Tesouro Direto: taxas disparam e renovam pico pós-eleições antes do Copom
Taxas sobem em todos os vencimentos no retorno do feriado de Finados, em dia de início da reunião do Copom e em meio à defesa, pelo coordenador do programa de Lula, de proposta para cortar a Selic a 7,5%

As taxas dos títulos do Tesouro Direto abriram em forte alta em todos os vencimentos nesta terça-feira (3), na volta do feriado de Finados e no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Dados e contexto do setor
O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve a maior alta, de 28 pontos-base, e passou de 15,22% ao ano no fechamento de sexta-feira (30) para 15,50%.
O nível supera os 15,42% da abertura de 26 de outubro, primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , quando os prefixados tiveram a maior alta diária da série histórica .
O Prefixado 2032 subiu 27 pontos-base, para 15,63%, ainda abaixo do recorde de 15,78% daquela abertura, e o Prefixado 2029 avançou 23 pontos-base, para 15,19%.
Impactos e informações adicionais
Desde o fechamento de 23 de outubro, último pregão antes do segundo turno, o Prefixado 2032 acumula alta de 2,74 pontos percentuais.
Agentes econômicos passam a ver a manutenção da taxa em 13,75% como cenário mais provável, e decisão deve mostrar como o BC lê o choque de câmbio, juros e Bolsa após a eleição
Nos títulos atrelados à inflação , as altas foram de 14 a 16 pontos-base, e todos os vencimentos estão no maior nível desde a abertura de 26 de outubro.
O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a pagar mais de 8%, ao subir de IPCA + 7,89% para IPCA + 8,03%, e o IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,28% para IPCA + 7,44%.
O movimento ocorre em meio a dúvidas do mercado sobre a política econômica do quarto mandato.
Na segunda-feira (2), o coordenador do programa de governo de Lula, José Sérgio Gabrielli, defendeu a proposta do economista André Lara Resende de reduzir a Selic, hoje em 13,75% ao ano, para 7,5% em 12 meses.
Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu abrir a discussão. Economistas do mercado criticam o plano pelo risco de cortar juros sem respaldo nas expectativas de inflação e na trajetória fiscal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que “o tabelamento não está em discussão no governo”.
O Copom anuncia na quarta-feira (4) a primeira decisão sobre a Selic após a eleição, e as opções negociadas na B3 indicavam cerca de 70% de chance de manutenção.
No Boletim Focus desta terça, a projeção para a Selic no fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50%, e a do dólar, de R$ 5,05 para R$ 5,34.
O dólar subia 0,85% pela manhã, a R$ 5,49. No exterior, investidores acompanham as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça.
Veja as taxas do Tesouro Direto na abertura desta segunda-feira (3):
Em resumo
As taxas dos títulos do Tesouro Direto abriram em forte alta em todos os vencimentos nesta terça-feira (3), na volta do feriado de Finados e no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
O Prefixado 2032 subiu 27 pontos-base, para 15,63%, ainda abaixo do recorde de 15,78% daquela abertura, e o Prefixado 2029 avançou 23 pontos-base, para 15,19%. Desde o fechamento de 23 de outubro, último pregão antes do segundo turno, o Prefixado 2032 acumula alta de 2,74 pontos percentuais.
Agentes econômicos passam a ver a manutenção da taxa em 13,75% como cenário mais provável, e decisão deve mostrar como o BC lê o choque de câmbio, juros e Bolsa após a eleição
Nos títulos atrelados à inflação , as altas foram de 14 a 16 pontos-base, e todos os vencimentos estão no maior nível desde a abertura de 26 de outubro. O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a pagar mais de 8%, ao subir de IPCA + 7,89% para IPCA + 8,03%, e o IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,28% para IPCA + 7,44%.
O movimento ocorre em meio a dúvidas do mercado sobre a política econômica do quarto mandato. Na segunda-feira (2), o coordenador do programa de governo de Lula, José Sérgio Gabrielli, defendeu a proposta do economista André Lara Resende de reduzir a Selic, hoje em 13,75% ao ano, para 7,5% em 12 meses. Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu abrir a discussão.