Tarcísio exalta fim da cracolândia enquanto registro de dependentes de alta complexidade dobra no centro de SP
No primeiro semestre deste ano foram identificados 447 usuários de drogas crônicos no centro de SP; no mesmo período em 2025 eram 222

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Contexto
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Apesar do anúncio do fim da cracolândia , explorado pela campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o fluxo de usuários de drogas no centro de São Paulo teve aumento expressivo neste ano no registro de casos graves monitorados.
Segundo dados do relatório do programa municipal anticrack, o número de dependentes químicos classificados como de alta complexidade, sob acompanhamento intensivo das equipes de saúde, chegou a 447 no centro no primeiro semestre de 2026. Trata-se de mais que o dobro do registrado nos primeiros cinco meses de 2025, quando havia 222 usuários mapeados nessa categoria.
Desdobramentos
Classificados pela gestão do prefeito Ricardo Nunes ( MDB ) como casos Mais Vulneráveis (MV), esses usuários acumulam a dependência severa de drogas com comorbidades clínicas graves, como tuberculose, HIV e transtornos psiquiátricos, além de apresentarem extenso histórico de recusa a tratamentos.
Entre janeiro e junho de 2026, as equipes municipais de saúde efetuaram 3.965 abordagens direcionadas exclusivamente a esse público na região central, o que resulta em uma média de nove atendimentos individuais por pessoa no semestre.
O fim da cracolândia , tema também pela campanha de Guilherme Derrite (PP), que disputa uma das duas vagas ao Senado por São Paulo , foi decretado pelas gestões municipal e estadual em maio do ano passado.
Na ocasião, a aglomeração de dependentes químicos que ocupava parte da rua dos Protestantes, no Campos Elíseos, se desfez . Apesar da desmobilização, pequenos grupos de usuários continuaram a se formar pelo centro.
Na campanha eleitoral de Tarcísio, são exibidas imagens da transformação do ponto de concentração de usuários em uma praça com quadra e parquinho.
No início de julho, Nunes e Tarcísio compareceram à inauguração do local revitalizado, batizado de Praça do Triunfo . Posaram para fotos chutando bola de futebol e fazendo arremessos na cesta de basquete. O deputado estadual André do Prado (PL), candidato ao Senado por São Paulo, também participou.
Clarice Madruga, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do Lecuca (Levantamento de Cenas de Uso em Capitais), diz que o fim de um ponto central de aglomeração faz com que os usuários se reúnam em pequenos grupos para usar o crack.
Seus estudos apontam que, até 2024, houve aumento anual de 20% de novos dependentes químicos nas ruas da capital paulista. "A torneira nunca fechou", diz. "Existe uma prevalência alta de pessoas com transtornos no Brasil de forma geral e uma carência muito grande de equipamentos que cuidem dessas pessoas antes que cheguem nesse grau tão grave de abandonar a família e ir para uma cena de uso."
Em resumo
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Apesar do anúncio do fim da cracolândia , explorado pela campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o fluxo de usuários de drogas no centro de São Paulo teve aumento expressivo neste ano no registro de casos graves monitorados.
Segundo dados do relatório do programa municipal anticrack, o número de dependentes químicos classificados como de alta complexidade, sob acompanhamento intensivo das equipes de saúde, chegou a 447 no centro no primeiro semestre de 2026. Trata-se de mais que o dobro do registrado nos primeiros cinco meses de 2025, quando havia 222 usuários mapeados nessa cat
Classificados pela gestão do prefeito Ricardo Nunes ( MDB ) como casos Mais Vulneráveis (MV), esses usuários acumulam a dependência severa de drogas com comorbidades clínicas graves, como tuberculose, HIV e transtornos psiquiátricos, além de apresentarem extenso histórico de recusa a tratamentos.