Política ES · 2026-10-23 · Redação Notícia ES

Taxas têm baixas leves com mercado mantendo vitória de Flávio sobre Lula

Expectativa em torno da eleição deixou em segundo plano durante o dia o resultado do IPCA-15 de outubro e a alta dos rendimentos ‌dos Treasuries no exterior

Taxas têm baixas leves com mercado mantendo vitória de Flávio sobre Lula
Taxas têm baixas leves com mercado mantendo vitória de Flávio sobre Lula

SÃO PAULO, 23 Out (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam ⁠com leves baixas a sessão de sexta-feira, a última antes do segundo turno da ⁠eleição presidencial, com boa parte dos investidores mantendo a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz ‌Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, ainda que os dois estejam empatados nas intenções de voto, conforme a pesquisa Datafolha.

Expectativa em torno da eleição deixou em segundo plano

A expectativa em torno da eleição deixou em segundo plano durante o dia o resultado do IPCA-15 de outubro e a alta dos rendimentos ‌dos Treasuries no exterior.

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Gráficos diário e semanal mostram os níveis que podem definir a direção da Bolsa após a votação

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,86%, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,886% da sessão anterior.

Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,735%, com recuo de 3 pontos-base ante 12,762%.

O Datafolha informou na noite de quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados com 50% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, que acontecerá no ⁠próximo ‌domingo.

Na semana passada, Flávio tinha 51% e Lula somava 49% dos votos válidos, que não consideram brancos, nulos e indecisos.

No primeiro ⁠turno, Flávio venceu com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Considerando as intenções de votos totais, Flávio somou 47% e Lula teve 46% na pesquisa mais recente, com 2% de indecisos e 5% de brancos, nulos ou que não pretendem votar.

Apesar do acirramento da disputa, boa parte do mercado seguiu posicionado para uma vitória de Flávio. A percepção de muitos agentes é de que, apesar da aproximação, Flávio se mantém à frente de Lula e haveria pouco tempo para uma virada.

“Flávio Bolsonaro ​é o favorito por uma margem estreita no segundo turno de domingo, mas Lula reduziu a diferença nas pesquisas a um empate estatístico.

Uma virada de Lula não é impossível; porém, as pesquisas subestimaram Flávio no primeiro turno, e é mais ​difícil mobilizar o eleitorado de base de Lula”, pontuou em relatório Mario Lima, analista sênior para Brasil da Medley Advisors.

A leitura de boa parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas — mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

“Uma vitória de Flávio prolongaria o rali nos mercados, mas a falta de um plano fiscal detalhado encerraria a lua de mel em poucos meses”, alertou Lima.

A ‌taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a marcar a máxima de 12,865% (+10 pontos-base) ​às 10h31 desta sexta-feira, na esteira dos números do Datafolha e da alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, mas durante a tarde ela zerou as perdas e, na reta final, passou a exibir leve baixa.

O movimento ocorreu em sintonia com o enfraquecimento do dólar e a alta do Ibovespa, com alguns investidores ⁠antecipando operações na expectativa de uma vitória de Flávio.

Deixado em ​segundo plano por conta da eleição, ​o IPCA-15 de outubro, divulgado pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,32% ante o mês anterior, após aumento de 0,70% em setembro.

A desaceleração ⁠foi maior que o esperado pelo mercado, que projetava taxa de 0,43%.

Considerado ​uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 acumulou alta de 4,62% nos 12 meses até outubro — abaixo da projeção de 4,73% do mercado, mas ainda acima do teto de 4,50% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.

Em resumo

O que aconteceu?

SÃO PAULO, 23 Out (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam ⁠com leves baixas a sessão de sexta-feira, a última antes do segundo turno da ⁠eleição presidencial, com boa parte dos investidores mantendo a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz ‌Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, ainda que os dois estejam empatados nas in

Qual é o ponto principal?

A expectativa em torno da eleição deixou em segundo plano durante o dia o resultado do IPCA-15 de outubro e a alta dos rendimentos ‌dos Treasuries no exterior.

Quais são os dados mais importantes?

Bolsas dos EUA recuam com sell-off do setor de tecnologia

Qual é o contexto?

Gráficos diário e semanal mostram os níveis que podem definir a direção da Bolsa após a votação

Quais são os próximos desdobramentos?

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,86%, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,886% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,735%, com recuo de 3 pontos-base ante 12,762%.

Fontes