Trump, Groenlândia e Dinamarca assinarão acordo em encontro da ONU | CNN Brasil
Texto que será assinado na Assembleia Geral da ONU prevê ampliação da presença militar dos Estados Unidos na ilha; detalhes não foram divulgados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir nesta terça-feira (22) com os líderes da Groenlândia e da Dinamarca para assinar um acordo que permitirá ampliar a presença militar americana na ilha e poderá encerrar o impasse em torno do território estratégico e rico em recursos minerais.
Contexto
O acordo permitirá que os EUA ampliem sua presença militar na Groenlândia, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters.
Além da atual Base Espacial de Pituffik, o acordo deve abrir dois novos locais militares: Narsarsuaq, uma antiga base aérea da Guerra Fria cuja população caiu para apenas algumas dezenas de pessoas, e Mestersvig, atualmente utilizado pela Patrulha de Trenós Sirius, uma unidade de elite das forças especiais dinamarquesas.
A Groenlândia , antiga colônia e hoje território autônomo do Reino da Dinamarca, fica entre o Ártico e a América do Norte e possui vastos recursos energéticos.
Desdobramentos
A recusa de Trump em descartar o uso de força militar ou econômica para adquirir a Groenlândia provocou uma crise diplomática em janeiro dentro da Otan e levou a Dinamarca e o governo da ilha a intensificarem as negociações.
Trump se reunirá com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, às 10h30 no horário de Nova York (11h30 de Brasília), durante a Assembleia Geral da ONU, para a cerimônia de assinatura do acordo.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que o acordo colocará a segurança do Ártico sob a proteção coletiva da Otan, em vez de deixá-la exclusivamente sob responsabilidade de Washington e Copenhague.
Trump afirmou na sexta-feira (18) que o acordo dará aos EUA “controle permanente sobre a segurança e todas as outras necessidades na Groenlândia”. A Dinamarca não respondeu à declaração, mas afirmou que o acordo respeita a soberania do reino e o direito da Groenlândia à autodeterminação.
“O motivo pelo qual podemos concluir este acordo, que é benéfico para a Groenlândia , os Estados Unidos e a Europa, assim como para o Reino da Dinamarca, é que se trata de uma questão de política de segurança”, disse Frederiksen em Nova York na segunda-feira (21).
O texto do acordo ainda não foi divulgado, às vésperas da assinatura. Também não está claro se o documento altera um tratado de defesa de 1951, que serviu como base legal para a presença americana, ou se funcionará como uma nova estrutura jurídica.
O acordo representa uma mudança em relação às ambições anteriores de Trump de adquirir a Groenlândia integralmente. A ilha tem três vezes o tamanho do Texas e uma população de apenas 57 mil habitantes, espalhada ao longo de seu litoral acidentado.
Ao mesmo tempo, o pacto representa uma expansão significativa da infraestrutura militar dos EUA na ilha — a primeira grande ampliação desde a Guerra Fria, quando os americanos mantinham 17 instalações e mais de 10 mil militares no território.
Em resumo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir nesta terça-feira (22) com os líderes da Groenlândia e da Dinamarca para assinar um acordo que permitirá ampliar a presença militar americana na ilha e poderá encerrar o impasse em torno do território estratégico e rico em recursos minerais.
O acordo permitirá que os EUA ampliem sua presença militar na Groenlândia, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters.
Além da atual Base Espacial de Pituffik, o acordo deve abrir dois novos locais militares: Narsarsuaq, uma antiga base aérea da Guerra Fria cuja população caiu para apenas algumas dezenas de pessoas, e Mestersvig, atualmente utilizado pela Patrulha de Trenós Sirius, uma unidade de elite das forças especiais dinamarquesas.
A Groenlândia , antiga colônia e hoje território autônomo do Reino da Dinamarca, fica entre o Ártico e a América do Norte e possui vastos recursos energéticos.
A recusa de Trump em descartar o uso de força militar ou econômica para adquirir a Groenlândia provocou uma crise diplomática em janeiro dentro da Otan e levou a Dinamarca e o governo da ilha a intensificarem as negociações.