Tecnologia · 2026-10-03 · Redação Notícia ES

Tecnologia eleitoral completa 30 anos no Brasil

Urna eletrônica estreou em 57 municípios em 1996 e chega ao pleito de 2026 com novos recursos de acessibilidade e auditoria.

Tecnologia eleitoral completa 30 anos no Brasil
Tecnologia eleitoral completa 30 anos no Brasil

A urna eletrônica completa 30 anos de uso nas eleições brasileiras em 2026. Criado pela Justiça Eleitoral para substituir cédulas de papel e acelerar a apuração, o equipamento começou a operar parcialmente em 1996 e alcançou todo o eleitorado quatro anos depois.

A Agência Brasil reconstruiu a trajetória do sistema nesta sexta-feira (3). O Tribunal Superior Eleitoral confirma que a primeira experiência alcançou 57 municípios, incluindo capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores, o equivalente a cerca de um terço do eleitorado da época.

O projeto começou a ser desenvolvido em 1995 por uma comissão técnica. O equipamento foi inicialmente chamado de Coletor Eletrônico de Votos e passou por expansão em 1998, antes de ser adotado em todo o país nas eleições municipais de 2000.

Adoção começou em 57 municípios

A mudança alterou duas etapas centrais da eleição: o registro da escolha e a contagem dos votos. A votação eletrônica reduziu o contato humano com cédulas durante a apuração e permitiu divulgar resultados nacionais no mesmo dia, mesmo em um país com milhares de locais de votação.

O hardware e os programas também foram modificados ao longo das décadas. A foto das candidaturas passou a ser exibida em 1998; cerimônias de lacração e testes de integridade foram incorporados ao processo; e a inspeção dos códigos-fonte entrou no calendário permanente de fiscalização.

Em 2026, a interface ganhou recursos adicionais de acessibilidade. A tela apresenta intérprete de Libras em etapas da votação e uma barra de progresso. O terminal também informa quantos dígitos são esperados em cada cargo, ajudando o eleitor a acompanhar a sequência de escolhas.

Auditorias acompanham cada etapa

A urna funciona sem conexão direta à internet, Wi-Fi ou Bluetooth durante a votação. Ao fim do expediente, os dados são gravados em mídia protegida por criptografia e assinatura digital. O equipamento também imprime o boletim de urna com o resultado daquela seção eleitoral.

Esse boletim pode ser comparado aos números recebidos pelo sistema de totalização. Partidos, federações, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, Congresso e entidades fiscalizadoras estão entre os grupos autorizados a acompanhar diferentes fases do processo.

O conjunto de verificações inclui abertura do código-fonte, Teste Público de Segurança, lacração dos sistemas, testes de integridade, Registro Digital do Voto e divulgação de arquivos eleitorais. Cada mecanismo examina uma parte do caminho entre a preparação do equipamento e a publicação do resultado.

A tecnologia que chega à eleição de 2026 é resultado de mudanças graduais, não de um único modelo preservado por três décadas. A estrutura básica de votação eletrônica permanece, enquanto processamento, acessibilidade, armazenamento e instrumentos de fiscalização são atualizados a cada novo ciclo.

Em resumo

Quando a urna eletrônica começou a ser usada?

O equipamento estreou nas eleições municipais de 1996, inicialmente em 57 municípios brasileiros.

Quando a votação eletrônica chegou a todo o país?

A adoção nacional ocorreu nas eleições municipais de 2000, quatro anos após a primeira experiência.

A urna fica conectada à internet?

Não. O equipamento opera sem conexão direta à internet, Wi-Fi ou Bluetooth durante a votação.

Quais recursos de acessibilidade existem em 2026?

A interface inclui intérprete de Libras, barra de progresso e indicação da quantidade de dígitos esperada por cargo.

Como o resultado de uma seção pode ser conferido?

O boletim impresso pela urna pode ser comparado com os dados divulgados pelo sistema de totalização.

Fontes