Trump discursa na véspera das eleições legislativas dos EUA: ‘Mais importantes de nossas vidas’
Americanos estão convocados a renovar a totalidade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado nesta terça-feira (3)

O presidente Donald Trump pediu, nesta segunda-feira (2), a participação de seus apoiadores nas eleições de meio de mandato “mais importantes de nossas vidas”, na véspera de uma votação que aponta para a perda do controle republicano no Congresso.
O contexto do cenário político
Democratas e republicanos realizaram os últimos comícios de uma campanha que custou a ambos os partidos pelo menos 11 bilhões de dólares (aproximadamente 60 bilhões de reais), e com surpresas até o último momento.
“Este é o último dia antes das eleições de meio de mandato, as mais importantes, creio, de nossas vidas”, declarou Trump em Washington, em um ato para reinaugurar a restauração do espelho d’água do Lincoln Memorial.
Os democratas demonstram um cauteloso otimismo, apesar de golpes inesperados, como a declaração de uma ex-candidata ao Senado no importante estado de Michigan, que decidiu pedir votos para o republicano.
Informações e repercussões do episódio
Os americanos estão convocados a renovar a totalidade da Câmara dos Representantes (435 cadeiras) e um terço (35 dos 100 assentos) do Senado. Além disso, devem escolher 36 governos estaduais.
Em sua última projeção antes do dia da eleição, a empresa de previsões Decision Desk HQ estimava que o Senado passaria a uma maioria de 52–48 a favor dos democratas e que o partido opositor obteria uma confortável vantagem de 241–194 na Câmara dos Representantes.
Em caso de vitória, a oposição pretende abrir diversas investigações contra o presidente Trump, seu governo e sua família, além de tentar bloquear suas nomeações, assim como o financiamento da guerra no Irã.
A ala socialista dos democratas, que pode emplacar um número recorde de representantes e senadores, quer inclusive abrir um debate sobre o futuro da polícia migratória (ICE).
Os republicanos esperam apenas manter o controle de uma das duas Casas e obrigar os democratas a negociar as verbas orçamentárias.
A votação antecipada já bateu um recorde: 53 milhões de pessoas já depositaram seus votos em todo o país.
“Poderíamos ver, inclusive, um recorde de participação total, parece altamente provável”, declarou ao canal CBS David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral.
Para retomar o controle do Senado, os democratas precisam virar quatro cadeiras. As pesquisas indicam uma vantagem apertada dos democratas em cinco estados, alguns tradicionalmente conservadores, como Texas, Carolina do Norte e Kansas.
No Michigan, a grande surpresa foi protagonizada pela democrata Haley Stevens, que, a 24 horas das eleições, apareceu ao lado do candidato republicano Mike Rogers, inicialmente em desvantagem, segundo as pesquisas.
Ela havia perdido nas primárias do Partido Democrata para o candidato oficial, o progressista Abdul El Sayed, que se destacou por suas posições contra Israel.
Sete em cada 10 americanos têm uma má avaliação sobre Donald Trump, de sua incapacidade de controlar a inflação ainda alta e da guerra que declarou ao Irã e que se prolonga inexoravelmente.
O presidente conta com uma enorme popularidade entre sua base, mas em um país polarizado como os Estados Unidos são os eleitores independentes que fazem a balança pender para um lado ou outro.
Em resumo
O presidente Donald Trump pediu, nesta segunda-feira (2), a participação de seus apoiadores nas eleições de meio de mandato “mais importantes de nossas vidas”, na véspera de uma votação que aponta para a perda do controle republicano no Congresso.
Democratas e republicanos realizaram os últimos comícios de uma campanha que custou a ambos os partidos pelo menos 11 bilhões de dólares (aproximadamente 60 bilhões de reais), e com surpresas até o último momento.
“Este é o último dia antes das eleições de meio de mandato, as mais importantes, creio, de nossas vidas”, declarou Trump em Washington, em um ato para reinaugurar a restauração do espelho d’água do Lincoln Memorial.
Os democratas demonstram um cauteloso otimismo, apesar de golpes inesperados, como a declaração de uma ex-candidata ao Senado no importante estado de Michigan, que decidiu pedir votos para o republicano.
Os americanos estão convocados a renovar a totalidade da Câmara dos Representantes (435 cadeiras) e um terço (35 dos 100 assentos) do Senado. Além disso, devem escolher 36 governos estaduais.