Torcida do Vasco provoca rivais antes da semifinal
Adesivos e faixas lembraram a disputa pelo Maracanã antes do jogo decisivo contra o Boca Juniors pela Sul-Americana.

Torcedores do Vasco provocaram Flamengo e Fluminense nesta terça-feira (20) antes da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A manifestação ocorreu nos arredores e nas arquibancadas do Maracanã, estádio liberado para o confronto depois de uma longa disputa judicial.
O Metrópoles registrou a mobilização, e o ge confirmou a circulação de adesivos com a frase “síndico não é dono”. A mensagem fazia referência à administração do estádio pela dupla Fla-Flu e à tentativa do Vasco de mandar no local a partida decisiva contra os argentinos.
O jogo de volta estava marcado para 21h30, com ingressos esgotados. O Vasco entrou em campo com vantagem após vencer o primeiro duelo por 1 a 0 na Bombonera, em Buenos Aires, resultado que lhe permitia avançar à final com um empate no Rio de Janeiro.
Disputa saiu dos tribunais
A presença vascaína no Maracanã foi confirmada depois que o Superior Tribunal de Justiça rejeitou um pedido do consórcio administrador para impedir o confronto. A decisão manteve entendimento anterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro favorável ao uso do estádio.
Flamengo e Fluminense alegaram conflito de agenda, preservação do gramado e impactos operacionais. O Vasco argumentou que São Januário não atingia a capacidade mínima exigida pela Conmebol para uma semifinal continental e que o contrato de concessão deveria assegurar tratamento não discriminatório.
O ministro Luis Felipe Salomão entendeu que o consórcio não tinha legitimidade para apresentar o pedido e que não havia demonstração de lesão grave ao interesse público. Com a manutenção da partida, a controvérsia jurídica foi incorporada ao ambiente esportivo e virou mote para cânticos, faixas e publicações de torcedores.
Semifinal mobiliza o Maracanã
A provocação não mudou o cenário técnico do confronto. O Vasco precisava administrar a vantagem mínima diante de um adversário tradicional em competições continentais, enquanto o Boca buscava reverter no Maracanã a derrota sofrida na Argentina.
A expectativa era de aproximadamente 70 mil pessoas, incluindo cerca de quatro mil visitantes. A torcida vascaína também preparou mosaico, bandeiras e papel picado, transformando a volta ao estádio em parte central da narrativa do duelo.
O time brasileiro iniciou a partida sem Andrés Gómez, expulso no jogo de ida, e com David entre os titulares. Pelo Boca, o campeão mundial Leandro Paredes começou no banco. As ausências e escolhas aumentaram a pressão sobre um jogo que já carregava tensão esportiva e institucional.
A final da Sul-Americana será disputada em partida única em Barranquilla, na Colômbia, em 21 de novembro. O adversário do classificado entre Vasco e Boca sairia do confronto entre Atlético-MG e Montevideo City Torque, com vantagem ampla construída pelo clube mineiro no primeiro jogo.
Em resumo
Torcedores exibiram adesivos e faixas com a frase “síndico não é dono” antes da semifinal.
O consórcio Fla-Flu tentou impedir o uso do estádio, enquanto o Vasco recorreu à Justiça.
O clube venceu o jogo de ida por 1 a 0 e podia avançar com um empate.
O STJ rejeitou o pedido do consórcio e preservou a decisão favorável ao Vasco.
A decisão está marcada para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.