, envolvido na morte do campeão de jiu-jítsu Leandro Lo. O novo ato foi publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (21).
Segundo a Jovem Pan, a medida retoma uma decisão administrativa aplicada em setembro de 2025 e posteriormente revertida por ordem judicial. Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri em novembro do mesmo ano, mas a situação funcional e o processo criminal seguem caminhos jurídicos distintos.
A primeira demissão decorreu de procedimento disciplinar na estrutura da Polícia Militar e passou pela Justiça Militar. A defesa obteve a reintegração em outubro de 2025. O governo paulista recorreu e voltou a formalizar o desligamento após nova decisão que permitiu a execução do ato administrativo.
O advogado Claudio Dalledone, que representa o tenente, informou que recorrerá novamente. A reação abre outra etapa de disputa sobre a permanência do policial nos quadros da corporação e sobre os efeitos das decisões anteriores. Até a análise do recurso, o ato publicado pelo governo permanece como a medida oficial anunciada.
Ato administrativo foi retomado
A Folha de S.Paulo confirmou a publicação e informou que a autorização judicial permitiu a demissão antes do encerramento definitivo do processo na Justiça Militar. Isso significa que a decisão funcional não precisou aguardar o trânsito em julgado de todas as discussões relacionadas ao caso.
O processo disciplinar examina deveres e conduta exigidos de um integrante da Polícia Militar. Já o Tribunal do Júri avaliou a responsabilidade criminal de Velozo pela morte de Leandro Lo. A absolvição na esfera penal não encerrou automaticamente a controvérsia administrativa, que possui regras, provas e consequências próprias.
O episódio ocorreu em agosto de 2022, durante um evento no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo. Velozo admitiu ter efetuado o disparo, mas alegou legítima defesa. O júri acolheu a tese defensiva em 2025 e o absolveu. A acusação e representantes da família contestaram o resultado.
Defesa anuncia novo recurso
O UOL também noticiou o novo desligamento e a intenção de recurso da defesa. A publicação registra que a reintegração anterior havia restabelecido o vínculo do tenente, enquanto o governo insistia na validade da sanção aplicada após o procedimento disciplinar.
Paralelamente, o Ministério Público recorreu da absolvição decidida pelos jurados. Esse recurso ainda precisa ser julgado, de acordo com as informações divulgadas nesta quarta-feira. A existência da apelação impede tratar o processo criminal como uma controvérsia definitivamente encerrada, embora a absolvição continue válida enquanto não houver nova decisão.
A nova demissão produz efeito na carreira policial, mas não substitui o julgamento dos recursos criminais ou administrativos. Cada instância deverá examinar os pedidos que lhe cabem. O ponto confirmado nesta quarta-feira é a publicação do ato pelo governo paulista; a permanência de seus efeitos dependerá das próximas decisões judiciais.
Em resumo
O tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo foi alvo de novo ato de demissão publicado pelo governo paulista.
O ato foi publicado no Diário Oficial em 21 de outubro de 2026.
Sim. O advogado do tenente informou que apresentará novo recurso.
Sim. O Tribunal do Júri o absolveu em novembro de 2025, mas o Ministério Público recorreu.
Não. A sanção administrativa e a discussão criminal tramitam em esferas diferentes.