Economia · 2026-10-13 · Redação Notícia ES

Título público para aposentadoria se valoriza até 23% em uma semana

Queda das taxas após o primeiro turno valoriza os oito vencimentos do Tesouro Renda+; ganho é de marcação a mercado, e quem comprou na véspera da eleição teria resultado menor

Título público para aposentadoria se valoriza até 23% em uma semana
Título público para aposentadoria se valoriza até 23% em uma semana

Quem tinha títulos do Tesouro Renda+ , voltado à formação de renda para a aposentadoria, viu o investimento se valorizar até 23,36% em apenas uma semana, embalado pela forte queda das taxas dos títulos públicos após o primeiro turno da eleição presidencial.

Maior ganho ficou com o Renda+ 2065, cuja taxa

O maior ganho ficou com o Renda+ 2065, cuja taxa de compra recuou de IPCA + 6,86% na sexta-feira (2) para IPCA + 6,38% na sexta (9).

Os oito vencimentos da família terminaram a semana em alta, com ganhos entre 8,18% e 23,36%, segundo levantamento do InfoMoney com base nos preços divulgados pelo Tesouro Nacional na abertura do mercado. No título mais longo, uma aplicação de R$ 10 mil passou a valer R$ 12.336.

Com os spreads do crédito incentivado nos maiores níveis desde 2024, a casa indica entrada gradual em papéis isentos de emissores high grade, sem abandonar o risco soberano

Juros das debêntures incentivadas voltou a subir com menor

Juros das debêntures incentivadas voltou a subir com menor oferta e resgates em fundos, enquanto mercado avalia volta da possibilidade de taxação

O ganho, porém, é de marcação a mercado e só se concretiza com a venda do título.

Quem comprou o Renda+ 2065 na sexta (2), pagando o preço de compra, teria valorização bruta de cerca de 17% ao vender na sexta seguinte, antes de IOF , Imposto de Renda e taxa de custódia, que o Renda+ dispensa para quem leva o título até o fim dentro do limite de isenção, mas cobra em caso de venda antecipada.

O Renda+ paga uma renda mensal corrigida pela inflação durante 20 anos, a partir do ano escolhido pelo investidor para a aposentadoria.

Como preço e taxa andam em sentidos opostos , quanto mais distantes estão os pagamentos, maior o efeito de cada variação da taxa sobre o valor do papel.

Isso explica por que o Renda+ 2065 subiu quase três vezes mais que o Renda+ 2030, mesmo com uma queda de taxa menor. A taxa do título mais curto recuou de IPCA + 7,29% na sexta (2) para IPCA + 6,56% na sexta (9), enquanto a do mais longo caiu 0,48 ponto no mesmo período.

A ponta longa da curva já era apontada como a mais sensível ao resultado das urnas.

“É ali que está uma parcela importante do prêmio relacionado à trajetória da dívida pública, aos déficits primários e à percepção de risco fiscal”, explicou Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos.

A maior parte do ganho veio logo no primeiro pregão após o primeiro turno. Na manhã de segunda-feira (5), o Renda+ 2065 já acumulava alta de 34,12% em relação à sexta anterior, e os títulos mais longos registravam ganhos maiores do que os que teriam ao fim da semana.

A partir de terça (6), porém, as taxas voltaram a subir e os títulos devolveram parte da valorização. Na quinta (8), o Renda+ 2065 estava 13,5% abaixo do pico de segunda, antes de voltar a subir 6,35% na sexta e terminar o período com ganho de 23,36%.

Na abertura desta terça-feira (13), primeiro pregão após o feriado de segunda, as taxas do Renda+ voltaram a subir .

A do Renda+ 2065 avançou de IPCA + 6,38% na sexta (9) para IPCA + 6,46%, e o preço do título recuou 3,3%, o que reduz para cerca de 19% o ganho acumulado de quem tinha o papel desde a véspera do primeiro turno.

O movimento valorizou também os títulos IPCA+ e prefixados, mas foi mais intenso no Renda+, cujos pagamentos se estendem por décadas.

A mesma sensibilidade que turbinou o Renda+ na semana passada funciona no sentido contrário quando as taxas sobem , o que pode gerar perdas expressivas para quem precisar vender antes do prazo.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o cenário ainda pode mudar. “O segundo turno é uma nova disputa, e a diferença entre os candidatos é reversível”, apontou o economista Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e professor da FGV.

Logo após o primeiro turno, parte do mercado já recomendava cautela a quem pensava em entrar.

Ricardo Farias, gestor de renda fixa e multimercado da Fator Administração de Recursos, sugeriu na segunda-feira “deixar passar essa euforia para ver o que de fato é reprecificação, e o que é ruído”.

Para quem mantém o título até o fim, a oscilação de preço não altera o resultado, já que a renda mensal contratada no momento da compra, corrigida pela inflação, não muda.

Em resumo

O que aconteceu?

Quem tinha títulos do Tesouro Renda+ , voltado à formação de renda para a aposentadoria, viu o investimento se valorizar até 23,36% em apenas uma semana, embalado pela forte queda das taxas dos títulos públicos após o primeiro turno da eleição presidencial. O maior ganho ficou com o Renda+ 2065, cuja taxa de compra recuou de IPCA + 6,86% na sexta-feira (2) p

Qual é o ponto principal?

Os oito vencimentos da família terminaram a semana em alta, com ganhos entre 8,18% e 23,36%, segundo levantamento do InfoMoney com base nos preços divulgados pelo Tesouro Nacional na abertura do mercado. No título mais longo, uma aplicação de R$ 10 mil passou a valer R$ 12.336.

Quais são os dados mais importantes?

Com os spreads do crédito incentivado nos maiores níveis desde 2024, a casa indica entrada gradual em papéis isentos de emissores high grade, sem abandonar o risco soberano

Qual é o contexto?

Juros das debêntures incentivadas voltou a subir com menor oferta e resgates em fundos, enquanto mercado avalia volta da possibilidade de taxação

Quais são os próximos desdobramentos?

O ganho, porém, é de marcação a mercado e só se concretiza com a venda do título. Quem comprou o Renda+ 2065 na sexta (2), pagando o preço de compra, teria valorização bruta de cerca de 17% ao vender na sexta seguinte, antes de IOF , Imposto de Renda e taxa de custódia, que o Renda+ dispensa para quem leva o título até o fim dentro do limite de isenção, mas

Fontes